Recados e Novidades

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Para troca de livros:

Projeto Palavras Cruzadas:

"Já é vender a alma não saber contentá-la." Albert Camus - O Mito de Sísifo.

O projeto 'Palavras Cruzadas' promove encontros mensais (segundo sábado de cada mês) em que são lidos e discutidos trechos de obras importantes da literatura e filosofia surgidas à partir do século XX.

No encontro do dia 13/07 o livro utilizado será 'O Mito de Sísifo' de Albert Camus.

O evento começa às 15h30min.

A coordenação é de Vanessa Molnar, historiadora (USP) e escritora e Fábio Donaire, estudante do Bacharelado em Ciências e Humanidades (UFABC). Estamos localizados na Rua Professor José Franco, 166 – Bangu (a 10min da UFABC de Santo André, na rua do restaurante Frangasso).

A entrada é franca.


sexta-feira, 28 de junho de 2013

100 poemas 100 poetas

 
 
Fechamos a semana com uma boa notícia. Meu poema "Olhos Escarlates" foi selecionado para compor a antologia 100 poemas 100 poetas. Muito satisfeito com essa inclusão feita pela Editora Literacidade que não cobrou um centavo sequer pelo concurso, além por mais dois motivos:
 
1-) Estou ao lado de grandes nomes da poesias contemporânea brasileira e ao lado de amigos que admiro.
 
2-) Saber que estamos nos desenvolvendo. Não quero escrever por escrever, mas eu quero escrever com qualidade.
 
Para ver a lista dos classificados:
 
 
 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O Estrangeiro


                Eu havia lido uma resenha sobre este livro e o que dizia é que era o melhor livro escrito no século XX. Fui lá conferir.
                A escrita de Camus é seca, não há figuras de linguagem e nem simbolismos. A frase quer dizer literalmente o que lá está escrito. O livro tem duas partes: na primeira um homem chamado Mersault se desloca de Argel (Capital da Argélia), para o interior com o intuito de enterrar a mãe que estava num asilo, depois ele volta para a capital e vive como se nada tivesse acontecido.
                Na primeira parte é demonstrado todo desinteresse ou nada me importa de Marsault com o mundo que o rodeia.Morreu a mãe? Bola pra frente... Vamos para praia? Ah, você quem sabe... Vamos comer macarrão? Tanto faz... Cometi um assassinato. Dou de ombros. E assim termina a primeira parte com o homicídio de Mersault.
                Na segunda parte (e na verdade é a verdadeira história do livro), vem o julgamento. O homem é acusado de não chorar pela morte da mãe, por ter uma namorada bonita e por uma série de outras coisas. O homicídio fica em segundo plano.
                Terminei a leitura, acho que devido a este estilo seco e existencialista de Camus, eu fiquei sem saber se gostei ou não da obra. E pra não dar uma de ogro deixei passar tempo para escrever alguma coisa a respeito.
                Uns dois dias depois eu estava caminhando numa avenida movimentada de Santo André e vi uma cena: o motorista parou para que um pedestre atravessasse a rua, mas um motoqueiro “cortou” o carro e quase atropelou o pedestre que estava na faixa. E o motoqueiro levantou o dedo do meio, reclamando.
                Na hora consegui fazer a analogia entre essa cena e “O Estrangeiro”: o pouco (ou nenhum) caso em que as pessoas têm com o seu mundo. Logo consegui ver outras analogias e ai percebi, o porque de “O Estrangeiro” ser uma obra atemporal. Por que trata dessa coisa de nos fecharmos no nosso mundo, de não nos importarmos com o dia de amanhã, de aceitar as coisas como elas são e pouco importa onde o absurdo da vida vai nos levar.
                Uma obra existencialista que requer reflexão para compreendê-la.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Mentira de Eleição

Desculpe se você é conservador reacionário, não posso esconder a verdade.

O punk é agressivo, direto e concreto.






Aparece na TV
Vive sempre a prometer
Sua vida é mentir
Sei que nunca vai cumprir
O que interessa
É o meu voto pra ganhar essa eleição
Ou então fraudar as urnas
Viva a corrupção!!!
Cambada de políticos
Filhos da puta, verme parasita
Não faz porra nenhuma!!
MENTIRA na sua eleição
Não quero te governar
Quatro anos pra você roubar!!
MEU VOTO não vai pra você
E nunca vai me enganar
Dinheiro meu não vai roubar!!
Não venha me roubar
Vai tomar no CU!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O Deserto dos Tártaros


 
 
                Esse foi o tipo de livro que veio parar em minhas mãos, sei lá como. Ficou encostado um bom na estante e num belo dia resolvi li e me xinguei por não ter lido antes.
                Tudo começa quando um jovem militar, cheio de esperanças tem sua primeira missão fazer guarda no Forte Bastiani. Chegando lá, ele descobre que um pequeno forte de fronteira nos cafundós do Judas e do outro lado da fronteira há um lendário deserto que dizia que mil anos atrás os tártaros havia invadido a Itália.
                É só ele ficar dois anos que na ficha constaria quatro e era uma promoção automática. Esses dois anos se transformam em dez, em vinte e finalmente numa vida inteira. Sempre a espera de que os tártaros ataquem.
Na verdade essa espera é uma alegoria de nossas vidas rotineiras. Sempre estamos à espera de que algo fantástico que vai acontecer, mas não fazemos nada para que isso aconteça, sempre deixando pra amanhã e quando se vê a morte nos bate a porta. E na trama, a vida sempre dá oportunidades para reviravoltas, mas o medo e a insegurança, nos impede de fazermos as mudanças e preferimos a doce e segura rotina.
O livro trata exatamente disso. É impossível você não se identificar com as personagem e mesmo com as personagens coadjuvantes, temos  um pouquinho de cada um deles.
Sinceramente, um dos melhores livros que li na minha vida.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Arruaças e Greves




                Hoje levei trinta minutos, num trecho de dez minutos, da minha casa ao trabalho. Por quê? Greve da CPTM e dos ônibus.
                Já não bastou a arruaça de 2ª feira para que o sofrido povo paulistano seja tratado como um nada, com uma tremenda falta de humanidade. Sim, porque quem sofre não sou eu, um cidadão de classe média, nem o sindicalista, nem o estudante anarquista ou as autoridades constituídas. Quem sofre é aquele pobrezinho que ganha um ou dois salário mínimos que faz das tripas coração pra sustentar sua família e depende do transporte público.
                Acho justos os protestos e as greves. Quem já teve que lidar com patrões, sabe que se dependessem deles, ainda trabalharíamos dezesseis horas todos os dias, sem fim de semana, ganhando salários de fome e se possível teríamos um tronco no meio da sala para punir os preguiçosos.
                Tudo não passa de um jogo de cena, a mando de pessoas que só querem uma coisa: o poder, afinal é no poder que reside o dinheiro.
Vi pela TV, 2000 pessoas sendo manobradas como gado por meia dúzia de “comunistas” que nem sabem se são fidelistas ou maoistas (aposto que nem sabem o que é isso). Pensam que estão fazendo uma “revolução” depredando patrimônio público e nem percebem que estão prejudicando a eles mesmos e a população que necessitam desses transportes.
E a sociedade conservadora, como sempre hipócrita, se diz horrorizada, mas não se posicionam quanto aos salários e condições de trabalho dos motoristas e maquinistas e muito menos sobre o preço da passagem que corroí boa parte dos ganhos dos trabalhadores assalariados, porque simplesmente não querem perder seu “status quo”, não querem que outras pessoas tenham melhores de condições de vida e ameacem seu estilo de vida consumista, e cá entre nós: grande merda este “status quo”.
E por este “Não me importo” (Aqui lembro bem de Camus), quem sofre é o que tem menos culpa que nem conhece direito o mundo que o rodeia, ou seja, o pobre.
Enquanto este país viver de conchavos e caciques, nós não iremos para frente, por isso meus amigos:
Pensem bem em quem votar!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Laranja Mecânica



Este, talvez, tenha sido o livro mais difícil que eu li. Eu poderia chegar aqui e dizer que a Laranja Mecânica retrada uma juventude sem esperança que joga toda sua raiva com atos violentos, devido à omissão do estado que pouco ou nada faz para dar uma esperança para os jovens.

Fazer este resumo seria algo simplório e eu estaria pagando de “Cult”.

Como literatura, eu não morri de amores pelo livro: história é desconexa: não há explicação porque Alex, um jovem com pai e mãe e apreciador de música erudita era tão malvado; muita coincidência o jovem após o tratamento se encontrar com todos aqueles que ele havia prejudicado. O final é muito bom, mas a gíria que o autor utiliza ao longo do livro é como um quebra-cabeça que você tem que ir montado. Confesso que não consegui desvendar todas as palavras.

Porém o livro é recheado de simbolismos e verdades concretas: se jovens são maus então devemos domá-los; mas se domá-los eles perdem a humanidade e passam a ser um zumbi; então deixamos o mal aflorar; mas o que é o bem? Conviver com as regras sociais e ser um bom cristão ou fazer que aquilo que der na telha? Depois de passada a juventude a verdade da vida cairá sobre você? Temos que ser emocionais ou práticos?

Enfim essas metáforas permeiam todo o livro e é ai que está o mérito dessa obra e como já escrevi, está obra se resuma há uma palavra:

Perturbadora!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Deuses Americanos




                Eu Sou fã confesso de Neil Gaiman nas Hqs (principalmente em Sandman e Orquídea Negra), mas confesso que nas últimas obras que eu li (A cruzada das Crianças), pareceu-me que ele andou um tanto repetitivo.
               Numa dessas coisas do acaso o seu livro “Deuses Americanos” caiu em minhas mãos e gostei do que li (como um passatempo), mas não com aquele mesmo impacto de quando li “Sandman” pela primeira vez.
                A história gira em torno de “deuses” de vários panteões que não recebem mais preces dos humanos, porque estes estão entretidos com os “novos deuses”: a modernidade e a tecnologia. E estes velhos deuses e novos deuses entrarão em confronto. Shadow, um detendo que recebe a liberdade, se vê no olho do furacão deste perrengue.
                O desenvolvimento do livro é linear (Gaiman utilizou a famosa fórmula “Pulp”). Em minha opinião, os personagens poderiam ter sido mais aprofundados. A única personagem que realmente me intrigou foi à esposa “zumbi” de Shadow, porque ela deu um tom de humor à trama, (na verdade bastante trash, diga-se de passagem). Outros personagens aparecem na história, dá-se aquele clima de que algo grandioso irá acontecer, mas não acontece nada com eles, simplesmente são descartados e ficam no ar. (A não ser que Gaiman venha escrever uma parte 2 e se aprofunde mais nestes personagens).
                O livro tem dois pontos altos:
                1-) A estadia de Shadow em Lakeside, uma pequena cidade gelada do interior dos Estados Unidos, onde é demonstrado como vivem as pessoas de um lugar como este;
2-) Os contos entrelaçados a trama: De como alguns deuses chegaram a América e como foram esquecidos.
Um ponto muito negativo é a tradução que a Conrad Editora fez. Foi no mínimo amadora: não se deram nem o trabalho de fazer uma revisão que fosse.
No final achei que li uma HQ  e não um livro. Como eu disse antes; eu como fã esperava mais, porém não é achei uma perda de tempo. E sugiro a leitura.
 
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