Recados e Novidades

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Para troca de livros:

Projeto Palavras Cruzadas:

"Já é vender a alma não saber contentá-la." Albert Camus - O Mito de Sísifo.

O projeto 'Palavras Cruzadas' promove encontros mensais (segundo sábado de cada mês) em que são lidos e discutidos trechos de obras importantes da literatura e filosofia surgidas à partir do século XX.

No encontro do dia 13/07 o livro utilizado será 'O Mito de Sísifo' de Albert Camus.

O evento começa às 15h30min.

A coordenação é de Vanessa Molnar, historiadora (USP) e escritora e Fábio Donaire, estudante do Bacharelado em Ciências e Humanidades (UFABC). Estamos localizados na Rua Professor José Franco, 166 – Bangu (a 10min da UFABC de Santo André, na rua do restaurante Frangasso).

A entrada é franca.


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Duna

              
              Eu tive ótimas referências sobre Duna e elas se confirmaram após a leitura. O que mais encanta na obra não é a história em si; mas sim o cenário desértico de Arrakis, civilizações e os vermes gigantes, descritos com muita riqueza sem ser chato.
                O roteiro é básico para estes tipos de histórias: uma conspiração que vai se tornando real, conforme o leitor avança as páginas.
Os conceitos de sci-fi embutidos na obra são interessantes. Como por exemplo: a abolição do computador em prol da mente humana, pois a mente tem mais malicia em processar dados, este tipo de pessoa é chamada de Mentat.
Há também questões da eugenia das Bene Gesserit que buscam, através de cruzamentos genéticos, manipular o futuro e a linha de imperadores, alinhado ao monopólio das especiarias que é a moeda forte de todo o império. Todas as conspirações, tramas e lucros giram em torno das especiarias.
O protagonista Paul Atreides é quem colocará todas essa harmonia do Império em caos, ele é um iluminado tanto para os nobres, quando para o povo os fremens (um povo do deserto que acolheu durante o exílio).
O final fica em aberto e este é apenas o início da hexalogia de Duna.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Manifestações Brasileiras


 
                Eu demorei a escrever sobre a atual onda de manifestos que acontece no Brasil, por um motivo muito simples: não estava entendendo de onde vinham tais grupos e creio que grande parte das pessoas também não o sabe.

                O Movimento Passe Livre (MPV), foi fundado há 13 anos e luta pelo direito da catraca livre. Sabatinados pela folha de São Paulo e questionados como seria possível à catraca livre, a resposta foi no mínimo curioso: o contribuinte deve pagar. Resumindo eles não têm a menos ideia de gestão e pior ainda, não existem propostas concretas pelo o que eles estão reivindicando. Minha leitura dos fatos é a seguinte:

                O MPV tentou fazer uma graça para chamar a atenção, já que as eleições estão ai e um dos líderes saíra candidato a deputado federal.

                Com a ajuda da polícia que teve uma atuação a lá Erasmo Dias, trouxe uma comoção e as pessoas insatisfeitas com os péssimos serviços sociais brasileiros, levantaram a bandeira contra a bandoleira geral.

                O MPV se viu com movimento que nem nos seus sonhos mais megalomaníacos, depois de reduzida as passagens quis sair, mas depois vendo que isso poderia render votos para seus líderes voltou e no fim ficou em cima do muro, sem propostas corretas.

                Com toda essa confusão os marxistas e fascistas que estavam adormecidos começaram a postar coisas absurdas na internet tais como: estatização de tudo e louros aos militares.

                Os governantes, sobretudo a Presidenta, ficaram sem saber o que fazer e começaram a fazer fumaça pra tentar acalmar a massa desordenada dos descontentes.

                Qual será o final disso?

                Ainda não sei, mas tudo caminha à volta para a normalidade, algumas lideranças irão se aproveitar destas manifestações e o povo continuará a votar nos mesmos políticos – lembrando sempre que o sistema político vigente é totalmente equivocado, o correto é o voto distrital com recall. E continuaremos a viver no Brasil maravilha. (Tomara que eu esteja redondamente enganado).

                Seguimos em frente! Até á próxima!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

100 poemas 100 poetas

 
 
Fechamos a semana com uma boa notícia. Meu poema "Olhos Escarlates" foi selecionado para compor a antologia 100 poemas 100 poetas. Muito satisfeito com essa inclusão feita pela Editora Literacidade que não cobrou um centavo sequer pelo concurso, além por mais dois motivos:
 
1-) Estou ao lado de grandes nomes da poesias contemporânea brasileira e ao lado de amigos que admiro.
 
2-) Saber que estamos nos desenvolvendo. Não quero escrever por escrever, mas eu quero escrever com qualidade.
 
Para ver a lista dos classificados:
 
 
 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O Estrangeiro


                Eu havia lido uma resenha sobre este livro e o que dizia é que era o melhor livro escrito no século XX. Fui lá conferir.
                A escrita de Camus é seca, não há figuras de linguagem e nem simbolismos. A frase quer dizer literalmente o que lá está escrito. O livro tem duas partes: na primeira um homem chamado Mersault se desloca de Argel (Capital da Argélia), para o interior com o intuito de enterrar a mãe que estava num asilo, depois ele volta para a capital e vive como se nada tivesse acontecido.
                Na primeira parte é demonstrado todo desinteresse ou nada me importa de Marsault com o mundo que o rodeia.Morreu a mãe? Bola pra frente... Vamos para praia? Ah, você quem sabe... Vamos comer macarrão? Tanto faz... Cometi um assassinato. Dou de ombros. E assim termina a primeira parte com o homicídio de Mersault.
                Na segunda parte (e na verdade é a verdadeira história do livro), vem o julgamento. O homem é acusado de não chorar pela morte da mãe, por ter uma namorada bonita e por uma série de outras coisas. O homicídio fica em segundo plano.
                Terminei a leitura, acho que devido a este estilo seco e existencialista de Camus, eu fiquei sem saber se gostei ou não da obra. E pra não dar uma de ogro deixei passar tempo para escrever alguma coisa a respeito.
                Uns dois dias depois eu estava caminhando numa avenida movimentada de Santo André e vi uma cena: o motorista parou para que um pedestre atravessasse a rua, mas um motoqueiro “cortou” o carro e quase atropelou o pedestre que estava na faixa. E o motoqueiro levantou o dedo do meio, reclamando.
                Na hora consegui fazer a analogia entre essa cena e “O Estrangeiro”: o pouco (ou nenhum) caso em que as pessoas têm com o seu mundo. Logo consegui ver outras analogias e ai percebi, o porque de “O Estrangeiro” ser uma obra atemporal. Por que trata dessa coisa de nos fecharmos no nosso mundo, de não nos importarmos com o dia de amanhã, de aceitar as coisas como elas são e pouco importa onde o absurdo da vida vai nos levar.
                Uma obra existencialista que requer reflexão para compreendê-la.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Mentira de Eleição

Desculpe se você é conservador reacionário, não posso esconder a verdade.

O punk é agressivo, direto e concreto.






Aparece na TV
Vive sempre a prometer
Sua vida é mentir
Sei que nunca vai cumprir
O que interessa
É o meu voto pra ganhar essa eleição
Ou então fraudar as urnas
Viva a corrupção!!!
Cambada de políticos
Filhos da puta, verme parasita
Não faz porra nenhuma!!
MENTIRA na sua eleição
Não quero te governar
Quatro anos pra você roubar!!
MEU VOTO não vai pra você
E nunca vai me enganar
Dinheiro meu não vai roubar!!
Não venha me roubar
Vai tomar no CU!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O Deserto dos Tártaros


 
 
                Esse foi o tipo de livro que veio parar em minhas mãos, sei lá como. Ficou encostado um bom na estante e num belo dia resolvi li e me xinguei por não ter lido antes.
                Tudo começa quando um jovem militar, cheio de esperanças tem sua primeira missão fazer guarda no Forte Bastiani. Chegando lá, ele descobre que um pequeno forte de fronteira nos cafundós do Judas e do outro lado da fronteira há um lendário deserto que dizia que mil anos atrás os tártaros havia invadido a Itália.
                É só ele ficar dois anos que na ficha constaria quatro e era uma promoção automática. Esses dois anos se transformam em dez, em vinte e finalmente numa vida inteira. Sempre a espera de que os tártaros ataquem.
Na verdade essa espera é uma alegoria de nossas vidas rotineiras. Sempre estamos à espera de que algo fantástico que vai acontecer, mas não fazemos nada para que isso aconteça, sempre deixando pra amanhã e quando se vê a morte nos bate a porta. E na trama, a vida sempre dá oportunidades para reviravoltas, mas o medo e a insegurança, nos impede de fazermos as mudanças e preferimos a doce e segura rotina.
O livro trata exatamente disso. É impossível você não se identificar com as personagem e mesmo com as personagens coadjuvantes, temos  um pouquinho de cada um deles.
Sinceramente, um dos melhores livros que li na minha vida.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Arruaças e Greves




                Hoje levei trinta minutos, num trecho de dez minutos, da minha casa ao trabalho. Por quê? Greve da CPTM e dos ônibus.
                Já não bastou a arruaça de 2ª feira para que o sofrido povo paulistano seja tratado como um nada, com uma tremenda falta de humanidade. Sim, porque quem sofre não sou eu, um cidadão de classe média, nem o sindicalista, nem o estudante anarquista ou as autoridades constituídas. Quem sofre é aquele pobrezinho que ganha um ou dois salário mínimos que faz das tripas coração pra sustentar sua família e depende do transporte público.
                Acho justos os protestos e as greves. Quem já teve que lidar com patrões, sabe que se dependessem deles, ainda trabalharíamos dezesseis horas todos os dias, sem fim de semana, ganhando salários de fome e se possível teríamos um tronco no meio da sala para punir os preguiçosos.
                Tudo não passa de um jogo de cena, a mando de pessoas que só querem uma coisa: o poder, afinal é no poder que reside o dinheiro.
Vi pela TV, 2000 pessoas sendo manobradas como gado por meia dúzia de “comunistas” que nem sabem se são fidelistas ou maoistas (aposto que nem sabem o que é isso). Pensam que estão fazendo uma “revolução” depredando patrimônio público e nem percebem que estão prejudicando a eles mesmos e a população que necessitam desses transportes.
E a sociedade conservadora, como sempre hipócrita, se diz horrorizada, mas não se posicionam quanto aos salários e condições de trabalho dos motoristas e maquinistas e muito menos sobre o preço da passagem que corroí boa parte dos ganhos dos trabalhadores assalariados, porque simplesmente não querem perder seu “status quo”, não querem que outras pessoas tenham melhores de condições de vida e ameacem seu estilo de vida consumista, e cá entre nós: grande merda este “status quo”.
E por este “Não me importo” (Aqui lembro bem de Camus), quem sofre é o que tem menos culpa que nem conhece direito o mundo que o rodeia, ou seja, o pobre.
Enquanto este país viver de conchavos e caciques, nós não iremos para frente, por isso meus amigos:
Pensem bem em quem votar!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Laranja Mecânica



Este, talvez, tenha sido o livro mais difícil que eu li. Eu poderia chegar aqui e dizer que a Laranja Mecânica retrada uma juventude sem esperança que joga toda sua raiva com atos violentos, devido à omissão do estado que pouco ou nada faz para dar uma esperança para os jovens.

Fazer este resumo seria algo simplório e eu estaria pagando de “Cult”.

Como literatura, eu não morri de amores pelo livro: história é desconexa: não há explicação porque Alex, um jovem com pai e mãe e apreciador de música erudita era tão malvado; muita coincidência o jovem após o tratamento se encontrar com todos aqueles que ele havia prejudicado. O final é muito bom, mas a gíria que o autor utiliza ao longo do livro é como um quebra-cabeça que você tem que ir montado. Confesso que não consegui desvendar todas as palavras.

Porém o livro é recheado de simbolismos e verdades concretas: se jovens são maus então devemos domá-los; mas se domá-los eles perdem a humanidade e passam a ser um zumbi; então deixamos o mal aflorar; mas o que é o bem? Conviver com as regras sociais e ser um bom cristão ou fazer que aquilo que der na telha? Depois de passada a juventude a verdade da vida cairá sobre você? Temos que ser emocionais ou práticos?

Enfim essas metáforas permeiam todo o livro e é ai que está o mérito dessa obra e como já escrevi, está obra se resuma há uma palavra:

Perturbadora!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Deuses Americanos




                Eu Sou fã confesso de Neil Gaiman nas Hqs (principalmente em Sandman e Orquídea Negra), mas confesso que nas últimas obras que eu li (A cruzada das Crianças), pareceu-me que ele andou um tanto repetitivo.
               Numa dessas coisas do acaso o seu livro “Deuses Americanos” caiu em minhas mãos e gostei do que li (como um passatempo), mas não com aquele mesmo impacto de quando li “Sandman” pela primeira vez.
                A história gira em torno de “deuses” de vários panteões que não recebem mais preces dos humanos, porque estes estão entretidos com os “novos deuses”: a modernidade e a tecnologia. E estes velhos deuses e novos deuses entrarão em confronto. Shadow, um detendo que recebe a liberdade, se vê no olho do furacão deste perrengue.
                O desenvolvimento do livro é linear (Gaiman utilizou a famosa fórmula “Pulp”). Em minha opinião, os personagens poderiam ter sido mais aprofundados. A única personagem que realmente me intrigou foi à esposa “zumbi” de Shadow, porque ela deu um tom de humor à trama, (na verdade bastante trash, diga-se de passagem). Outros personagens aparecem na história, dá-se aquele clima de que algo grandioso irá acontecer, mas não acontece nada com eles, simplesmente são descartados e ficam no ar. (A não ser que Gaiman venha escrever uma parte 2 e se aprofunde mais nestes personagens).
                O livro tem dois pontos altos:
                1-) A estadia de Shadow em Lakeside, uma pequena cidade gelada do interior dos Estados Unidos, onde é demonstrado como vivem as pessoas de um lugar como este;
2-) Os contos entrelaçados a trama: De como alguns deuses chegaram a América e como foram esquecidos.
Um ponto muito negativo é a tradução que a Conrad Editora fez. Foi no mínimo amadora: não se deram nem o trabalho de fazer uma revisão que fosse.
No final achei que li uma HQ  e não um livro. Como eu disse antes; eu como fã esperava mais, porém não é achei uma perda de tempo. E sugiro a leitura.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

A Mão Esquerda da Escuidão


 
A “Mão Esquerda da Escuridão” era um livro que há muito tempo eu estava querendo ler e por n motivos não havia conseguido.  Sempre falaram maravilhas de Ursula LeGuin, a autora, e ela está sempre nas listas dos top tops dos livros de sci-fi, mas eis que enfim consegui ler.
Eu não achei o livro tão grandioso quanto a minha expectativa; parece que quando vamos com muita expectativa à coisa não rola. Talvez eu ainda esteja influenciado pela Guerra dos Tronos, embora a história da Mão Esquerda seja muito boa.
Embora o título lhe remeta a algo sombrio, a história é um relato de um “enviado” (embaixador), para um planeta dividido em algumas nações. Tomado pelo gelo e de pessoas assexuadas que num período de 2,3 dias no mês, elas se transformam em freme, o que seria o período da versão feminina ou o período de procriação.
O título do livro remete a algumas tradições orais daquele povo que vive em geleiras. Estes relatos são entremeados durante a ação da história.
O objetivo do “Enviado” é trazer o planeta em questão para sua federação. Ele passa alguns problemas por causa disso e faz uma fuga épico por um deserto gelado. Apesar de boas as questões políticas e a forma que a autora conduz o livro,  a grande questão é a da sexualidade que é bastante exposta e sem preconceitos: misturando a virilidade e praticidade masculina e a delicadeza e paciência feminina, tudo numa mesma pessoa.
Acredito que a história tomou este rumo pelo fato de ter sido escrito por uma mulher.
O livro é bastante atual e de leitura fácil e dinâmica, como os livros de ação devem ser.
Aconselho bastante sua leitura.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Xochiquetzal



                Nessa minha boa intenção de prestigiar a literatura fantástica nacional, terminei de ler mais um livro Xochiquetzal de Gerson Lodi-Ribeiro que é um autor bem conhecido no meio desse gênero.
Havia lido alguns contos de Lodi-Ribeiro e até tinha gostado, então fui com bastante expectativa de ler uma boa história, já que ele não era marinheiro de primeira viagem.
O romance é um subgênero da ficção cientifica chama “História Alternativa”, nos EUA é conhecida como “If...(?)”.
Em Xochiquetzal, o romance nos conta como teria sido a colonização da América caso os espanhóis não tivessem conseguido sua unificação e somente os portugueses tivessem se lançado ao mar e transformado os impérios Incas e Astecas em vassalos.
Até aqui tudo legal, mas creio que a construção da história a tornou cansativa e travada, porque autor não criou bem um romance, mas sim uma carta ou diário (Como se fosse uma carta de Pero Vaz Caminha), e as ações e imagens ficam como num relato e pessoalmente eu prefiro “ver a história”. Outra coisa, que a meu ver, tornou a história travada foi à utilização de um português “arcaico” ou “quinhentista” com muito rebuscamento. Em literatura aprendi uma coisa: faça a coisa simples (na vida também é assim).
No skoob, alguns colegas acharam esse linguajar belo, mas reconhecem a dificuldade de se ler essa obra. Eu penso que se autor tivesse feito em 3ª pessoa teria dado mais “vazão” para a história.
Não vou dizer pra ninguém ler, acho que cada um tem direito de gostar ou não. Sugiro aos visitantes do meu blog que leiam e tirem suas próprias conclusões.
Por ora pausei com os autores nacionais de fantasia, não encontrei, por enquanto, nada que me chamasse a atenção. Vou continuar a xeretar por ai, mas só depois de terminar minha lista de livros para o ano de 2013.
Até a próxima.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A Guerra dos Tronos - O Inverno está chegando...


 
Cada dia que passa, eu chego à mesma conclusão de Humberto Gessinger: “Ouça o que eu digo, não ouça ninguém”. Digo isso em relação à obra de George RR Martim; nalgum fórum de Internet, muita gente (mas muita mesmo); disse que as “Guerras dos Tronos” era igual ao “Senhor dos Anéis” e como eu não sou lá muito fã de Tolkien, ignorei essa obra durante alguns anos, pra que ler 1000 páginas de uma coisa que não gosto.

Um colega aqui do escritório leu e falou maravilhas, pois bem fui e encarei as 1000 páginas e já estou com o livro II, pronto pra começar a ler outras 1000 páginas:

Melhor livro de fantasia que já li na minha vida!

Superando o que eu achava insuperável “Duna” – lógico que isso é minha opinião –, mandei os papagaios de internet pro inferno e me rendi a essa obra genial.

Martim mostra como se deve escrever um livro. Não há digressões e nem correria em sua escrita. É tudo na medida certa. Pode ser que haja algum furo, mas sinceramente não vi nenhum.

A história é uma intricada trama política com várias casas (famílias) querendo tomar o poder ou se beneficiar dele, junto a tudo isso o “Inverno está chegando” que trará mortos-vivos, gigantes, dragões e os Outros que deverão aparecer com mais intensidade no livro II (ao menos é o que eu espero).

Os personagens principais: Eddard, Catelyn, Aria, Sansa, Jon, Brian, Dayneres e Tyron são apaixonantes e reais.

                O grande feito do autor foi à busca de cenas e acontecimentos de serem o mais próximo possível do mundo real, o que é difícil dentro de uma história de fantasia e Martim conseguiu com maestria: nem sempre o honesto, mais forte, mais astuto ganha. Muitas voltas e reviravoltas.

                Se você é fã de livros de fantasia não pode deixar de ler.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A morte de Artemio Cruz


 
Artemio Cruz está morrendo e começa nos relatar como foi sua vida e nos leva ao período do final da Revolução a ele nos conta toda sua ascensão social, utilizando-se de meios antiéticos, apesar de ele achar que está fazendo um grande bem para todos os camponeses.
A grande verdade desse livro é como uma pessoa muda ao longo da vida, conforme a oportunidade ou a sorte. Artemio era um tenente da revolução e tomou as terras dos grandes latifundiários com intuito de dividi-la com os camponeses, mas isso não acontece. Na verdade há uma repetição do que era antes da revolução.
Outro tema bastante evidente nesta obra é a questão do amor. Como a visão da pessoa amada vai mudando conforme ela se mostra verdadeiramente (ou como o seu par vai se transformando), e neste intricado de terra, morte e paixão a obra é composta.
O momento que me chama mais atenção é quando Artemio, já deputado federal, fala para um assessor: “Nós fazemos parte de uma maçonaria. A maçonaria da malandragem”.  Qualquer semelhança com qualquer país latino americano não é mera coincidência.
A leitura é difícil, porque ela não é de forma linear (há pelo menos 3 história sendo contadas), e elas vão se entrelaçando e a todo instante há fluxos de consciência do protagonista – gerando enormes parágrafos, às vezes de 4,5 páginas –, sugiro que a leitura seja feita de forma tranquila e devagar.
A questão da terra e da morte é muito forte na cultura mexicana, como também se pode conferir na obra de outros autores mexicanos como Juan Rulfo e Octavio Paz.
Gostei muito da obra e daqui alguns anos, eu pretendo lê-a de novo.
Até a próxima!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Análise Crítica.





               É a primeira vez que escrevo sobre o meu serviço no blog. Não que eu ache meu serviço uma droga ou qualquer coisa do tipo. Comecei a dar valor mais a minha profissão (sou analista de sistemas), quando percebi que já são 19 anos nesta batalha e passei por todas as transformações da informática sempre me atualizando e competindo com um monte de gente boa. Vou fazer 15 anos que trabalho na mesma empresa. Nunca escrevi, porque o intuito do blog não era esse.


            Nos últimos 5,6 anos o mercado de trabalho está muito agressivo. Se você não for competente você está fora, vai morar debaixo da ponte e coisas assim.
Em 2011 me foi passado um projeto de implantação de sistema em uma das firmas do grupo. Deram-me uma equipe que eu não conhecia, mas após uma série de reuniões me disseram: Pode deixar que em menos de seis meses, estará tudo no ar. Isso em Setembro de 2011. Não acreditei muito neste prazo, mas seguimos em frente.
Passamos para julho de 2012 e nem sombras do sistema ser implantado. Fiquei uma pilha de nervoso, xingando meio mundo, se eu tivesse tocado sozinho o projeto eu estaria muito mais avançado, eu pensava. Meu amigo Fordeloni segurou toda a bronca, cheguei a vê-lo chorar no final do dia. Contei toda essa história para chegar neste ponto:
Por que na hora do aperto todo mundo colaca a culpa em só uma pessoa?
Fiz essa reflexão e lhe dei as garantias para continuar o trabalho, pondo em risco o meu próprio emprego, afinal o patrão que está pagando não quer saber. Tive que fazer muito jogo de cintura e politicagem, coisas que eu não gosto de fazer. Com isso ganhei a equipe e seu respeito e seguimos em frente e implantamos o sistema em Fevereiro de 2013. Um atraso de um ano.
No fim as coisas se acalmaram por aqui. O que me deixou mais angustiado é como o homem vive numa competição feroz. Não pára para refletir o que está errado. Se profissionais capacitados não estão conseguindo fazer algo, obviamente que há alguma coisa errada, então é momento de parar, refletir, tomar diretrizes e resolver o problema e não causar mais problemas.
Tomei isso como mote para minha vida e espero poder seguir. Não tenho prazer em massacrar ninguém, mas a sociedade adora um massacre. Gostaria que isso mudasse, mas por enquanto vamos vivendo um dia de cada vez.
Até a próxima.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

8º Consurso Literário Valacir Cremonese


Este prêmio eu ganhei no final do ano passado no "8º Consurso Literário Valacir Cremonese" da cidade de Sobradinhos/RS.
Quero agradecer, ainda que tardiamente, o pessoal da secretária de cultura de Sobradinho/RS e todos que participaram desse evento, fiquei muito feliz.
O meu conto “A Grande aventura”, se classificou entre os 10 primeiros colocados e abaixo deixei-o para quem se interessar em ler.





A GRANDE AVENTURA

Eu vivia em uma solidão abismal há incontáveis milênios-luz do ponto azul perdido no cosmos. Nem sempre foi assim, porque sempre sonhei em ser alguma coisa, sem saber ao certo no quê. 

Há outros incontáveis milênios-luz atrás, eu me transformei num átomo e era feliz, ricocheteando-se de um lado para o outro. E descobri que próximo a mim havia outros nadas que se transformaram em átomos. Foi uma brincadeira divertida enquanto durou, mas meu espírito é aventureiro e desejava algo mais intenso. 

Nasceu em mim algo chamado cobiça. Declarei guerra aos outros átomos e fui anexando-os, até me transformar numa célula. Devido a minha loucura, outros átomos com medo, partiram para a defesa e se juntaram em outras células. Só que meu desejo de poder era incontrolável, não bastou mais ser uma célula e declarei guerra às outras células.

E quando a guerra celular começou, uma luz azul resplandeceu a minha frente. Era um lugar tão cheio de água e desejei fazer morada neste planeta, porque ali eu poderia realizar todos os meus desejos e no mesmo instante, descobri no que eu queria me transformar. 

E a guerra celular continuou, fui derrotando sem piedade célula a célula, e pouco a pouco me transformei num protozoário, depois numa alga, num pequeno animal e finalmente num homem. 

A minha ânsia de vitória era incontrolável, tornei-me Ninrode; Ramsés; Júlio Cesar; Carlos Magno; Napoleão e Hitler... Eu escravizei vários homens por puro prazer sádico. Apesar de ter me transformado em um homem, a solidão voltou a atacar e meu espírito se contraiu. Dentro de mim uma inquietação tomou conta, era o peso da minha consciência. 

E mudei meu ser vil para algo bom, adotei Gandhi como mentor e comecei a organizar passeatas pacíficas, boicotes as coisas que eu não gosto e as pessoas começaram a me procurar e pedir conselhos, elas quase me chamaram de Deus.  

E meu espírito não podendo mais se conter dentro do corpo, expandiu-se englobando toda a Terra. E vi todas as aflições, tristezas, alegrias e esperanças dos homens. Percebi que não era tão simples resolver todos estes conflitos. 

Não me importei com o impossível e na minha ânsia de querer ajudar, expandi-me ainda mais, até englobar toda a galáxia. Tudo era tão lindo! Vi cores infinitas, formação de planetas, cometas que vão e que veem e uma paz absurdamente silenciosa, uma sensação de infinita felicidade.

Esqueci-me dos homens e queria conhecer mais do silêncio, da paz que nunca acaba. Em um esforço que nunca fiz antes, comecei a me expandir para outras galáxias e encontrei seres inteligentes, bárbaros, espíritos iluminados, vegetais sofisticados, gente inculta, amigos e inimigos.  

Não podendo mais carregar o infinito amor do meu ser, eu explodi numa supernova e da minha explosão formaram-se outras infinidades de átomos que seguiriam cada um, a sua própria grande aventura.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O voo de Icarus




Eu sempre apoio os escritores nacionais de fantasia, afinal eu também sou um (ainda que tímido), por outro lado sempre fico com reservas a qualidade das mesmas obras e, para não dizerem que tenho má vontade, comprei uma série de livros e comecei a ler.
O primeiro livro foi o Voo de Icarus, o livro de estreia do escritor gaúcho Estevan Lutz. A primeira coisa que fiz foi ler as resenhas no Skoob, muita gente dando ótimas notas e dizendo que o livro é sensacional e etc. E lá fomos nós para a leitura.
O argumento é muito interessante: Uma droga sintética aliada a um tratamento com Nanorrobôs que causam um efeito colateral de “desdobramento da alma” ou viagem astral. Pessoalmente, adoro o tema "viagem astral".
Mas o desenvolvimento é muito travado, por causa das longas explicações de forma didática e inserções de opiniões pessoais do autor que não dão desenvolvimento para a história (e sinceramente, às vezes, irritante), para os leitores mais exigentes a leitura pararia antes do capítulo 5.
Do capitulo 6 ao 12, a história começa tomar um desenvolvimento, não chegando a empolgar, dá a impressão que vai acontecer algo interessante, porém logo, vem mais explicações didáticas e opiniões pessoais do autor que travam a história, menos do que na primeira parte.
E o final é muito obvio.
O que é uma pena, porque pelo argumento perdeu-se a oportunidade de explorar várias coisas. O que peca no livro é que não há um acontecimento que muda a história que vai indo de forma linear.

             Talvez um dos motivos da história ser tão travada é que ela é escrita em 1ª pessoa, talvez ela escrita em 3ª pessoa se desenrolasse mais. Escrever em 1ª pessoa intercalado com diálogos dificilmente dá certo.
Apesar dos muitos elogios, alguns usuários do Skoob, também fizeram essas críticas que eu fiz, mas ao contrário deles, não achei a obra um horror a ponto de ser jogada na lata do lixo. A história tem alguns pontos interessantes e se autor quiser pode melhorar e muito.
O que me parece no caso especifico (e de outros autores nacionais de fantasia), é que os autores não leem ou só leem coisas do mesmo gênero.
O autor tem muito que crescer e faço votos que ele consiga, porque nós precisamos, mas por este livro eu o considero apenas regular.
            Até a próxima.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Os Negros Anos-Luz


                Os Negros Anos-Luz foi escrito por Brian Aldiss no de 1964 e trata de uma questão clássica nos livros de ficção cientifica:
                O que é um ser inteligente?
                Será que toda a inteligência e toda civilização tem que ser como a humana?
                A trama se desenrola a partir destas questões.
A aventura começa numa expedição que encontra uns seres chamados “Utods”. Os Utods são uma mistura de hipopótamo com hábitos nada higiênicos e ao lado de uma espaçonave acondicionada para os Utods.
                A história se passa no ano de 2035 e está acontecendo uma guerra entre a Grã-Bretanha e o Brasil, no qual o Brasil parece estar levando vantagem. Os Utods tem uma habilidade genética: Eles não sentem dor.
                E como é impossível a comunicação entre Utods e humanos, fica este dilema:
                Podemos dissecá-los e descobrir por que não sentem dores e usar este conhecimento nos nossos jogos de guerra? Afinal eles não são seres conscientes...
                A história peca nalguns detalhes que nem é culpa do autor, normalmente estes pecados são comuns nas histórias de ficção cientifica.
                A história esta datada no ano de 2035, onde a humanidade começa a colonizar os primeiros planetas e o Brasil é uma grande potência militar.
                O ano 2035 já está logo ai e estamos longe de colonizar o espaço, talvez o Brasil melhore até 2035, mas não sei se será uma potencia militar. Este entusiasmo da colonização espacial é até justificável nos anos 1960, mas para os dias de hoje é absurdo e inverosímel.
                Apesar deste detalhe é uma boa leitura para o fim de semana.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Violência Gratuita - Aqui nós temos



Bom, depois de um hiato de 6 meses volto a escrever no blog. Estava ocupado com tantas coisas que me desanimaram de escrever aqui, o que é uma pena.

Ando muito triste com a situação atual do nosso país nos quesitos violência, corrupção e desmando.

O que mais me chateou nesses dias foi à morte do estudante paulista em frente de sua casa. Pode-se dizer que eu não deveria me chatear por isso, porque, afinal de contas, nem era parente ou amigo meu.

Está certo, mas é por esse tipo de indiferença que o mundo está como está. Se a coisa não é comigo que se foda o resto.
Nos meios de comunicação daqui de SP (Acredito que do resto do país também), se discute a diminuição da idade para responsabilidade criminal para 16 anos.

Até concordo, porém isso vai só contribuir que estes assassinatos hediondos baixem a idade dos infratores, causando mais terror, ou seja, adolescentes de 14, 15 cometerão este tipo de crimes hediondos.

A resolução do problema deveria ser abrangida em duas partes:
1º) Quando se tem um crime hediondo, deve-se puni-lo com todo vigor da lei independente da idade.
2º) Deve-se fortalecer a família e aqui se divide em 2 partes:
2.a) Nas famílias mais pobres deve-se dar oportunidades sociais que como qualquer um sabe são negligenciadas e todo mundo fecha os olhos, precisa-se criar formas para dar educação a essa gente.
2.b) Nas famílias de classe média e abastadas elas tem que tomar a consciência que a vida não é só televisão, internet e outros aparatos eletrônicos. Conversa entre filhos e pais produzem milagres e transformações. A pessoa que fala e é ouvida se sente querida. Exemplos básicos: Jantar todos juntos á mesa e não na frente da TV. Tudo isso nós da classe média negligenciamos.

Contudo para que tudo isso aconteça é necessário esforço pessoal e governamental, acredito mais no pessoal. Isso está longe de acontecer.

Com esse discurso me sinto um revolucionário de 32 pró Plínio Salgado, o que me assusta. Logo, logo surgirão soluções fascista que já pipocam pelas redes sociais, para dar solução ao problema.

Não gosto de extremos.

Por isso do meu desanimo, faço eu um mea-culpa, simplesmente não quero mudar e nossos governantes querem grandes obras, pois assim é mais fácil se locupletar.

Será que é possível sair desse baixo-astral?

sábado, 15 de setembro de 2012

9º Desafio dos Escritores - Cartas da Índia

O Resultado do concurso foi totalmente satisfatória em 6 rodadas saí de uma média de 7,00 para 9,25, o resultado foi tão impressionante que o Professor Marco Antunes coordenador do projeto Desafio dos Escritores me concedeu o título de honra ao mérito pelo feito e de quebra ganhei o prêmio de "Melhor Ideia de Uma Carta", onde uma cientista escrevia para outro falando de sua expectativa em relação a primeira leva de colonos terráqueos para o planeta Marte.
 
Agradeço ao Professor Marco Antunes pela oportunidade.
 
Até mais meus amigos blogueiros!!!!
 


 
 
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