Recados e Novidades

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Para troca de livros:

Projeto Palavras Cruzadas:

"Já é vender a alma não saber contentá-la." Albert Camus - O Mito de Sísifo.

O projeto 'Palavras Cruzadas' promove encontros mensais (segundo sábado de cada mês) em que são lidos e discutidos trechos de obras importantes da literatura e filosofia surgidas à partir do século XX.

No encontro do dia 13/07 o livro utilizado será 'O Mito de Sísifo' de Albert Camus.

O evento começa às 15h30min.

A coordenação é de Vanessa Molnar, historiadora (USP) e escritora e Fábio Donaire, estudante do Bacharelado em Ciências e Humanidades (UFABC). Estamos localizados na Rua Professor José Franco, 166 – Bangu (a 10min da UFABC de Santo André, na rua do restaurante Frangasso).

A entrada é franca.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

A Mão Esquerda da Escuidão


 
A “Mão Esquerda da Escuridão” era um livro que há muito tempo eu estava querendo ler e por n motivos não havia conseguido.  Sempre falaram maravilhas de Ursula LeGuin, a autora, e ela está sempre nas listas dos top tops dos livros de sci-fi, mas eis que enfim consegui ler.
Eu não achei o livro tão grandioso quanto a minha expectativa; parece que quando vamos com muita expectativa à coisa não rola. Talvez eu ainda esteja influenciado pela Guerra dos Tronos, embora a história da Mão Esquerda seja muito boa.
Embora o título lhe remeta a algo sombrio, a história é um relato de um “enviado” (embaixador), para um planeta dividido em algumas nações. Tomado pelo gelo e de pessoas assexuadas que num período de 2,3 dias no mês, elas se transformam em freme, o que seria o período da versão feminina ou o período de procriação.
O título do livro remete a algumas tradições orais daquele povo que vive em geleiras. Estes relatos são entremeados durante a ação da história.
O objetivo do “Enviado” é trazer o planeta em questão para sua federação. Ele passa alguns problemas por causa disso e faz uma fuga épico por um deserto gelado. Apesar de boas as questões políticas e a forma que a autora conduz o livro,  a grande questão é a da sexualidade que é bastante exposta e sem preconceitos: misturando a virilidade e praticidade masculina e a delicadeza e paciência feminina, tudo numa mesma pessoa.
Acredito que a história tomou este rumo pelo fato de ter sido escrito por uma mulher.
O livro é bastante atual e de leitura fácil e dinâmica, como os livros de ação devem ser.
Aconselho bastante sua leitura.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Xochiquetzal



                Nessa minha boa intenção de prestigiar a literatura fantástica nacional, terminei de ler mais um livro Xochiquetzal de Gerson Lodi-Ribeiro que é um autor bem conhecido no meio desse gênero.
Havia lido alguns contos de Lodi-Ribeiro e até tinha gostado, então fui com bastante expectativa de ler uma boa história, já que ele não era marinheiro de primeira viagem.
O romance é um subgênero da ficção cientifica chama “História Alternativa”, nos EUA é conhecida como “If...(?)”.
Em Xochiquetzal, o romance nos conta como teria sido a colonização da América caso os espanhóis não tivessem conseguido sua unificação e somente os portugueses tivessem se lançado ao mar e transformado os impérios Incas e Astecas em vassalos.
Até aqui tudo legal, mas creio que a construção da história a tornou cansativa e travada, porque autor não criou bem um romance, mas sim uma carta ou diário (Como se fosse uma carta de Pero Vaz Caminha), e as ações e imagens ficam como num relato e pessoalmente eu prefiro “ver a história”. Outra coisa, que a meu ver, tornou a história travada foi à utilização de um português “arcaico” ou “quinhentista” com muito rebuscamento. Em literatura aprendi uma coisa: faça a coisa simples (na vida também é assim).
No skoob, alguns colegas acharam esse linguajar belo, mas reconhecem a dificuldade de se ler essa obra. Eu penso que se autor tivesse feito em 3ª pessoa teria dado mais “vazão” para a história.
Não vou dizer pra ninguém ler, acho que cada um tem direito de gostar ou não. Sugiro aos visitantes do meu blog que leiam e tirem suas próprias conclusões.
Por ora pausei com os autores nacionais de fantasia, não encontrei, por enquanto, nada que me chamasse a atenção. Vou continuar a xeretar por ai, mas só depois de terminar minha lista de livros para o ano de 2013.
Até a próxima.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A Guerra dos Tronos - O Inverno está chegando...


 
Cada dia que passa, eu chego à mesma conclusão de Humberto Gessinger: “Ouça o que eu digo, não ouça ninguém”. Digo isso em relação à obra de George RR Martim; nalgum fórum de Internet, muita gente (mas muita mesmo); disse que as “Guerras dos Tronos” era igual ao “Senhor dos Anéis” e como eu não sou lá muito fã de Tolkien, ignorei essa obra durante alguns anos, pra que ler 1000 páginas de uma coisa que não gosto.

Um colega aqui do escritório leu e falou maravilhas, pois bem fui e encarei as 1000 páginas e já estou com o livro II, pronto pra começar a ler outras 1000 páginas:

Melhor livro de fantasia que já li na minha vida!

Superando o que eu achava insuperável “Duna” – lógico que isso é minha opinião –, mandei os papagaios de internet pro inferno e me rendi a essa obra genial.

Martim mostra como se deve escrever um livro. Não há digressões e nem correria em sua escrita. É tudo na medida certa. Pode ser que haja algum furo, mas sinceramente não vi nenhum.

A história é uma intricada trama política com várias casas (famílias) querendo tomar o poder ou se beneficiar dele, junto a tudo isso o “Inverno está chegando” que trará mortos-vivos, gigantes, dragões e os Outros que deverão aparecer com mais intensidade no livro II (ao menos é o que eu espero).

Os personagens principais: Eddard, Catelyn, Aria, Sansa, Jon, Brian, Dayneres e Tyron são apaixonantes e reais.

                O grande feito do autor foi à busca de cenas e acontecimentos de serem o mais próximo possível do mundo real, o que é difícil dentro de uma história de fantasia e Martim conseguiu com maestria: nem sempre o honesto, mais forte, mais astuto ganha. Muitas voltas e reviravoltas.

                Se você é fã de livros de fantasia não pode deixar de ler.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A morte de Artemio Cruz


 
Artemio Cruz está morrendo e começa nos relatar como foi sua vida e nos leva ao período do final da Revolução a ele nos conta toda sua ascensão social, utilizando-se de meios antiéticos, apesar de ele achar que está fazendo um grande bem para todos os camponeses.
A grande verdade desse livro é como uma pessoa muda ao longo da vida, conforme a oportunidade ou a sorte. Artemio era um tenente da revolução e tomou as terras dos grandes latifundiários com intuito de dividi-la com os camponeses, mas isso não acontece. Na verdade há uma repetição do que era antes da revolução.
Outro tema bastante evidente nesta obra é a questão do amor. Como a visão da pessoa amada vai mudando conforme ela se mostra verdadeiramente (ou como o seu par vai se transformando), e neste intricado de terra, morte e paixão a obra é composta.
O momento que me chama mais atenção é quando Artemio, já deputado federal, fala para um assessor: “Nós fazemos parte de uma maçonaria. A maçonaria da malandragem”.  Qualquer semelhança com qualquer país latino americano não é mera coincidência.
A leitura é difícil, porque ela não é de forma linear (há pelo menos 3 história sendo contadas), e elas vão se entrelaçando e a todo instante há fluxos de consciência do protagonista – gerando enormes parágrafos, às vezes de 4,5 páginas –, sugiro que a leitura seja feita de forma tranquila e devagar.
A questão da terra e da morte é muito forte na cultura mexicana, como também se pode conferir na obra de outros autores mexicanos como Juan Rulfo e Octavio Paz.
Gostei muito da obra e daqui alguns anos, eu pretendo lê-a de novo.
Até a próxima!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Análise Crítica.





               É a primeira vez que escrevo sobre o meu serviço no blog. Não que eu ache meu serviço uma droga ou qualquer coisa do tipo. Comecei a dar valor mais a minha profissão (sou analista de sistemas), quando percebi que já são 19 anos nesta batalha e passei por todas as transformações da informática sempre me atualizando e competindo com um monte de gente boa. Vou fazer 15 anos que trabalho na mesma empresa. Nunca escrevi, porque o intuito do blog não era esse.


            Nos últimos 5,6 anos o mercado de trabalho está muito agressivo. Se você não for competente você está fora, vai morar debaixo da ponte e coisas assim.
Em 2011 me foi passado um projeto de implantação de sistema em uma das firmas do grupo. Deram-me uma equipe que eu não conhecia, mas após uma série de reuniões me disseram: Pode deixar que em menos de seis meses, estará tudo no ar. Isso em Setembro de 2011. Não acreditei muito neste prazo, mas seguimos em frente.
Passamos para julho de 2012 e nem sombras do sistema ser implantado. Fiquei uma pilha de nervoso, xingando meio mundo, se eu tivesse tocado sozinho o projeto eu estaria muito mais avançado, eu pensava. Meu amigo Fordeloni segurou toda a bronca, cheguei a vê-lo chorar no final do dia. Contei toda essa história para chegar neste ponto:
Por que na hora do aperto todo mundo colaca a culpa em só uma pessoa?
Fiz essa reflexão e lhe dei as garantias para continuar o trabalho, pondo em risco o meu próprio emprego, afinal o patrão que está pagando não quer saber. Tive que fazer muito jogo de cintura e politicagem, coisas que eu não gosto de fazer. Com isso ganhei a equipe e seu respeito e seguimos em frente e implantamos o sistema em Fevereiro de 2013. Um atraso de um ano.
No fim as coisas se acalmaram por aqui. O que me deixou mais angustiado é como o homem vive numa competição feroz. Não pára para refletir o que está errado. Se profissionais capacitados não estão conseguindo fazer algo, obviamente que há alguma coisa errada, então é momento de parar, refletir, tomar diretrizes e resolver o problema e não causar mais problemas.
Tomei isso como mote para minha vida e espero poder seguir. Não tenho prazer em massacrar ninguém, mas a sociedade adora um massacre. Gostaria que isso mudasse, mas por enquanto vamos vivendo um dia de cada vez.
Até a próxima.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

8º Consurso Literário Valacir Cremonese


Este prêmio eu ganhei no final do ano passado no "8º Consurso Literário Valacir Cremonese" da cidade de Sobradinhos/RS.
Quero agradecer, ainda que tardiamente, o pessoal da secretária de cultura de Sobradinho/RS e todos que participaram desse evento, fiquei muito feliz.
O meu conto “A Grande aventura”, se classificou entre os 10 primeiros colocados e abaixo deixei-o para quem se interessar em ler.





A GRANDE AVENTURA

Eu vivia em uma solidão abismal há incontáveis milênios-luz do ponto azul perdido no cosmos. Nem sempre foi assim, porque sempre sonhei em ser alguma coisa, sem saber ao certo no quê. 

Há outros incontáveis milênios-luz atrás, eu me transformei num átomo e era feliz, ricocheteando-se de um lado para o outro. E descobri que próximo a mim havia outros nadas que se transformaram em átomos. Foi uma brincadeira divertida enquanto durou, mas meu espírito é aventureiro e desejava algo mais intenso. 

Nasceu em mim algo chamado cobiça. Declarei guerra aos outros átomos e fui anexando-os, até me transformar numa célula. Devido a minha loucura, outros átomos com medo, partiram para a defesa e se juntaram em outras células. Só que meu desejo de poder era incontrolável, não bastou mais ser uma célula e declarei guerra às outras células.

E quando a guerra celular começou, uma luz azul resplandeceu a minha frente. Era um lugar tão cheio de água e desejei fazer morada neste planeta, porque ali eu poderia realizar todos os meus desejos e no mesmo instante, descobri no que eu queria me transformar. 

E a guerra celular continuou, fui derrotando sem piedade célula a célula, e pouco a pouco me transformei num protozoário, depois numa alga, num pequeno animal e finalmente num homem. 

A minha ânsia de vitória era incontrolável, tornei-me Ninrode; Ramsés; Júlio Cesar; Carlos Magno; Napoleão e Hitler... Eu escravizei vários homens por puro prazer sádico. Apesar de ter me transformado em um homem, a solidão voltou a atacar e meu espírito se contraiu. Dentro de mim uma inquietação tomou conta, era o peso da minha consciência. 

E mudei meu ser vil para algo bom, adotei Gandhi como mentor e comecei a organizar passeatas pacíficas, boicotes as coisas que eu não gosto e as pessoas começaram a me procurar e pedir conselhos, elas quase me chamaram de Deus.  

E meu espírito não podendo mais se conter dentro do corpo, expandiu-se englobando toda a Terra. E vi todas as aflições, tristezas, alegrias e esperanças dos homens. Percebi que não era tão simples resolver todos estes conflitos. 

Não me importei com o impossível e na minha ânsia de querer ajudar, expandi-me ainda mais, até englobar toda a galáxia. Tudo era tão lindo! Vi cores infinitas, formação de planetas, cometas que vão e que veem e uma paz absurdamente silenciosa, uma sensação de infinita felicidade.

Esqueci-me dos homens e queria conhecer mais do silêncio, da paz que nunca acaba. Em um esforço que nunca fiz antes, comecei a me expandir para outras galáxias e encontrei seres inteligentes, bárbaros, espíritos iluminados, vegetais sofisticados, gente inculta, amigos e inimigos.  

Não podendo mais carregar o infinito amor do meu ser, eu explodi numa supernova e da minha explosão formaram-se outras infinidades de átomos que seguiriam cada um, a sua própria grande aventura.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O voo de Icarus




Eu sempre apoio os escritores nacionais de fantasia, afinal eu também sou um (ainda que tímido), por outro lado sempre fico com reservas a qualidade das mesmas obras e, para não dizerem que tenho má vontade, comprei uma série de livros e comecei a ler.
O primeiro livro foi o Voo de Icarus, o livro de estreia do escritor gaúcho Estevan Lutz. A primeira coisa que fiz foi ler as resenhas no Skoob, muita gente dando ótimas notas e dizendo que o livro é sensacional e etc. E lá fomos nós para a leitura.
O argumento é muito interessante: Uma droga sintética aliada a um tratamento com Nanorrobôs que causam um efeito colateral de “desdobramento da alma” ou viagem astral. Pessoalmente, adoro o tema "viagem astral".
Mas o desenvolvimento é muito travado, por causa das longas explicações de forma didática e inserções de opiniões pessoais do autor que não dão desenvolvimento para a história (e sinceramente, às vezes, irritante), para os leitores mais exigentes a leitura pararia antes do capítulo 5.
Do capitulo 6 ao 12, a história começa tomar um desenvolvimento, não chegando a empolgar, dá a impressão que vai acontecer algo interessante, porém logo, vem mais explicações didáticas e opiniões pessoais do autor que travam a história, menos do que na primeira parte.
E o final é muito obvio.
O que é uma pena, porque pelo argumento perdeu-se a oportunidade de explorar várias coisas. O que peca no livro é que não há um acontecimento que muda a história que vai indo de forma linear.

             Talvez um dos motivos da história ser tão travada é que ela é escrita em 1ª pessoa, talvez ela escrita em 3ª pessoa se desenrolasse mais. Escrever em 1ª pessoa intercalado com diálogos dificilmente dá certo.
Apesar dos muitos elogios, alguns usuários do Skoob, também fizeram essas críticas que eu fiz, mas ao contrário deles, não achei a obra um horror a ponto de ser jogada na lata do lixo. A história tem alguns pontos interessantes e se autor quiser pode melhorar e muito.
O que me parece no caso especifico (e de outros autores nacionais de fantasia), é que os autores não leem ou só leem coisas do mesmo gênero.
O autor tem muito que crescer e faço votos que ele consiga, porque nós precisamos, mas por este livro eu o considero apenas regular.
            Até a próxima.
 
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