Recados e Novidades

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Para troca de livros:

Projeto Palavras Cruzadas:

"Já é vender a alma não saber contentá-la." Albert Camus - O Mito de Sísifo.

O projeto 'Palavras Cruzadas' promove encontros mensais (segundo sábado de cada mês) em que são lidos e discutidos trechos de obras importantes da literatura e filosofia surgidas à partir do século XX.

No encontro do dia 13/07 o livro utilizado será 'O Mito de Sísifo' de Albert Camus.

O evento começa às 15h30min.

A coordenação é de Vanessa Molnar, historiadora (USP) e escritora e Fábio Donaire, estudante do Bacharelado em Ciências e Humanidades (UFABC). Estamos localizados na Rua Professor José Franco, 166 – Bangu (a 10min da UFABC de Santo André, na rua do restaurante Frangasso).

A entrada é franca.


terça-feira, 29 de maio de 2012

Cartas Improváveis: De Tagore para Auriboundo

De: Rabindranath Tagore


Para: Sri Auriboundo


Calcutá, 15 de maio de 1908.
Caro Sri Aurobindo,

Muito me Entristeci, quando eu soube da sua prisão, mas tenha a certeza que essa reclusão se tornará o marco da liberdade para o povo hindu.
O seu discurso no parlamento retumbou por toda à Índia. Isso me deu a certeza que a nossa luta de independência não será vã.

Nesses últimos dias tumultuados da revolta, eu fiquei buscando o propósito da liberdade e me deparei com uma questão:

Se Vivemos dentro do véu de Maya e a realidade nos é apresentada em fragmentos. Por que amamos tanto a ilusão?

Penso que na ilusão estamos confortáveis e podemos buscar os prazeres do kãma. Não se perde tempo com políticas, filosofias e construção do futuro. Simplesmente se vive o momento.

Entretanto, de alguma forma, isso também é uma prisão, então: Não existe liberdade no mundo da ilusão, aliás, nosso corpo é o tronco do sofrimento.

Os britânicos estão nos cerceando dos nossos costumes e de nossas crenças. Impedindo-nos de por em prática nosso caminho de libertação do corpo.

Se assim continuar, não demorará e os hindus terão os costumes dos ocidentais e a busca dos vedas ficará esquecida ou restrita aos gurus do Himalaia.

Duro chegar a essa conclusão.

Para que nosso propósito espiritual não se perca, devemos, o mais rápido possível, se libertar dos britânicos.

Para tanto é preciso estar em paz conosco. Se pegarmos em armas, nós seremos facilmente trucidados. Não se pode lutar contra as legiões britânicas na base da força (É como enfrentar um elefante enraivecido).

O único jeito de derrotá-los é pelo caminho da paz.

Não sei, mas minha voz interior diz que logo, logo surgirá um homem que utilizará da paz e da sabedoria e teremos um período glorioso, pronto para Shiva retornar.

Nada vive separado do universo. Precisamos urgentemente buscar o equilíbrio (mental e espiritual), para que nossas ações tenham êxito e finalmente, depois de séculos de dominação, possamos cumprir nosso destino junto aos deuses.

Apesar da sua situação reclusa, aproveite o momento de quietude para buscar os fragmentos da realidade. Faça isso, sem demora, porque senão você poderá cair na loucura e ninguém mais poderá ajudá-lo.

Ainda que seja mínima sua conscientização interior, isso o ajudará a mudar o seu destino e o seu ser. Somos parte da grande obra de Brahma e não há porque ter medo.

Estamos trabalhando com muito afinco para libertar o amigo e espero vê-lo em breve para discutirmos o futuro da Índia e de nossas almas.

Até breve.

Rabindranath Tagore

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Bramistas Cafajestes


As centopeias se movimentam pela paisagem suburbana imutável.
E vomitam fantoches zumbis que escorrem pelas ruas.
Explodem os sonhos sorumbáticos daqueles que nunca chegarão lá.
São lembrados num dia de outubro ou novembro como lenha da máquina estatal.
O ânimo se perde nas lâminas da luta pela sobrevivência.
São os marginais da mocidade
        os vagabundos da velhice
        os excrementos dos burgueses.
Facilmente mortos nas colisões “centopenianas” vindas da geena.
Dormirão eternamente nas camas enfloradas sob o céu de minhocas anorexas.
Abandonados, excluídos e sem tempo.

terça-feira, 22 de maio de 2012

A CRISE MUNDIAL DE 2008/2009



Este post foi originalmente feito em 17/03/2009 e estávamos no meio da crise imobiliária americana. Passado mais de 3 anos e continuamos nesse lenga-lenga: O mundo vai acabar. Teremos um novo crash de 1929, enfim e enfim.
O que eu ando impressionado é como as noticias não mudam. Ora alternamos momentos de euforia deslavada ora de depressão suicida.
Ainda penso que existe uma mecânica que define nosso destino. Um grupo de pessoas vai e define se vamos viver em crise ou em bonança. Quem sofre são as pessoas mais carentes e nós da classe média que no fim sempre paga a conta.
Vamos ver até quando essa crise vai!!!!



Em 2006 o mundo vivia uma euforia fora de controle, pois nunca se tinha ganhando tanto dinheiro como naquele ano, e a tendência para os próximos anos era de mais lucros.
Revistas especializadas para pequenos investidores sugeriam aplicar até trinta por cento das economias suadas em aplicação de renda variável (ações).

De repente a festa acabou, os americanos acabaram com o crédito e o dinheiro no mundo acabou. Quem pagou a conta?
O que dá para perceber é que grande parte da riqueza do mundo está concentrada nas mãos das grandes corporações, que por sua vez, está nas mãos de pouquíssimas pessoas.
Elas ditam quando teremos bonança e quando teremos crise, o que devemos consumir, em que direção a tecnologia tomará.
Para enfrentarmos este tipo de gente, o recomendável, é voltarmos a ter uma vida mais simples, com menos computadores, celulares, TV a cabos, roupas de marcas e fast-food.
Não estamos negando que estas coisas são boas, porém o pôr-do-sol, o banho de mar, o beijo da pessoa amada, a paisagem da natureza e o bate-papo com os amigos, ainda são as melhores coisas da vida e elas independem da crise, pois são grátis.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Carolina Dieckmann - O burro fui eu?



A cada dia que passa, eu fico pasmo em constatar como as pessoas, de modo geral, são alienadas. (Não amigos. Não estou falando de Michel Teló). Basta colocar uma imagenzinha de politicamente correto e está lá todo mundo compartilhando sem pensar no que está fazendo.
        
Estou falando sobre as fotos da atriz Carolina Dieckmann. Não entrarei em detalhe sobre a competência da moça como atriz ou se isso foi autogolpe publicitário, quero me ater aos comentários que andei lendo pela net:

“Não sabe usar o computador tem mais que se f...”
                
Na opinião de muita gente, se eu tive minha privacidade roubada, o burro fui eu. Sendo assim, amanhã não posso reclamar que alguém tenha me enviado um cavalo-de-tróia (vírus de computador), que sequestre minhas senhas bancárias. Pela lógica o burro fui eu, quem mandou pegar o vírus?
                
No Brasil, de modo geral, a vítima sempre é o burro. Basta pesquisar os casos de estupros e vocês verão a lógica do “Burro sou Eu” em ação. Isso é muito preocupante. Quando se tem casos de pedofilia, não é raro, as pessoas culparem a miséria, a falta de estudo ou o governo e por último o malfeitor (Pra mim nos casos de pedofilia é de pena de morte – mas aqui é outro assunto).
                
O que deve se entender neste caso é que houve um crime e precisa ser punido com o rigor da lei. Aqui em São Paulo teve o “Proibidão” (um festival de stand-up comedy). Onde as pessoas assinavam um termo para “não se ofenderem” com as piadas. Foi contada uma piada racista. O que aconteceu? Nada, porque as pessoas assinaram um termo para “não se ofenderem”, alias estes stand-up comedys são um porre – de muito mal gosto.
                
Por isso amigos pensem, analisem e tenham suas próprias opiniões. Seja você mesmo!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Desafio Literário





Meus amigos, todos sabemos que a cultura americana influência demais as nossas vidas. Paulo Leminske disse: “Os meus sonhos são um filme americano”, o que é uma verdade.
Ultimamente fugi da literatura americana e comecei a conhecer outros escritores de literatura fantástica, mais especificamente os argentinos e os russos.
             Os argentinos (Borges – Cortazár – Piglia) trabalham firmes na quebra do tempo-espaço, enquanto os russos (Tchekhov – Tostói – Dostoiévski) trabalham mais o psicológico das personagens.

O que eles têm em comum são as situações triviais: Nada de espaçonaves, colônias marcianas, vírus mortais, distópias e etc.  No caso dos argentinos, a história começa no real e parte para o fantástico ou vice-versa e na dos russos a tensão psicológica é tão forte, chegando próximo as vias de fato, mas sempre termina com perguntas no ar.
             Nos Eua quem se aproxima mais desse tipo de história é o Bradbury, enquanto que no Brasil a Clarice Lispector que trabalha numa instrospecção, às vezes, difícil de se entender.

Depois dessa experiência (que ainda não acabou), penso que os autores de fantástico brasileiro ainda precisam comer muito feijão com arroz para alcançar um nível próximos dos escritores acima citados.
A grande verdade é que os autores nacionais tem muito preconceito nas questões das técnicas literárias, usando mais uma vez o Leminske: “Meus trabalhos é 1% inspiração e 99% transpiração”. Não basta apenas a inspiração, se você não consegue passar para o leitor a sua ideia central, por isso que é importante o escritor está sempre se reciclando e aperfeiçoando a cada dia, deixando de lado o ego.
Participei recentemente de dois concursos (que acabaram sexta-feira passada), recebi uma menção honrosa nos “Cartas Improváveis Indianas”, foram 6 rodadas, onde saí de uma média de 7,49 (1ª Rodada) para 9,50 (6ª rodada). No P-PP (Projeto – Poesia Porrada), terminei num honroso 6º lugar (Lembrando que estavam competindo escritores mais experimentados e campeões de diversos concursos).
O que eu quero dizer com tudo isso?
Não desistam de escrever, se inspirem em bons autores, esqueçam o ego e aprenda com a crítica. Deixem de ver filmes e se dediquem a leitura (muitas coisas que lemos parecem mais um roteiro de filme do que um conto/novela/romance).
Postei acima o próximo desafio literário: “Contos Estranhos do Canadá” e “Crônicas da Terra Santa”. Pode-se mandar os trabalhos até o dia 23. Aconselho a quem quer ser escritor de verdade a participar.
O trabalho do escritor é árduo, solitário e sem recompensa.
* Para saber mais detalher é só clicar na imagem ou perguntar aqui para mim.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Justiça Cinzenta

Na cinzenta cidade
a vida é só maldade
pros sem erudição.

A vara da justiça
é a guia da preguiça
irmã da corrupção.

A justiça é uma puta!
Grito, então, em revolta.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O que é que somos?

Propus-me a fazer;
uma prosa sem tristezas;
mas ao olhar os passarinhos;
cantando livres em alegrias;
vejo que a vida é curta.

Ouço homens falando de negócios
e a reflexão de quem somos
perdeu-se na cálida manhã
e a areia do tempo
esvai-se impetuosa para o fim.

Meus primeiros cabelos brancos;
demonstram que não sou mais moço
e as aventuras na cidade de neon
perderam-se nas minhas memórias
como a busca de quem eu sou.

O que é que somos?
Presos no escritório?
Sufocando o impulso
do Deus silencioso;
envolto em mistérios.

Afinal, o que é que somos?
Gados em busca de um pastor
ou uma águia livre solitária?

Propus-me a fazer;
uma prosa sem tristezas
Mas como?
Se nossa vida é uma sucessão de tristezas
que devemos, uma a uma, superá-las.

E quem é que pode evitar
das tristezas não falar?

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Código Florestal



                Meus caros amigos!
                Quero falar sobre dois assuntos: (risos)


Estou no espírito do concurso de cartas do “Desafio dos Escritores”, alias o nosso mestre Marco Antunes rasgou elogios aos cinco escritores (Entre os quais esse que escreve), e fiquei muito lisonjeado e convido a todos a lerem essas cartas (principalmente a partir da segunda semana).  O link é esse aqui:




E também passei para as finais da “Poesia Porrada” que foi uma grande surpresa, semana que vem saberemos quem será o grande vencedor.


Ah e já abriram as inscrições para “Crônicas da Terra Santa” e “Contos Estranhos do Canadá”, vale a pena participar, as regras estão no site acima. (Se alguém quiser participar e tiver alguma dúvida podem perguntar pra mim que eu ajudarei).


Quando estou envolvido no Desafio, infelizmente o blog fica um pouco abandonado, mas vamos ao que interessa:


Ultimamente ando lendo aquelas mensagens que a galera joga no Facebook sobre o Código Florestal (Quem me conhece sabe o que penso sobre a questão midiática ecológica).


Devemos defender a floresta, o macaco-prego, a onça pintada e etc. Tudo muito louvável; mas, e a pessoas que moram na Amazônia, por exemplo?


Então quer dizer que nós que moramos no sul/sudeste podemos tomar banho quente, ter ruas asfaltadas e iluminadas, TV de LCD, celulares, carros e afins e o povo que mora na floresta tem que se contentar a dar banana a macacos?


Ora a discussão precisa ser abrangida de forma racional: Como vamos ter um desenvolvido sustentável que traga prosperidade para a população sem fuder o planeta?


Pelo raciocínio facebookiano: O cidadão sofre de malária, desnutrição e sem expectativa de futuro merece viver em condições precárias em favor da tartaruga.


Está certo, aquele que devastou áreas de florestas sem autorização merecem todo o rigor da lei, mas é importante pensar bem no que está acontecendo. E não sair que nem papagaio clicando em curtir sem pensar no que está fazendo.


O planeta Terra não suportará os 10 bilhões de habitantes que teremos em 2050. Faz-se tarde uma tecnologia de Terraformação e a exploração de novos planetas. Só assim salvaremos os homens e os animais. O resto é desculpa pra tomar dinheiro de nossos bolsos e demagogia barata.


Se você não concorda , então comece a tomar banho frio, ir a pé para o trabalho, não assistir TV, não acessar Internet. É ruim né?


Até a próxima.
 
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