Recados e Novidades

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Para troca de livros:

Projeto Palavras Cruzadas:

"Já é vender a alma não saber contentá-la." Albert Camus - O Mito de Sísifo.

O projeto 'Palavras Cruzadas' promove encontros mensais (segundo sábado de cada mês) em que são lidos e discutidos trechos de obras importantes da literatura e filosofia surgidas à partir do século XX.

No encontro do dia 13/07 o livro utilizado será 'O Mito de Sísifo' de Albert Camus.

O evento começa às 15h30min.

A coordenação é de Vanessa Molnar, historiadora (USP) e escritora e Fábio Donaire, estudante do Bacharelado em Ciências e Humanidades (UFABC). Estamos localizados na Rua Professor José Franco, 166 – Bangu (a 10min da UFABC de Santo André, na rua do restaurante Frangasso).

A entrada é franca.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Newton II



Motores de íons impulsionavam Tecnópolis rumo ao século XXIII.

O controle de natalidade era feito por um robô-estatístico que controlava minuciosamente cada nascimento. O óvulo fecundado era jogado numa mistura ácida. Dias depois, a epigenia mudava os “zeros” e “huns” do gene primordial, logo um feto flutuava na sopa primordial, se transformado num bebê.

O bem estar da coletividade era a diretriz desse novo mundo. As crianças eram educadas nas escolas computacionais, sem pai e mãe.

Grandes braços levantavam aranhas-céu, tampando a visão das estrelas. Um pequeno robô circular recolhia os lixos das ruas.

As capsulas alimentares eram acondicionadas nos grandes armazéns e teletransportadas para os lares nas horas das refeições, trazendo a saúde e o corpo esbelto dos humanos.

Nanorrobôs destruíam as células cancerígenas e toda a sorte de doença. Ninguém morria mais, a não ser por acidente. Havia muitas colônias espalhadas pelo Sistema Solar e adjacências.

Um dia a sopa primordial não estava bem preparada, então um feto se desenvolveu com o gene da obediência desligado.

As máquinas na sua eterna obstinação, não se deram conta do engano. E assim o feto se transformou num homem, deslocado do seu tempo. Sentia prazeres sexuais depravados. Masturbou-se algumas vezes, mas não podia soltar a sua porra.

O cheiro da porra chamava a atenção dos autômatos, pelo menos, esse era o sentimento. Aquele homem vivia uma vida sem graça e vazia: Não se podia comer, beber, fumar ou foder.
Por todos os cantos, olhos mecânicos, observavam cada movimento, cada respiração. O sentimento tinha que ser reprimido.

“Você não pode desejar. Você não pode possuir. Você não pode morrer”.

Morrer era a única saída, mas o gene da morte havia sido desligado. Se jogar duma nave em movimento era prático, mas o medo de morrer o impedia de executar a ação. Cluj-Napoca, cidade dum país há muito extinto chamado Romênia.

Tudo começou em Cluj-Napoca, quando os cientistas genéticos começaram os seus experimentos de eugenia. Um século depois, mudou-se o nome da cidade para Tecnópolis, quando os autômatos passaram a dominar todos os setores da atividade e vida humana. O homem estranho era cheio de tristezas, incompreendido.



Não podia se abrir e deixar vazar sua emoção, entretanto, noutro dia, ele ouviu a noticia, que numa estrela distante, num planeta batizado de Newton II, os homens ainda viviam como nos tempos do século XIV de Cluj-Napoca.  Os braços dos homens é que construíam as coisas e os olhos tinham que observar a mudança das estações para o plantio.

Não havia misturas primordiais, enfim ele poderia libertar seu esperma e só os antigos sabem que sensações ele terá. Uma espaçonave logo partirá, levando consigo a sexta leva de colonos.

Ainda que estes colonos fossem condicionados, a natureza se encarregaria de trazê-los de volta aos primórdios. E a esperança, do estranho homem, renasce, longe dos autômatos de Tecnópolis. 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A Grande Ideia




Eu sei que passei por cima.
Das idéias que eu defendia.
Mas quem não muda de ideia.
Acaba preso num grande imã.

Eu sei que o tempo passa rápido.
E as idéias somem com o vento.
E ficamos perdidos no relento.
Pois a vida nos derrete como ácido.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Ted Nugent

                Nesta época de carnaval me sinto um peixe fora d´água, mas outra coisa que me irrita é quando confundem blues com rock, entretanto, é perfeitamente possível à confusão, afinal umas das raízes do rock é o blues.

             Geralmente o blues tem uma letra triste, a lembrança da exploração dos negros nos campos de algodão, mas a partir dos anos 1950, vagarosamente houve uma  mudança tornando o blues mais “agressivo”.

             O maior de todos os nomes deve ser Erick Clapton e BB King (BB King ainda segue uma linha mais na raiz do blues) e bandas como Led Zeppelin o tornaram sensual.

             Ted Nugent é pouco conhecido no Brasil, mas o seu som é extramente agressivo e sensual, além de ser um excelente guitarrista e ter posições totalmente conservadora  (apesar de todo liberalismo dos grandes pops stars).

Melhor ouvir do que comentar e ai você poderá tirar suas próprias conclusões.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

De Ziggy Stardust para Tomas Edison.

Esta ideia chama-se "Cartas Improváveis" e eu copie, na cara larga, do Desafio dos Escritores.












De: Ziggy Stardust
Para: Tomas Edison

Planeta Marte, 18 de Julho de 2012

                Caro Tomas Edison!

              Nós não nos conhecemos. Sou de um futuro não muito distante e de outro planeta.

Sou do planeta que povoa a imaginação dos terráqueos, desde a aurora da civilização, chamado: Marte.
                Acompanho tuas invenções com muito interesse; embora, no momento, você deve estar se perguntando:
Como ele conseguiu enviar-me uma carta do futuro? E ainda mais de outro planeta?
Pois bem, aqui em Marte estamos avançados nas tecnologias das dobras espaciais. Já ouviu falar de física quântica? Não? Então, te contarei um segredo:
Daqui alguns anos seus, Albert Einstein irá formular a teoria da relatividade que explicará a mecânica do universo. Um bocadinho depois, Miguel Alcubierre, irá começar a desvendar o mistério das dobras espaciais, ou seja, atalhos por onde aparelhos voadores poderão encurtar a distância entre os planetas.
Gostaria muito de lhe revelar as grandes descobertas que estão porvires e lhe explicá-las tim-tim por tim-tim. Na verdade queria escrever sobre um invento teu, chamado: Fonógrafo. E a importância dele para o povo marciano.
Ora, apesar de termos todo este conhecimento tecnológico que no faz viajar para qualquer mundo ou tempo. Não tínhamos nada parecido com esta... Vitrola...
                Assim que soube desse teu invento. Invadi tua fábrica e roubei-lhe um aparelho e o levei para Marte, onde rapidamente o transformamos num microsystem.
Eu tive a honra de fundar a primeira banda marciana: “Ziggy Stardust and the Spiders of Mars”.
                Eu sei, o nome da banda soa narcisista. Foi um sucesso estrondoso.
                Tocávamos um glam rock na maioria das canções; mas, às vezes, tocávamos um blues, porque tal como é na Terra: É muito comum carregarmos as mais diversas tristezas, passionais ou concretas.
                Em 1973, por brincadeira, eu fiz uma turnê na Terra. Inventei uma personagem chamada “David Bowie”, mas por desavença com o guitarrista Giller, nós desfizemos a banda em 1982.
                Nossas letras falavam da dureza e da rotina da vida. Coisa que você deve entender bem, neste seu tempo, se trabalha 14 ou 15 horas nas fábricas ou nos campos, desde a mais tenra idade.
                Pelo menos, nós do futuro, mesmo as pessoas mais simples (tanto terráqueos quanto marcianos), temos tempo de questionarmos os ensejos da vida e perguntas perturbadoras que nos assolam:
                — Quem é Deus?
                Ótima questão, não é mesmo? Eu perguntei para um de nossos filósofos, Zinon Plêiades e ele disse:
                — Deus é o acaso, pois o acaso é quem molda o universo e não há quem possa lhe impedir de algo.
                — Pode se modificar o acaso?
                Ele responde:
                — Não conheço quem o controle, talvez... Esse negócio que os crentes fazem... Orações... Talvez o acaso possa consentir estes desejos, isto claro, se ele for uma entidade dotada de consciência.
                Eu sei que você é um homem mais prático, não é dado às questões filosóficas e talvez nem acredite em Deus, ainda mais, neste seu tempo, onde o homem tem que se preocupar pelo prato de comida diário.
Apesar da comodidade das tuas invenções que ajudaram o homem a trabalhar menos. Elas não tiraram este espírito de escravidão das circunstâncias.
O vazio que assola as pessoas do século XXI é tão ou mais forte do que os das pessoas do século XIX com o agravante de sermos pessoas fúteis. (Sempre lembrando que falo tanto de terráqueos quanto de marcianos).
                Mas devo lhe dizer que a culpa desta futilidade é tua.
                Se não fossem por teus maravilhosos inventos, provavelmente, os terráqueos permaneciam preocupados com as coisas mais práticas e os marcianos preocupados com mais filosofia.
                Teus inventos deram a dose certa para nossas sociedades, entretanto, elas ainda não sabem o que fazer com a liberdade dada por teus inventos. As pessoas preferem permanecerem escravas do acaso ou da alienação.
                De toda a forma, gostaria de agradecê-lo pelo fabuloso invento do fonógrafo que tanto alegrou os terráqueos e marcianos.
                Quanto ao aparelho roubado, não se zangue comigo, acredite em mim, foi por uma boa causa.
                Felicitações!
Ziggy Stardust

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Entrevista com Moacyr Scliar e Luis Fernando Veríssimo - Jogo de Idéias

Achei este vídeo no youtube e achei bem interessante. Vale a pena conferir: É de como Moacyr Scliar tornou-se crônista e o porque da crônica ser tão popular no Brasil.

Do Moacyr Scliar falecido a pouco tempo; eu me lembro de ter lido um livro juvenil "O Mistério da Casa Verde" (Não lembro se o nome é exatamente esse). Era um add-on da obra O Alienista do Machado de Assis.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A luz que nos alumia


Estive preso no escuro.
Falsos amigos a me bajular.
Ninguém veio me ajudar.

Então chorei ao meio-fio.
Não havia mais esperança
Mas houve uma mudança.

E joguei fora a minha dúvida.
É Jesus quem alumia a vida.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Aprendendo a Ser Vidraça


Olá amigos da blogosfera!

Fiquei um mês longe do blog, porque eu estava participando do 8º desafio dos escritores que ocupou todo o meu tempo livre para as atividades literárias.

Participar desse evento foi algo muito positivo e edificante e me fez refletir em várias coisas da minha vida como homem e do mundo, além de pretenso escritor.

Cultivei novas amizades virtuais com pessoas civilizadas, isso, com certeza, foi o mais importante.

Tivemos grandes quebra-paus, mas confesso que nunca briguei num nível tão alto. 

Nisso eu aprendi a primeira lição:

Nunca mais vou chamar alguém de imbecil.
Colocar adjetivos depreciativos nas pessoas é no mínimo uma imbecilidade.  Ainda mais em pessoas que você não conhece.

Se você não gosta de determinado artista ou daquele cara do Facebook, simplesmente ignore-o.

Se não for possível ignorar, se limite a dizer que não gostou da obra ou comentários e dê os motivos sensatamente, sem mais réplicas e tréplicas. O que passar disso se transforma em preconceito e/ou agressão gratuita. 

Eu participo do fórum da Folha de SP e vejo como as pessoas distribuem comentários depreciativos em coisas que elas nem sabem do que se trata.

Voltarei a escrever sobre isso noutro dia, mas voltando ao desafio...

O desafio foi muito cansativo: Tínhamos que desenvolver um tema diferente por semana, ainda tendo que se preocupar com vários aspectos exigidos nas provocações.

Os jurados não perdoam nada, são extremamente exigentes e não aceitam qualquer deslize.


Não acho que os jurados estão errados, 95% das criticas são corretas.

E muita coisa errada que eu fiz, culminou com a 2ª lição:

Valorizar os autores nacionais, principalmente os clássicos e ler mais.

No desafio, eu comecei a ter um contato maior com os autores nacionais e descobri Carlos Drummond e Lygia Fagundes, até o momento.

Comecei a entender porque os críticos são tão ranzinzas, eu mesmo, se eu conhecesse  melhor  autores clássicos, também seria ranzinza.

Essa aversão aos autores clássicos brasileiros vem lá do ensino fundamental, mas isso é assunto pra outro tópico.

Também aprendi alguns aspectos técnicos, com isso comecei a ler com uma visão mais critica. (O mau-humor dos jurados me contaminou!).

A 3ª lição que apreendi:

“Mostrar” mais a história do que “Contar”.

Quando você “conta” a história, ela fica num ritmo rápido, cansando o leitor. Se você “mostra” a história, ela vai envolver o leitor, fazendo a imaginação trabalhar.

Agora começo a entender porque muita gente ama o Senhor dos Anéis.

Outra coisa que descobri e isso é a 4ª lição:

Aprenda ortografia, meu filho!

Um texto mal pontuado destrói toda uma boa ideia, sofri demais com isso, pelo menos seis pessoas me falaram isso:

"Você tem boas ideias, mas não sabe executá-las."

Sendo que duas dessas seis disseram:

"Você tem talento, mas está muito cru, principalmente na ortografia."

Juntando com a parte ortográfica vem a 5ª lição:

Técnicas Literárias.
O autor precisa ter imaginação, inspiração e essas coisas românticas que envolvem o escritor, mas isso não basta.

As técnicas ajudam na questão da coesão e verossimilhança.

Escrevi um conto que ficaram tantas pontas abertas, que uma das juradas me apontou pelo menos quatro coisas que foram inconclusivas.

Verossimilhança pra quem não sabe quer dizer:

 É o que parece ser verdade, ou se assemelha com a veracidade

Neste mesmo conto, eu tinha uma personagem que estava adormecido por 2000 anos, quando ele acordou, olhou para a televisão e a chamou de uma caixa quadrada. Está certo, afinal ele nunca teve contato com uma televisão.

Esse mesmo personagem, num determinado trecho, eu escrevi que ele queria chamar um trem. Oras como ele vai chamar um trem se ele nunca viu um?

E a lição mais valiosa que eu tive foi:



Aprendendo a ser vidraça.
Essa é a mais difícil de todas as lições.

Quando você está escondido e protegido é fácil tacar pedras nas vidraças dos outros, mas quando você se transforma em vidraça, ninguém vai te perdoar.

Você pode ter todos os argumentos do mundo, ainda assim o fracasso ficará estampado a sua frente.

Agora o que a vidraça pode fazer?

Se estilhaçar e voltar a se esconder ou ficar mais denso e seguir em frente?

Confesso que a primeira opção me pareceu mais conveniente:

Já estou há 3 anos tentando aprender a escrever, só tomando paulada, não encontro oficinas literárias e fico perdendo meu tempo escrevendo pra ninguém.

Melhor eu ficar aqui nas comunidades de literatura, lendo os textos dos colegas e tacando pedras, assim eu não fico pilhado.

E por fim reconhecer que não tenho talento pra coisa e curtir minha casa de campo com minha família e que se foda esse papo de ser escritor.

Penso que se escondendo e dando uma boa desculpa é o jeito mais fácil de resolver qualquer coisa neste mundo, ainda mais quando você não depende disso para nada, entretanto: 

E o seu sonho? Por que não insistir? O que se tem a perder? 

Depois das reflexões do homem de pedra, que se mostrou não tão de pedra assim, decidi continuar. 

Há uma oficina literária que eu descobri a 15 minutos da minha casa, semana que vem vou pra lá fazer minha inscrição e vou continuar na aventura de escrever.

Aonde isso vai me levar?

Não faço à menor ideia!!!!!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Um Quark de Sabedoria


Dizem que o firmamento está no alto, mas na realidade não existe o alto, o universo é curvo, ao mesmo tempo em que é linear, sendo assim não há diferença.
Se tudo que existe se completa o preconceito é coisa mesquinha, gerando o ódio, destruindo o amor e rasgando a membrana do bom senso.
Se eu pudesse me transmutaria, agregando-me a uma gigante vermelha prestes a explodir e irradiaria até aos confins do universo para levar, ainda que um quark, a sabedoria daquele que arquitetou tudo que existe.
 
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