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Projeto Palavras Cruzadas:

"Já é vender a alma não saber contentá-la." Albert Camus - O Mito de Sísifo.

O projeto 'Palavras Cruzadas' promove encontros mensais (segundo sábado de cada mês) em que são lidos e discutidos trechos de obras importantes da literatura e filosofia surgidas à partir do século XX.

No encontro do dia 13/07 o livro utilizado será 'O Mito de Sísifo' de Albert Camus.

O evento começa às 15h30min.

A coordenação é de Vanessa Molnar, historiadora (USP) e escritora e Fábio Donaire, estudante do Bacharelado em Ciências e Humanidades (UFABC). Estamos localizados na Rua Professor José Franco, 166 – Bangu (a 10min da UFABC de Santo André, na rua do restaurante Frangasso).

A entrada é franca.


segunda-feira, 24 de junho de 2013

O Estrangeiro


                Eu havia lido uma resenha sobre este livro e o que dizia é que era o melhor livro escrito no século XX. Fui lá conferir.
                A escrita de Camus é seca, não há figuras de linguagem e nem simbolismos. A frase quer dizer literalmente o que lá está escrito. O livro tem duas partes: na primeira um homem chamado Mersault se desloca de Argel (Capital da Argélia), para o interior com o intuito de enterrar a mãe que estava num asilo, depois ele volta para a capital e vive como se nada tivesse acontecido.
                Na primeira parte é demonstrado todo desinteresse ou nada me importa de Marsault com o mundo que o rodeia.Morreu a mãe? Bola pra frente... Vamos para praia? Ah, você quem sabe... Vamos comer macarrão? Tanto faz... Cometi um assassinato. Dou de ombros. E assim termina a primeira parte com o homicídio de Mersault.
                Na segunda parte (e na verdade é a verdadeira história do livro), vem o julgamento. O homem é acusado de não chorar pela morte da mãe, por ter uma namorada bonita e por uma série de outras coisas. O homicídio fica em segundo plano.
                Terminei a leitura, acho que devido a este estilo seco e existencialista de Camus, eu fiquei sem saber se gostei ou não da obra. E pra não dar uma de ogro deixei passar tempo para escrever alguma coisa a respeito.
                Uns dois dias depois eu estava caminhando numa avenida movimentada de Santo André e vi uma cena: o motorista parou para que um pedestre atravessasse a rua, mas um motoqueiro “cortou” o carro e quase atropelou o pedestre que estava na faixa. E o motoqueiro levantou o dedo do meio, reclamando.
                Na hora consegui fazer a analogia entre essa cena e “O Estrangeiro”: o pouco (ou nenhum) caso em que as pessoas têm com o seu mundo. Logo consegui ver outras analogias e ai percebi, o porque de “O Estrangeiro” ser uma obra atemporal. Por que trata dessa coisa de nos fecharmos no nosso mundo, de não nos importarmos com o dia de amanhã, de aceitar as coisas como elas são e pouco importa onde o absurdo da vida vai nos levar.
                Uma obra existencialista que requer reflexão para compreendê-la.

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