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Para troca de livros:

Projeto Palavras Cruzadas:

"Já é vender a alma não saber contentá-la." Albert Camus - O Mito de Sísifo.

O projeto 'Palavras Cruzadas' promove encontros mensais (segundo sábado de cada mês) em que são lidos e discutidos trechos de obras importantes da literatura e filosofia surgidas à partir do século XX.

No encontro do dia 13/07 o livro utilizado será 'O Mito de Sísifo' de Albert Camus.

O evento começa às 15h30min.

A coordenação é de Vanessa Molnar, historiadora (USP) e escritora e Fábio Donaire, estudante do Bacharelado em Ciências e Humanidades (UFABC). Estamos localizados na Rua Professor José Franco, 166 – Bangu (a 10min da UFABC de Santo André, na rua do restaurante Frangasso).

A entrada é franca.


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Pai Contra Mãe



Talvez este não seja um dos contos mais famosos de Machado de Assis, mas deve ser um dos que dão mais choque de realidade.

Foi publicado em 1906, ou seja, a apenas 18 anos da promulgação da lei áurea.

O conto mostra como o conceito Senhor e Escravo era, ou melhor, ainda é manifesto na sociedade brasileira.

Candido é um caçador de recompensas, após tentar vários empregos e fracassar em todos (Muito comum nos dias de hoje, muitas pessoas viverem de “bico”).

De repente ele tem de enfrentar a concorrência de vários outros caçadores de recompensa e vê suas finanças minguarem, juntando a isso, o nascimento de uma criança.

Endividado, sem moradia e com um bebê, o casal, resolve entregá-lo para a roda dos rejeitados, porém a sorte de Candido mudará.

Não vou entrar no detalhe final. Quero estimular quem não leu a ler e tirar suas próprias conclusões.

Só adianto que o final é muito triste e fica uma reflexão:

“Pra alcançarmos a nossa felicidade vale tudo? Até mesmo destruir a vida de outra pessoa?”


Pra quem quiser ver e ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=bBx03ifEkZw

2 comentários:

  1. Ótimo conto hein Amadeu?! Machado tem um realismo ao mesmo tempo chocante e admirável. Descreve com maestria a guerrilha cotidiana pela vida e contra a vida que parece inextrincáveis ao qualquer tipo de "civilização". Em todo caso, o escravo não possuia para a época o valor moral de uma pessoa. As vezes uma saída pra conseguir dinheiro dentro da lei é tão criminosa (e até mais danosa) quanto fora dela.

    Abs!

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  2. Olá, Amadeu!
    Não conhecia, valeu pela ótima indicação!
    Abçs!
    Rike.

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