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Projeto Palavras Cruzadas:

"Já é vender a alma não saber contentá-la." Albert Camus - O Mito de Sísifo.

O projeto 'Palavras Cruzadas' promove encontros mensais (segundo sábado de cada mês) em que são lidos e discutidos trechos de obras importantes da literatura e filosofia surgidas à partir do século XX.

No encontro do dia 13/07 o livro utilizado será 'O Mito de Sísifo' de Albert Camus.

O evento começa às 15h30min.

A coordenação é de Vanessa Molnar, historiadora (USP) e escritora e Fábio Donaire, estudante do Bacharelado em Ciências e Humanidades (UFABC). Estamos localizados na Rua Professor José Franco, 166 – Bangu (a 10min da UFABC de Santo André, na rua do restaurante Frangasso).

A entrada é franca.


domingo, 11 de março de 2012

O que Nietzsche me ensinou


            Schopenhauer foi um filosofo pessimista do século XIX e uma das coisas que ele “pensou” foi: “Só existe uma maneira do homem se livrar do sofrimento, ainda que temporariamente, é através das artes”.
                Não sou dado a estas filosofias pessimista, mas neste caso, devo concordar, pois quanto mais me aprofundo nas artes, principalmente nas eruditas, mais eu me encontro com meu eu. E começo a dar algum sentido na minha vida.

                Um discípulo de Schopenhauer, chamado Nietzsche, terror do cristianismo. Tentou compreender o sentido da felicidade humana e da onde nos encaixamos neste mecanismo cósmico.
                Ele descobriu que, há pelo menos 2600 anos, vivemos um mundo socratiano, reforçado por Platão, Esdras (Líder judeu que organizou a Torah), Cristo e Maomé, ou seja, a busca do homem perfeito.
                Vejam: Desde quando nascemos à sociedade idealiza um biótipo de ser humano que você deve ser. Além dos tipos de atitudes que você deve tomar.
                Nós vamos à escola, nos formamos em advogado, médico ou engenheiro. Casamos-nos, pagamos nossas contas, devemos ser bons pais, bons cristãos, ajudar os menos favorecidos e etc.
                Praticamente todas essas coisas são impossíveis de serem realizadas, pelo simples fato de que somos imperfeitos, ora isso é mais acentuado nas mulheres que devem além de tudo isso, ainda serem boas amantes na cama.
                Se nos exultamos com alguma coisa, isto é arrogância. Mas se nos colocarmos em flagelos, isto é humildade.
                A religião é um mecanismo dos homens para controlar a sociedade. Na idade média a ideia do inferno era para refrear qualquer pensamento contrario ao sistema feudal existente na Europa.
                Quando os cristãos protestantes americanos começaram a enriquecer, estes mesmos inventaram a Teologia da Prosperidade para justificar esta riqueza, logo isso se espalhou se pelo mundo e principalmente no Brasil.
                Por isso é importante separar fé de religião. A fé é trazer para realidade as coisas que estão ocultas. A fé é trazer uma lógica para o caos do mundo.
                Creio que Nietzsche questionou as coisas que escrevi acima, e não que era inimigo número 1 de Deus, na verdade, ele era contra o status quo da hipocrisia reinante neste modelo de mundo.

                O que a artes tem haver com isso?

Nietzsche estudou os filósofos pré-Sócrates e descobriu que eles organizavam o caos ou mitos, dentro das artes.  Sócrates simplesmente quis acabar com tudo, procurando mostrar a vida em sua realidade concreta.
Convenhamos, a vida concreta é muito dura para se encarar e através das artes, conseguimos aliviar nosso sofrimento, mesmo que momentaneamente.
O segredo da felicidade está nas artes.

3 comentários:

  1. Olá, Amadeus!
    Gostei muito do seu ponto de vista.
    Abçs!
    Rike.

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  2. Oi, Amadeu.
    Gosto muito de Nietzsche. Ele era grande admirador de Ralph Waldo Emerson e de Goethe. Muitos dos ensaios de Nietzsche revelam um autor muito mais próximo da poesia do que da filosofia, o que torna a mensagem dele ainda mais urgente. Assim como o poeta Wiliam Blake, Nietzsche é um visionário tentando libertar o homem da perspectiva comum. Abraços.

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  3. Nietzsche disse certa vez: "para não morrermos de verdades inventamos a arte". Nesse caso, a arte é um ópio do povo. Não no sentido pejorativo de que os aliena da vida "verdadeira", mas é um refugo diante dos problemas e da frieza da "realidade". Gostei do seu post! Quando possível visite: tempossafados.blogspot.com Abraços!

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