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Projeto Palavras Cruzadas:

"Já é vender a alma não saber contentá-la." Albert Camus - O Mito de Sísifo.

O projeto 'Palavras Cruzadas' promove encontros mensais (segundo sábado de cada mês) em que são lidos e discutidos trechos de obras importantes da literatura e filosofia surgidas à partir do século XX.

No encontro do dia 13/07 o livro utilizado será 'O Mito de Sísifo' de Albert Camus.

O evento começa às 15h30min.

A coordenação é de Vanessa Molnar, historiadora (USP) e escritora e Fábio Donaire, estudante do Bacharelado em Ciências e Humanidades (UFABC). Estamos localizados na Rua Professor José Franco, 166 – Bangu (a 10min da UFABC de Santo André, na rua do restaurante Frangasso).

A entrada é franca.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Raul Seixas por Sylvio Passos

                Seguindo a programação de verão do Sesc Santo André, dia 20/01 rolou o projeto Da Letra ao Som e dessa vez o anfitrião foi Sylvio Passos apresentando Raul Seixas.

               
                Raul Seixas dispensa qualquer comentário, é o maior ícone do Rock nacional, das histórias que Sylvio contou as que mais me chamaram atenção  foram as parcerias do Raul.


Com Leno.
                Leno da dupla da jovem guarda “Leno e Liliam”, fez um disco mitológico chamado “Vida e Obra de Johny McCartney” que tem a produção e co-autoria nas musicas de Raulzito, gravado em 1971.
                Este disco é muito avançado para época, falava-se de sem-terras, questionamentos profundos metafísicos e criticas politicas.
                Eu o ouvi pela primeira vez em 2006 e confesso que o disco continua na vanguarda mesmo pros dias de hoje.

Com Sergio Sampaio.
                Se o Raul Seixas é o ícone de hoje a culpa é toda do Sergio Sampaio. (Na minha opinião que vai de encontro com a de Passos, Sampaio chegou superar Raul nalguns discos, pena que os caminhos que ele tomou na vida, encurtaram sua carreira).
                Ele incentivou o Raul a largar o escritório e cair de cabeça na vida artística.
                É uma mistura interessante Raul do rocke Sampaio do samba.
                Sampaio escreveu a maior parte das letras do mitológico disco “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta: Sessão das 10) de 1971.
                Se Sampaio e Seixas tivessem continuado a parceria, digo, sem medo de errar, que nos teríamos outro Raul, muito mais psicodélico.
Com Paulo Coelho.
                Hoje muita gente odeia o Paulo Coelho, os mais fanáticos raulseixistas, acham que ele se aproveitou da fama do Raul para alavancar sua carreira (De fato Paulo Colho nunca foi musicista).

                Porém a amizade era muito forte, ele levou Raul a conhecer Crowley, e quer queira quer não, ele esteve com Raul no seu auge:

               Gita, Há dez mil anos atrás, Medo da Chuva,Tente Outra Vez, Al Capone, A maçã e outras muitas.
                Segundo Passos o clima místico das musicas,  pode ser atribuído ao Paulo Coelho na maior parte.

Com Claudio Roberto.
                Claudio Roberto é co-autor das músicas Maluco Beleza, Rock das Aranha, Cawboy fora da Lei, Aluga-se entre outras.
                O cara é  na verdade é o verdadeiro maluco beleza da história, diz a lenda que a letra é dele.
             É avesso aos holofotes, vive num sitio no Rio de Janeiro curtindo a vida.
É o maior parceiro de Raul, não apenas musical, mas em tudo.
Com Marcelo Motta.
                Marcelo Motta é o grão-mestre de uma ordem esotérica e pintou nalgumas canções do disco Novo Aeon de 1975, no fim acusou Raul de estar plagiando Crowley (Como se plageia alguém que deixou uma obra pública?), e o baniu da ordem esotérica.
                Na minha opinião um verdadeiro babaca.

Com Marcelo Nova.
                Infelizmente Crowley tomou conta da vida de Raul de forma incontrolável (faz o que tu queres, pois é tudo da Lei! - é a máxima do Liber Oz).
O bruxo inglês prega uma liberdade sem limites e Raul levou sua vida assim, penso que Crowley fez mais mal pra Raul do que o álcool.
                Raul estava sem amigos, tinha virado piada de bastidores e com depressão, então Marcelo Nova, fã da época dos Panteras o trás pra junto dele e fazem uma sequencia de 50 shows em 1989 que culminou com o disco a Panela do Diabo.
                O disco tá mais a lá Marcelo Nova do que Raul, mas era o crepúsculo do genial Raul, e compuseram a mítica “Carpinteiro do Universo”,  eles já avisavam sobre a ascensão de Edir Macedo com “Pastor João e a Igreja Invisivel”, um pouco antes no disco de despedida do Camisa de Venus eles compuseram “Muita Estrela pra Pouca Constelação”, entre outras.

                Estes foram os principais parceiros de Raul Seixas, abaixo 3 vídeos que fiz, a qualidade num é lá essas coisas, mas serve pra curtir esta nostalgia.
(Por isso a nostalgia ando curtindo sem querer, porque está faltando alguma coisa acontecer...)





Um comentário:

  1. Me diverti e me entreti lendo este teu post,amo Raul Seixas,ele foi um letrista e musico genial,ele forma junto com os também saudosos Renato Russo e Cazuza a santíssima trindade dos grandes compositores e poetas do rock brasileiro em todos os tempos.Raul foi maior que todos os seus parceiros,pena que o homem sucumbiu diante do mito,arrasado pelo abuso do álcool e de outros vícios que ele carregava consigo. O homem se foi, no entanto o gênio-mitológico que ele foi e continua sendo permanece nos discos que ela gravou e em um livro que a esposa de Raul lançou alguns anos atrás intitulado "O baú do Raul". Quando a acusação dele ter plagiado Crowley,isso é no minimo ridículo,Raul era um mago excepcional das ideias e das letras,e pessoas como ele que tinham esse raro talento,não precisaria plagiar ninguém.

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