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Para troca de livros:

Projeto Palavras Cruzadas:

"Já é vender a alma não saber contentá-la." Albert Camus - O Mito de Sísifo.

O projeto 'Palavras Cruzadas' promove encontros mensais (segundo sábado de cada mês) em que são lidos e discutidos trechos de obras importantes da literatura e filosofia surgidas à partir do século XX.

No encontro do dia 13/07 o livro utilizado será 'O Mito de Sísifo' de Albert Camus.

O evento começa às 15h30min.

A coordenação é de Vanessa Molnar, historiadora (USP) e escritora e Fábio Donaire, estudante do Bacharelado em Ciências e Humanidades (UFABC). Estamos localizados na Rua Professor José Franco, 166 – Bangu (a 10min da UFABC de Santo André, na rua do restaurante Frangasso).

A entrada é franca.


sábado, 14 de janeiro de 2012

Pink Floyd por Violeta de Outono


O lugar que eu mais gosto de estar é no Sesc Santo André (as vezes até mais que minha casa), o clima de cultura, quietude e civilidade é a formula que me faz relaxar.

Sem contar que eu sempre me surpreendo com a qualidade das obras apresentadas e não diferente nesta sexta-feira 13.

O Kid Vinyl, um velho conhecido,  como mestre de cerimônia , abriu o projeto “Da Letra ao Som” que vai rolar toda sexta-feira de janeiro e fevereiro com exceção da sexta-feira  de carnaval.

E juntamente com a excelente banda Violeta de Outono iniciou o projeto que é uma biografia com bate-papo e musica de grandes artistas e nesta feira o homenageado foi a fase inicial do Pink Floyd e Sid Barrett.

Pink Floyd  é a junção do nome de 2 blues-man : Pink Anderson e Floyd Council
Vou tentar transcrever como foi o espetáculo. Em principio o Kid Vinyl nos explicou o inicio obscuro do Pink Floyd e o seu primeiro disco The Piper at the Gates of Dawn de 1967, apesar do exotismo o disco alcançou o 6º lugar das paradas inglesas.


Dizem que o Sargent Pepper´s foi o que deu inicio a psicodelia, isso é muito discutivel, pois não houve um disco, mas sim um movimento do qual o Pink Floyd é o maior expoente.
No Brasil não chegou esta fase Barrett, a tropicalia tomava conta com Gilberto Gil, Caetano e Mutantes e estavamos anestesiados com a beatlemania.
Foram executadas 5 músicas deste disco na excelente performance do Violeta de Outono e nesta fase inicial 1967-69 com Barrett muitos outras artistas, inclusive Beatles, iam xeretar o que o Pink Floyd fazia, pois traziam novidades pra época.
Chama atenção a musica Arnold Layne que conta a historia de um homem que rouba roupas femininas para usá-las a noite, não foi bem recebida nas grandes radios, talvez tenha sido a primeira e unica musica que fale sobre travestis.
Se liguem nos teclados Hammonds:


Mas nem tudo são flores Barrett que tinha um problema mental, uma esquisofrenia, foi agravado devido ao uso excessivo de LSD e David Gilmour foi contratado em 1968 e aos poucos foi assumindo os vocais.


No segundo disco A Saucerful of Secrets de 1968 é o canto do cisne para Barrett e a ultima musica Jugaband Blues soa como despedida, de fato nunca mais tocaria no Floyd.


Já sem Barret a partir do 3º disco Ummagumma, começa a virada da psicodelia para o progressivo e devido a sonoridade, eles começam a fazer trilhas sonoras para filmes, mas o que mais chama a atenção em Ummagumma (disco duplo, um ao vivo e outro de estudio), cada lado era um exercicio solo de cada integrante, talvez o disco mais enigmatico do mundo.

As capas começam a ter um tratamento todo especial criada pela empresa Hipnose que também fez a famosa capa do disco IV do Led Zeppelin.


Um elemento importante nas musicas o teclado Hammond que dá o clima de “viagem” nas musicas psicodelicas, além que o Floyd era muito aberto a world musica, aceitando elementos classicos, jazzisticos e orientais (musica indiana).


A explicação fica na formação academica britanica, onde a musica erudita é ensinada desde criança, isso explica o ploriferação de muitas bandas inglesas.

Barrett ainda fez dois discos solos, ele tocava sozinho no estudio, mas ninguém entendia as letras e nem as musicas, depois os musicas deram uma roupagem e foram lançados este disco, mas infelizmente Barrett nunca mais voltou a razão e ficou preso em sua doença mental.


Minha impressão final é para quem não teve oportunidade de ver o Pink Floyd e Syd Barrett foi um excelente programa que me enriqueceu culturalmente, espero ter passado a emoção que senti de assistir este show.

Um comentário:

  1. Amadeu, bom texto. Curiosamente, seu nome é quase um homônimo do primeiro nome de Mozart.
    Música clássica, Pink Floyd e Syd Barrett são uma boa combinação. Apesar de Barrett ter sofrido uma forte crise mental, a presença artística dele nunca deixou a banda. O Pink Floyd, de maneira geral, ficou mais maduro após a saída de Barrett, talvez por causa do sentimento de ausência de alguém que está vivo. Ainda que Barrett tenha morrido somente na década passada, os integrantes da banda sempre disseram que a morte física dele era somente um detalhe, porque para eles Syd Barrett já era uma lembrança. Tal lembrança foi capaz de criar uma das mais belas declarações de amor que já escutei, que é o disco Wish You Were Here.
    Abraços.

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