Recados e Novidades

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Para troca de livros:

Projeto Palavras Cruzadas:

"Já é vender a alma não saber contentá-la." Albert Camus - O Mito de Sísifo.

O projeto 'Palavras Cruzadas' promove encontros mensais (segundo sábado de cada mês) em que são lidos e discutidos trechos de obras importantes da literatura e filosofia surgidas à partir do século XX.

No encontro do dia 13/07 o livro utilizado será 'O Mito de Sísifo' de Albert Camus.

O evento começa às 15h30min.

A coordenação é de Vanessa Molnar, historiadora (USP) e escritora e Fábio Donaire, estudante do Bacharelado em Ciências e Humanidades (UFABC). Estamos localizados na Rua Professor José Franco, 166 – Bangu (a 10min da UFABC de Santo André, na rua do restaurante Frangasso).

A entrada é franca.


sábado, 28 de maio de 2011

827 - A Era Galatica

827 a era galáctica é um dos prelúdios da saga Fundação (Dizem que é a melhor história de Asimov), a história pode ser lida independentemente.


Num futuro muitíssimo distante o planeta de Terra esta desolada pela radiação e é a escoria da raça humana, eis que surge uma conspiração para derrubar o Império.

Porém um arqueólogo do império vem para a Terra com o intuito de provar que o planeta Terra é o lar de todos os seres-humanos ele conhece um cientista e sua filha que estão testando uma maquina que amplia a capacidade mental, um homem de um passado longínquo sem mais nem menos aparece e passa por este processo.

Então a trama de desenrola, tendo como foco principal a coisa mais horrível que um ser-humano possa ter: O preconceito

Ótima obra do mestre!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

2010 - Uma Odisséia no Espaço II

Esta é a 2ª parte da quadrilogia da Odisséia Espacial, aqui alguns mistérios são resolvidos e Clarke faz varias especulações como: As formas de vida aquática que existe em Europa (Lua de Júpiter), ele chega a contar uma breve historia de seres inteligentes.

Ele especula outra forma de vida na lua Io, mas não na concepção que deva existir água, mas vida numa nova composição química.

Bowan o piloto da primeira nave e que havia se transformado numa nova espécie, intervem diretamente na missão para que a tripulação não sofra com o maior espetaculo que estava por vir.

O mistérios dos monólitos continua, mas desta vez eles manipulam o planeta Júpiter transformando-o em algo inimaginavel que transforma toda a raça humana. (Não vou entrar em detalhes para não estragar, caso alguém queira ler).

E este mistério é a deixa para a 3ª parte, que brevemente irei relatar aqui.

Excelente obra do grande mestre!

É possível achar cópias eletrônicas por ai ou se preferir procure pelos sebos.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Lapso Temporal

Naqueles anos 90 muita coisa estava se transformando, mas coisa era certa: Os jovens sempre se divertiam e naquela sexta-feira a noite não seria diferente, o tradicional baile dos anos 50 estava mexendo com os brios da juventude.


Segui pela estrada arborizada que levava ao salão da minha pequena cidade, já a caráter: camisa branca, calça preta com suspensórios e muita brilhantina no cabelo, por qualquer motivo que não me lembro fiquei de encontrar meus amigos lá no salão.

A noite estava muito fria, entretanto com o céu estrelado, coisa normal na Serra do Mar e passo a passo ia chegando ao meu destino e já observava alguns Fordinhos, Cadilacs e ate Mercury conversível e outros carros da época e pensei:

- Nossa este baile está bem realista! -Olhei para o relógio e eram 11:11h da noite.

As meninas com saias coloridas e algumas com bolinhas coloridas e cabelos preso a lá rabo-de-cavalo, adentrei ao salão na esperança de encontrar meus amigos e o som de Chubby Berry estava terminando e já se emendava “Chapel of Love” do The Crystal e justamente na frase: “Bells is ringing...” eu olhei para uma moça que estava com uma saia vermelha salpicada de brotoejas brancas de óculos escuros, sorriu timidamente para mim.

Não me fiz de rogado e aproximei-me, após alguma resistência da moça finalmente tivemos uma conversa agradável e a convidei para tomar um refrigerante e fomos para o lado de fora do salão, ela pediu uma soda e eu uma coca, nos sentamos debaixo de um enorme carvalho de frente para a entrada principal do salão:

- Nunca te vi aqui antes, você mora por aqui? – Ela me perguntou.

- Sim eu moro no inicio desta rua, mas eu moro aqui faz muito tempo... Eu não encontrei os meus amigos, será que eles vieram para cá?

- Não sei. – Respondeu Jessica (Este era o seu nome), com seus olhos castanhos brilhantes.

- Que tipo de musica você gosta? – Peguei levemente em sua mão.

- Eu gosto de Litlle Richard, Bill Halley e é claro o maior de todos Elvis Presley.

- Você gosta de música antiga... – Eu disse com um sorriso tímido.

- Antiga! – Ela se surpreendeu. – O que existe de mais novo?

- Nirvana, Pearl Jam e Soundgardner.

- Nunca ouvi falar… Eles tocam country?

- Não... – Eu dei risada. – Ah esquece isso, vamos dançar?

- Você é estranho... – Ela sorriu com o canudinho por entre dentes. – Então vamos dançar...

E assim fomos ao salão e dançamos e namoramos a noite inteira, pelas tantas da madrugada ela foi-se embora num Fordinho 29 com outros amigos e segui meu caminho de volta para a casa, antes de nos separarmos ela me deixou seu endereço que não ficava muito longe dali.

Uma nevoa forte se abateu sobre a estrada e aquele ambiente de anos 50 foi-se despindo conforme eu avançava em meus passos, quando eu já estava relativamente longe a nevoeiro como que por encanto desapareceu e seguia a noite límpida e estrelada.

Vindo da direção contraria estavam meus amigos e um deles me perguntou:

- Você não vai ao baile?

- Já acabou...

- Como assim acabou? Agora são 11:20h da noite e o baile só começa a esquentar, depois da meia-noite.

Confirmei e eram àquelas horas mesmo, fui-me embora para casa e fiquei confuso com tudo aquilo, mas por fim o cansaço me venceu e adormeci.

No dia seguinte tudo parecia normal, vasculhei o bolso da camisa e lá estava o endereço que Jessica me deu. Bom, se o papel está ali quer dizer que a situação que eu vivi era real, só havia uma coisa a fazer: - Ir até o endereço que Jessica me deu.

Fiz praticamente a mesma rota para o baile, passei em frente do salão, apenas aquela bagunça de fim de festa, com garrafas de bebidas modernas, aquele ar de anos 50, simplesmente havia desaparecido.

Andei mais um quarteirão e finalmente cheguei à casa que estava anotada no papel, apertei a campainha e uma senhora de um pouco mais de 60 anos foi me atender:

- Em que posso ajudar?

- A Senhora conhece a Jessica?

- Se eu conheço... – Riu-se a Senhora. – Sou a própria meu jovem, o que você quer comigo?

- A Senhora esteve num baile ontem à noite, ali no salão da rua de baixo?

- Ah meu filho, já estive muitas vezes naquele salão, mas isso foi nos 50, quando eu era jovem, inclusive eu conheci um rapaz muito parecido com você, nunca mais o vi. Será que você e filho dele?

- Não Senhora... Desculpe incomodá-la.

Me despedi da Senhora e segui a minha vida, com uma pequena alegria, afinal de contas, foi o meu melhor baile de anos 50 que já tive.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

1808


Este livro relata a historia da família real portuguesa no período de 1807 a 1821 e da transformação do Brasil neste periodo, um livro vem pitoresco, apesar do autor não descrever nada além do obvio, mas este tipo de livro nos faz viajar através do tempo, como era o Brasil na época colonial e como se transformou num país independente.


No livro demonstra claramente a mazelas do paternalismo e corrupção que até hoje aflige nossa nação.

Um bom livro de leitura agradável, estou até curioso de ler o 1822.

sábado, 14 de maio de 2011

Minha Mulher é o Diabo!!!


Autores: Lírio Selvagem / Amadeu Paes

“É tão lindo ... " - Stephanie respirava com admiração, enquanto observava o nascer do sol ao longo do horizonte.

" É muito bom ... para você " - Jonathan chutou mais areia e bufou.

" Não seja assim." – Ela lhe falou toda manhosa

Ele deu um suspiro e se deram as mãos e começaram a caminhar para a praia.

"Isto é muito melhor do que ver você jogar vídeo-game estúpido todas as manhãs.”

Ele riu.

" Engraçado, eu prefiro fazer isso do que estar aqui “.

Calaram-se e ambos olharam para o oceano aberto. A brisa do mar salgado acariciou suas peles e golfinhos começaram suas estrepolias na superficie oceanica, Stephanie pulou de emoção.

“Olha! Jonathan golfinhos! "

Ele cruzou os braços e murmurou sob sua respiração.

"Você pode ver golfinhos no Animal Planet."

Ela o empurrou e olhou para os golfinhos quebrando as ondas e mergulhando para o misterioso oceano..

"Eles são tão bonitos ..."

Jonathan deu de ombros.

"Eu acho eles normais".

De repente, o céu estava enegrecido e o calor era sugado de volta.

"Que diabos?"

Eles tremiam com a mudança do clima e olharam para cima para ver o que estava bloqueando o sol. O que eles viram chocou a própria essência.

Um OVNI roxo escuro estava pairando acima do oceano e um grande redemoinho foi criado no meio das águas sugando os navios, iates e qualquer coisas nas adjacencias, inclusive os golfinhos, tubarões e até baleias que infortunamente passavam por ali.

Aquele redemoinho aproximou-se da praia tão rapidamente como surgiu e num piscar de olhos sugou Jonathan e Stephanie....

Após aquele turbilhão todo, ambos abriram os olhos, estavam sentados numa mesa regado a vinho branco e uma porção de queijos, o ambiente era iluminado por velas e archotes a gás, um solo de bateria quebrou a letargia que abatia em ambos, no pequeno e simples palco que havia a frente, um homem negro de terno impecavel diz:

“Senhoras e Senhores, apresento-lhes Skip James!”

Um homem negro meio desdentado e com um chapeu branco com uma lista preta começa a cantar Devil Got My Woman no tradicional blues de raíz, Jonathan comentou:

“Hey, eu vi este cara no VH1 num programa sobre blues, ele gravou uma unica musica em 1929 e morreu em 1930, deve ser algum cover”

Stephanie assustada respondeu:

“Estavamos numa praia e agora estamos num bar. Como explica isto?”

Se levantaram e foram até a porta que dava para a rua, onde deram de encontro com um mendigo que carrega uma caneca de esmolas numa das mão e na outra uma placa que dizia:

“Feliz 1930!”

Aterrorizados voltaram-se para a mesa que estavam e não conseguiam falar, Skip James já estava terminando a canção e vagarosamente o palco foi se enebriando tornando o ar cada vez mais ébrios e os acordes finais da musica cada vez mais distantes...

Jonathan e Stephanie estavam estaticos e de pé na praia olhando para o oceano, se entreolharam e a unica coisa que se ouvia era as ondas se quebrando, o som dos golfinhos quebraram o silencio.

“O que aconteceu?” – Perguntou Stephanie.

“Nada.” – Respondeu Jonathan secamente

E se deram a mão e continuaram a caminhar pela praia, aproveitando a alta estação do verão

quarta-feira, 11 de maio de 2011

2001: Uma Odisséia no Espaço


Este livro é um dos clássicos da ficção cientifica, foi feito primeiro o filme em 1968 com impressionantes efeitos especiais, inclusive para os padrões de hoje e posteriormente foi feito o livro.


Tudo começa na pré-história, onde um misterioso monólito na proporção 1:4:9 surge diante dos homens macacos, depois passado milhares de anos, já na nossa era, este monólito é encontrado na Lua, onde ele faz uma comunicação com alguma coisa em Japetus, uma das luas de Saturna. (Aquela que parece ter um olho em seu equador).

Uma missão tripulada é enviada para esta lua, onde acontece coisas esquisitas, como a falha do computador Hal 9000.

Este livro tem uma espetacular descrição em pormenores do que seria uma viagem espacial, alem de muitos suspenses.

Infelizmente neste livro nem todos os mistérios são resolvidos, pois ele é uma quadrilogia.

Pessoalmente estou curioso de ler a continuação que é: 2010 – O ano em que faremos contato.

O livro é excelente, pena que Clarke errou os anos, no entanto, a historia continua atual e verossímil.

Para os amantes da ficção cientifica não podem deixar de ler este livro.

sábado, 7 de maio de 2011

Sci Fi Brasileiro


Fazia tempo em que eu não escrevia “in loco” no blog, há uma serie de postagens automáticas, para que o blog não fique abandonado e estou tendo um retorno bem legal, ao menos, agora, o blog está sendo freqüentado por pessoas que realmente gostam dele e acredito que se manter o ritmo das postagens, nós teremos um canal legal para a sci-fi tupiniquim, mas disso falarei depois.


Depois da morte do Bin Laden e da tragédia de Realengo, vou dar um tempo nas historias de terror, estilo Jason, nunca se sabe que tipo de louco está do outro lado da tela, muito triste que aconteceu no Rio de Janeiro e muito triste os eventos de 11 de Setembro.

Voltando ao assunto inicial, andei lendo muitos clássicos do sci-fi, como a conclusão da quadrilogia “Odisséia Espacial” de Clarke, fechei a trilogia “A Fundação” do Asimov, li 1984 do George Orwell, além do Simulacron 3 de Galouye e uma serie de contos de autores clássicos.

Nestes últimos dias entrei nos principais portais de Sci-Fi brasileiros e havia um artigo dizendo por que a sci-fi não decola no Brasil, sendo que é líder no mundo todo? Entre várias explicações, além daquelas básicas, foi que o brasileiro não tem isto em sua cultura.

Ok isto é verdade, mas porque gêneros de fantasia, também não vão pra frente? Será que nossa cultura não é rica de lendas, mistérios, fantasmas e lendas urbanas? Por que tudo deve ser tão americanizado?

Na verdade, os escritores brasileiros não lêem. Já venho batendo nesta tecla há algum tempo, limitam-se a copiar as modas que vem de fora e não criam nada original, com exceção do Eduardo Sophr.

Muitos contos e livros são quase uma fanfic da Anne Rice, Stephen Meyer, Dan Brown e Nora Roberts.

Estou escrevendo como leitor e apesar de eu ter um banner, aqui dizendo: vamos ler mais autores nacionais. Sei que é difícil alguém gastar seu rico dinheirinho numa obra que pode ser melhor escrita pelos gringos medalhões.

Como Asimov, eu sou positivista, quero acreditar que esta onda de escritos e produções independentes é o inicio de uma avalanche de boas obras e de bons escritores, agora que temos a quantidade, basta agora, termos a qualidade.

Até a próxima.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Baile de Debutante

Em 1989 existiam duas ideologias: capitalista e comunista, entretanto, para Patricia, isto não tinha a menor importância, desde que não atrapalhasse sua festa de 15 anos e neste frenesi se engraçava com Mario, um galã a lá Felipe Camargo.

Ele, sorrindo galantemente, a tirou para dançar “Girl, I´m gone miss you” de Milli Vanilli, ao compasso da música, as partes intimas se tocavam, acendendo um braseiro que lancinava a genitália da moça e o rapaz com a libido cavalar a levou para uma parte deserta do jardim adjacente.

Uma nuvem rubra, sem tormentas, escureceu o céu, Patricia, encostada numa grande arvore, achou aquilo estranho e antes que pudesse comentar algo, estava sem calcinha com o pênis de Mario penetrando-a, respingando gota a gota, o sangue virgem pela terra.

No ultimo estertor de prazer, ela se empertigou para beijá-lo e uma angina causou-lhe a aceleração do coração, precipitando mais sangue pelo hímen rompido, encharcando mais e mais a terra, sentia seu espírito arder nas chamas do inferno, deixando-a catatônica.

O galã agora tinha três cabeças demoníacas (homem, touro e carneiro), largou-a estatelada e devorou com volúpia a terra empapada, se desmaterializando em seguida.

Foi divulgado que a moça havia sido estuprada e ela permaneceu em estado catatônico num manicômio.

Meses depois, o muro de Berlin caiu, simbolizando a vitoria do capitalismo e Asmodeus debutava seu reinado de luxuria e consumismo desenfreado, levando ao coração dos homens toda sorte de concupiscências, tornando: carros, mulheres, eletrônicos e luxuria como o perfeito ideal de vida.
 
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