Recados e Novidades

Meu facebook:
http://www.facebook.com/?ref=tn_tnmn

Para troca de livros:

Projeto Palavras Cruzadas:

"Já é vender a alma não saber contentá-la." Albert Camus - O Mito de Sísifo.

O projeto 'Palavras Cruzadas' promove encontros mensais (segundo sábado de cada mês) em que são lidos e discutidos trechos de obras importantes da literatura e filosofia surgidas à partir do século XX.

No encontro do dia 13/07 o livro utilizado será 'O Mito de Sísifo' de Albert Camus.

O evento começa às 15h30min.

A coordenação é de Vanessa Molnar, historiadora (USP) e escritora e Fábio Donaire, estudante do Bacharelado em Ciências e Humanidades (UFABC). Estamos localizados na Rua Professor José Franco, 166 – Bangu (a 10min da UFABC de Santo André, na rua do restaurante Frangasso).

A entrada é franca.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Peregrinação

Os muçulmanos continuarão;
A peregrinar para Meca de coração.
E os que acreditam em cristo também;
Continuarão a peregrinar para Jerusalém.

Eles vão até a pé se for preciso.
Pois eles têm muita fé para isso.
Para eles a vida vai continuar.
Quando o messias chegar.

Eu sempre quis essa fé na minha vida.
E deixei ela morrer por uma causa perdida.
Tentando esquecer do meu grande amor.
Que me deixou com um grande rancor.

Vi o amor nas minhas mãos nascer.
E depois que ele brotou vi ele morrer.
Ele me fez esquecer o que era importante.
Eu não enxergava a linha do horizonte.

Eu apenas pensava em esquecer.
Que todos os dias tinha que te ver.
Que todos os dias tinha que lhe falar.
E no final do dia tinha que chorar.

Mas agora estamos distantes.
Tudo voltou a ser como antes.
Eu não sei mais o que você faz.
E todas as coisas voltaram a ter paz.

domingo, 28 de novembro de 2010

O Fator Caos

Como escrevi no post anterior vou começar fazer resenhas sobre os romances, novelas, contos e poesias que ando lendo.

Eu recebi este e-book do portal cranik que organiza uma fanzine de minicontos de terror chamada Terrorzine.

Sobre o autor Miguel Carqueija, ele é um dos principais autores nacional de literatura fantástica, escreveu contos para a mega saga de Perry Rhodan, entre vários livros e coletâneas.

O Fator Caos é uma novela baseada em elementos de Jornada nas Estrelas, Batman, Star Wars e Lovecraft, ao ler esta historia você irá se deparar com estes elementos, além de ter uns quês de misticismo.

É bem verdade que a história é despretensiosa, mas vale a pena sua leitura, porque Carqueija tem um vocabulário riquíssimo e para quem pretende ser escritor é um prato cheio para aprender, além de ter ação do inicio ao fim.

Caso você queira ler o link está abaixo, boa leitura.

http://www.cranik.com/o_fator_caos.pdf

sábado, 27 de novembro de 2010

Divagações Semanais

Eu gosto de intercalar entre os poemas e contos as minhas divagações desses últimos dias:


1-) Ainda o Feudo Eletrônico

Este assunto deu o que falar, principalmente nalgumas comunidades que eu participo, minha intenção foi clarear que a internet não é a fonte mais segura de informação, porque a maioria dos artigos é postada de forma parcial e é pura perda de tempo você escrever seus textos pra quem não entende nada, o link que escrevi o artigo é este: http://amadeupaes.blogspot.com/2010/11/feudo-eletronico.html

Mas de uma coisa eu tenho certeza, muita gente se torna macho ou “macha” atrás de um teclado de computador, na verdade pra terminar meu pensamento: Acho Orkut, dihitt, facebook e twitter umas grandes merdas.

O que há de errado com a poesia?

Tem muitas poesias que eu não postei aqui, devo ter escrito umas 400, fora os que estão nos meus cadernos.

Eu sempre me preocupei com as formas da métrica principalmente aos sonetos e as redondilhas, mas não ligo se não tiverem.

O que eu fico sem entender é como existem tantos livros de poesias (só no clube dos autores têm 750 livros), e ninguém consegue vender?

Ou as poesias não são de boa qualidade ou os escritores não leem poesia, eu tenho a certeza absoluta que é a 2ª opção.

Quem quer ser escritor, mesmo que amador tem que ler, pois dificilmente saíra alguma obra que preste sem ter vocabulário.

Tanto que eu comecei a fazer algumas resenhas, o primeiro será do Marcelo Carqueijo (É de uma noveleta que ele escreveu).

Finalizando o pensamento: Todo mundo é poeta, mas não é leitor.

Fim das divagações e um abraço a todos!


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sentimentos em Copacabana

A brisa bate em meu rosto, uma tristeza inunda minha alma, porque há tempos eu estou esperando alguém que viria do longínquo, após o equinócio da primavera.
A orla de água gélida, tal qual meu coração de pedra basáltica, trazia sentimentos confusos, ao mesmo tempo, simples e fáceis de serem resolvidos.

Porém como os caranguejinhos que se escondem nos cascalhos triturados pelo tempo e pela água, com medo das águas enfurecidas que vêm e que vão:

Escondo meus escritos com medo de serem revelados, principalmente, para aquela que meu coração palpita há tantos anos.

Nem sei por que sofro assim? Daqui a outros quarenta anos estarei com oitenta anos e talvez a vida seja mais colorida do que agora, porém a ampulheta estará quase vazia e o meu tempo por esta terra esgotado.

Então, olhando o firmamento iluminado vem a questão que não quer calar:

-Por que eu faço isso comigo?

Mas antes da costa mais famosa do Rio de Janeiro sucumbir, o amor não me pregará mais peças, acho até que darei boas risadas destes últimos quarenta anos.

Integrarei-me a glória do universo e a felicidade desabará como vagalhão desenfreado, finalmente estarei tão junto de Deus e poderei ouvir as próprias batidas do meu coração impulsionando o esplendor de toda a natureza.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Nos mistérios de outro continente

Sou o soldado da cidadela.
Defendo os cristais de luz.
Onde a chama da vida reluz.

Fui expulso do meu tempo.
Vivo no mundo de desolação.
Onde há pactos de traição.

Nos mistérios de outro continente.
Um atlante vive como um demente.

domingo, 21 de novembro de 2010

Seguindo pela mesma estrada

Olho todos os dias o amanhecer, tanto faz se é chuvoso ou se é ensolarado.

E é tão bom acordar sem ter com que se preocupar; não ter hora para fazer o que se gosta.

Você já imaginou se todos os dias fossem assim?

Alguns diriam que não haveria graça, porque todas as pessoas seriam iguais, mas isso é frase de derrotados que se renderam a rotina da vida.

Mas minhas manhãs são como as manhãs de todo mundo, pois quando eu dou por mim:

Todos os dias eu estou seguindo pela mesma estrada, impreterivelmente pela mesma estrada.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Blues de raíz

O blues de raiz começa a tocar.
Meus olhos percorrem teu corpo.
Esperando o seu forte cantar.

Não vejo à hora do show acabar.
Para enfim, estarmos sozinhos
E iniciarmos o nosso brincar.

Meus beijos te levarão ao teu destino

Que é estar nos estreitos do amor divino.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Tempo Passa

O tempo passa a guerra não acaba e eu nem sei com quem estou lutando, nem quanto tempo estou andando a esmo.

Nesta andança encontrei um vilarejo inimigo e havia uma criança com arma em punho apontando para os destroços, quando reviro os escombros há uma pessoa ferida, a salvo e cuido de seus ferimentos e sou aplaudido por um povo.

Uma moça de olhos verdes me convida para passar a noite no vilarejo e as pessoas dançavam e dividia a pouca comida comigo.

E pensei:
O tempo tinha passado
E nunca conheci o amor.
Em plena guerra e dor.
Com amor fui tratado.

O tempo passa e eu nem sei com quem estou lutando.
O tempo passa e a guerra não acaba...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O pião da casa própria

Mariano era um fã incondicional de Silvio Santos, gastava todas as suas economias com tele-senas e carnês do baú da felicidade, mas nunca ganhou nada, até que certo dia foi sorteado para participar do pião da casa própria.


Foi uma emoção ímpar chegar ao SBT, depois de passar maquiagem, Silvio Santos lhe chamou e o entrevistou:

- Mas você é cliente há quanto tempo?

- Há mais de vinte anos, Silvio. – Disse ele orgulhoso.

- Então é o seguinte: - Explicava Silvio Santos. – Você roda o pião se você ganhar leva uma casa de um milhão de reais, mas se perder (ih ih ha ha ai), mas se perder, você perde a alma pro diabo. (oiiiii...)

Mariano não podia recusar o desafio, afinal era o sonho de sua vida e topou o desafio.

E lá foi Mariano rodar os piãos, ele tinha que fazer uma quina e ao som da música Holiday for Strings, o pião ia rodando.

Vale salientar que a face dos piãos eram de coisas macabras e consistia nas seguintes figuras:

1 – Baphomet;
2 – A suástica;
3 – Um Pentagrama;
4 – Uma cruz de ponta cabeça;
5 – O número 666;
6 – A foto do Marquito pelado.

O publico gritava: Vai... Vai... Vai... Mas não foi e miseravelmente ele perdeu.

Silvio Santos deu sua tradicional risada e disse:

- Pode rodar o pião quantas vezes você quiser, mas se você se cansar você não poderá rodar mais o pião e valerá o último resultado...

Mariano rodava e nunca ganhava, ele ficou vários dias, sem comer e sem beber, rodando aqueles piãos até que se cansou e sentou-se no palco exausto, então o Silvio Santos disse:

- Você definitivamente perdeu!

Então as dançarinas foram se aproximando ao som de YMCA e começaram a comer sua orelha, arranhar suas costas, destroncar seus braços e comerem suas vísceras.

Ele gritava de dor e pedia socorro, mas não havia quem podia ajudá-lo.

O palco começou a ficar sujo de sangue, quando o relógio despertou...

Mariano acordou suando frio, foi tudo um sonho, pegou suas tele-senas e carnês do baú e queimou tudo, afinal era melhor não arriscar.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Escreve com o coração


Tema proposto por João Esmeraldo:
De João Esmeraldo:


Escreve com o coração
Através de tua mente,
Hipotecando a razão,
Faze verso coerente

Extrai d'alma qual semente
Os suspiros da paixão;
Escreve com o coração
Através de tua mente.

Em meio à solidão,
Do fundo do inconsciente,
Em toda inspiração,
Exalta o Onipotente.
Escreve com o coração.

Replica de Amadeu Paes:

Escreve com o coração.
Através de tua mente.
Sentimento de furacão.
Do homem inconstante.

Inspiração de instante.
Mostra a transpiração.
Escreve com o coração.
Através de tua mente.

Sorriso de uma fração.
Ao som do cantante.
Não existe afobação.
Porque o poeta cintilante.
Escreve com o coração.

domingo, 14 de novembro de 2010

Gilberto Gil

Com minha pequenina não estou podendo frequentar shows, teatros e cinemas, mas estou com saudades das minhas:

Peças teatrais;
Dos groovers;
Dos blues;
Dos jazz;
Dos rockers;
Das pockets óperas;
Dos filmes B;
E das sessões do Grupo Alpha.

Mas ainda tenho:
O Discovery e  o The History;
Os Dvds;
Os Gibis;
Livro de gente famosa;
Livro de gente desconhecida;
E esse blog.

Tenho um monte de fotos e videos comigo, vou postar de um show do Gilberto Gil acontecido aqui no Sesc de Santo André em 2009, aliás, foi um dos melhores shows que eu vi na minha vida, ai estão as melhores fotos:







E pra finalizar um video:




sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O que é Rondel?

Meu amigo João Esmeraldo lá do Ceará (que inveja!), muito gentilmente está me ensinando a compor rondéis.

Pra quem não sabe o que é rondel vou colar aqui o texto da Kate Weiss moderadora do Recanto das Letras:

O rondel como foi criado, é composto de três estrofes:
Sendo duas quadras seguidas de uma quintilha, de forma que os dois primeiros versos da primeira quadra se repetem no final da segunda, e o primeiro verso da quadra inicial repete no fecho da quintilha, assim: ABab / baAB / ababA "

O esquema de duas rimas apenas, é usado com freqüência. E a preferência é versos de sete ou oito sílabas, porém, não é rígida a maneira de compor, e nem obedece a esquema fixo de rimas, nem de metro.

Bom parece fácil, mas não é, devido a rigidez das regras (não estou considerando a métrica), mas sem mais delongas ai está o meu primeiro rondel:



Medita, pois, em teus passos
Medita, pois, em teus passos.
O que faria Jesus?
Se estivesse no vale dos ossos;
Carregando sua cruz.?

E trouxe-nos para sua luz.
Me libertou dos fracassos.
Medita, pois, em teus passos.
O que faria Jesus?

Se os sentimentos fossem escassos;
Na porta larga que nos conduz;
Para os infinitos desesperos?
Por que o veneno mel reluz?
Medita, pois, em teus passos.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Pensamento Único

Pensamento único é que tenho agora.
Pensamento que incomoda a toda hora.
Pratos, telefones e outras coisas quebradas.
Juntamente com minhas ilusões queimadas.

É só um excesso de raiva passageiro.
É só para descarregar o mau presságio.
Olho o meu inimigo chamado relógio.
Pedindo-me para ter mais dinheiro.

Não para satisfazer minha pessoa.
Mas se exibir para outra pessoa.
Se isso aliviasse a minha angustia.
Eu teria um sorriso nesse dia.

Por que é que sou tão explosivo?
É porque não agüento ser esquecido.
Eu não posso imaginar você indo...
E eu ficando parado aqui, de novo.

Enjoativa manhã para um cara legal.
Olhos atentos me observam do matagal.
Tensamente, eu procuro esquecer.
E vou curtir o meu belo amanhecer.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A Garota do Ônibus

Estava dentro de um ônibus, preso no transito, porque algumas pessoas fecharam a avenida para protestarem, pois eles queriam que se fizesse uma passarela, assim ninguém morreria atravessando a movimentada avenida.

Foi neste dia que eu vi o sorriso mais lindo que vi, ela conversava com as amigas sem se importar com este contratempo, era tão meiga.

Até a lua, naquele dia, apareceu entre as fumaças dos carros, coisa rara na grande cidade.

A garota do ônibus é a beleza simples de uma cidade caótica, depois de muito tempo, liberaram a avenida, com as falsas promessas dos políticos comprados.

Fiquei tomando coragem para se aproximar, mas demorei tanto. E já no primeiro ponto, passou feito um raio por mim, sem saber:

Que levou meu amor sem querer.

Como num jazz na cidade de Nova Orleans, foi mais forte que a pressão da cidade grande, pois:

Nunca mais a vi!

Ow Yeah! – (risos)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Feudo Eletrônico

Recentemente testemunhei no Recanto das Letras uma discussão entre o principal usuário e a administradora do sitio, não entendi bem do que se tratava a discussão, mas não é este ponto que quero abordar.

Eu mesmo tive problemas com certas comunidades no Orkut, pelo simples fato de discordar do pensamento do dono da comunidade, pois geralmente o dono da comunidade é o senhor da razão, não cabendo ele ser contrariado.

Alias deve-se tomar muito cuidado com que se escreve por ai, porque você passa a ser vidro e tem muito gente pra atirar pedra.

Não sei o que acontece o ser - humano por pouca coisa se acha o todo-poderoso, lembro que uns quinze anos atrás a prefeitura de São Bernardo contratou alguns agentes de trânsito que tinha por objetivo orientar o transito.

Com o tempo eles podiam aplicar multa, ou seja, tinha o poder de aplicar até multas que não existia, bastava que ele não fosse com a sua cara.

Até mesmo porteiro de condomínio ou fabrica se sente o poderoso por permitir a entrada ou não de alguém.

Mas voltando, a internet, ela causa esse tipo de comportamento, li na Super Interessante nº 278  como o Wikipedia funciona e é assustador.

Uma meia dúzia de pessoas decide o que é certo ou errado, assim como nas comunidades do Orkut, por exemplo:

Se eu provar que o Michael Jackson é o maior artista do mundo, mas o Administrador achar que é os Beatles, o meu texto é rejeitado, não importa os argumentos que eu coloque.

Inclusive um físico muito respeitado teve artigo rejeitado, depois eles descobriram que fizeram burrada e tentaram consertar, mas aí o físico meteu a boca no trombone, causando a reportagem.

Então a Internet com o tempo vai virar feudos eletrônicos, onde a opinião de alguns poucos é que valerão, devemos empenhar a bandeira pela qual a Internet deve ser:

-Uma fonte de liberdade e de debate.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Meu amor é insano

Não posso pensar em te ver.
Meu coração torto estremece.
Quando em mim você amanhece.

Meu amor por ti é insano.
Na loucura do meu inconsciente.
Torno-me o seu melhor amante.

Espero-te no sanatório da ilusão.
Para te amar para além da razão.

domingo, 7 de novembro de 2010

Phaeton, O Planeta Desaparecido

Eu sempre tive curiosidade de saber o que era aquele cintuão de asteroídes entre Marte e Jupíter, achei uma teoria bastante interessante que segue:
 
Phaeton, O Planeta Desaparecido

A maior parte da teoria da explosão fundamentava se em tectitas encontradas na Austrália, Filipinas e Tchecoslováquia. Os cientistas consideravam que apenas um enorme explosão seria capaz de produzi tas e arremessá las à Terra. Porém, se elas tivessem vindo numa única nuvem cósmica, deveriam ser encontradas também ao sul da Rússia. Como até então nada fora localizado nestes lugares, pensavam que houvera a formação de diversas nuvens, causadas por mais de uma explosão.


Em Moscou, soubemos que os cientistas soviéticos, encorajados pela descoberta, haviam reaberto as investigações sobre o planeta perdido e seu destino. Desejamos saber mais e surpresos conseguimos permissão para conversar com o professor Yevgeny Krinov, chefe do Comité Soviético sobre Meteoritos. Este comitê funciona como uma filial da Academia Soviética de Ciência, e seu objetivo é a pesquisa dos corpos cósmicos que às vezes caem sobre a Terra. Fomos informados que Krinov não costuma dar entrevistas, mas que faria uma exceção em nosso caso devido ao interesse provocado pelo achado.

Falamos ainda com o doutor Genady Vdovikin, geólogo de reputação internacional e assistente de Krinov; com Felix Zigel, professor de cosmologia do Instituto de Aviação de Moscou, cujo trabalho é conhecido em quase todo o mundo, e Aleksandr Kazantsev, historiador e autor de uma dúzia de livros sobre explorações espaciais, que apresentam um fascinante cenário sobre a destruição de um planeta habitado em razão de um holocausto nuclear.

O professor Krinov estava doente quando chegamos a Moscou, mas as autoridades permitiram nos fazer a entrevista em sua casa. Encontramo nos em seu escritório, uma espaçosa sala com vistas para um pátio interno. As paredes eram repletas de livros, mas não faltava uma televisão, este ente onipresente tanto na Rússia como no mundo ocidental. ''A descoberta de Florensky causou tanto interesse'', disse, ''porque as tectitas descobertas eram asteróides fragmentos que orbitam a quatrocentos milhões de quilômetros do Sol. O anel de asteróides localiza se entre Marte e Júpiter, a uma distância equivalente a quase três vezes a da Terra ao Sol. De acordo com uma teoria nunca confirmada, mas também nunca negada, estes asteróides têm uma órbita que, segundo uma teoria conhecida como a ''Lei de Bode'', pertence a um planeta que deveria estar lá” .

Phaeton parecia com a Terra

Johann Bode foi um astrónomo alemão que, em 1772, desenvolveu uma teoria sobre a relação matemática que governa as distâncias relativas que separam o Sol de nossos planetas. Elas encaixam se num modelo, uma progressão numérica obtida pela duplicação de cada número, exceto os dois primeiros. Por exemplo: 0, 3, 6, 12, 24, 48, 96, 192, 384. A cada número Bode agregava mais quatro e, desta maneira, obteve a seguinte série: 4, 7, 10, 16, 28, 52, 100, 196, 388. Os astrónomos da época espantaram se com a exatidão da progressão. Estes números combinavam com as distâncias relativas entre os planetas conhecidos e o Sol: Mercúrio no 4, Vênus no 7, Terra no 10, Marte no 16, Júpiter no 52 e Saturno no 100. Mas três pontos estavam vazios: 28, 196 e 388.

A teoria ainda era discutida quando, 1781, descobriu se Urano. Sua distância relativa do Sol, 191,8 , era por demais próxima ao número 196 para ser conciderada uma simples coincidência. Em 1846, com a descobeta de Netuno, esta lei sofreu um revés: ele fica a uma distância de 300,7 do Sol. Não há número correspondente a este na escala de Bode. Mas, quando em 1930 foi descoberto Plutão, novamente a Lei de Bode veio à tona: a distância relativa deste planeta ao Sol, 394, é demasiado perto do número 388 para ser ignorada. Isto reforçou ainda mais a teoria de que o anel de asteróides que orbita a uma distância relativa de 28 a do planeta desaparecido é composto por fragratos deste planeta, espalhados como estão pelos ventos cósmicos.

“Temos razão para acreditar'', falou Krinov, ''que em algum tempo da história o planeta desintegrou se após uma explosão que arremessou alguns de seus fragmentos para além do sistema solar. O que sobrou aproximadamente quatro mil e quinhentos pedaços, que vão desde 1,4 a 700 quilômetros de diâmetro permaneceu na órbita original. Os asteróides neste anel de lixo espacial continuam a fragmentar se devido a forças exercidas pelos planetas. Ao serem lançados ao espaço, muitos deles são atraídos pela força gravitacional terrestre e desintegram se, não apenas quando entram em nossa atmosfera mas também devido ao forte impacto com o solo. A composição deles costuma ser de ferro e rocha, mas há os que são formados por substâncias mais concretas que intrigam os pesquisadores. Alguns cientistas dizem ter descoberto hidrófilos unicelulares (algas) petrificados e até mesmo traços de vida animal, da espécie trilobita, em muitos deles.''

Aleksandr Zavaritsky, um dos membros do Comitê de Meteoritos, pesquisou os. Seus trabalhos tiveram tal impacto que ele foi nomeado para a Academia de Ciências. Trabalhou com Krinov até 1963, data de sua morte, e era considerado um dos maiores peritos no assunto. ''Aleksandr dedicou os últimos anos de sua vida à reconstrução teórica do planeta desaparecido'', disse Krinov, ''utilizava meteoritos encontrados na Terra como ponto de partida e alicerce para sua teoria. Concluiu que o planeta desaparecido era maior que Marte e tinha uma hidrosfera e uma biosfera. Certo de que muitos dos meteoritos encontrados pertenceram a ele, reconstruiu o camada por camada, terminando por inferir que seu núcleo era de ferro, encerrado numa fina pelicula de silicato de ferro, coberta por uma faixa mais ampla de peridotite, envolvida por uma subcrosta de lava basáltica e, finalmente, uma pequena crosta antes da capa externa''.

O planeta desaparecido, segundo Zavaritsky, tinha caracteristicas semelhantes ás da Terra oceanos, montanhas, e era envolvido por uma atmosfera. Havia vida nele, insistia. Como sua órbita além de Marte ainda situava se dentro do que é conhecido como ''anel da vida'', é possível que estivesse certo. ''Se aceitarmos a teoria de Phaeton'', continuou Krinov, ''devemos considerar que a vida existiu lá muito antes que na Terra. Sabemos que, com o decorrer do tempo, o anel da vida zona temperada onde a vida é possível caminha para mais perto do Sol. Assim como a Terra, Phaeton esteve próximo á região central deste anel e teve condições de sustentar vida''.

Vieram de Phaeton os deuses astronautas?

Ele parou para dar maior ênfase às suas palavras. Obviamente, o que desejava dizer é que Zavaritsky não apenas acreditou na existência de vida em Phaeton, como também que seus humanóides, bastante semelhantes ao homem, iniciaram sua civilização muito antes da nossa. Se esta dedução estiver certa, a civilização deste planeta era muito mais avançada que a nossa quando ele explodiu.
''Infelizmente, antes que conseguisse uma prova irrefutável da existência e destruição deste planeta, o professor Zavaritsky morreu. Suas descobertas, em grande parte, morreram com ele. Investigamos seus papéis mas não encontrames nada. Sua morte foi uma perda imensa, pois pensamos que sua teoria era viável e poderia ter servido de base para pesquisas futuras''. Sacudiu a cabeça e continuou: ''não sabemos ao certo, mas talvez ao morrer ele já tivesse uma resposta. Qual a causa da destruição? O que ocorreu? Pensamos que tudo isto não se tenha passado há mais de um milhão de anos. Todos concordam que a maior probabilidade é que as respostas sejam encontradas nos meteoritos. Será que esta última descoberta nos permitirá resolver o enigma'''

“Gostariam de respostas mais positivas? '', perguntou nos. ''Então conversem com o professor Zigel. Ele pode falar de outros aspectos''.

Na tarde seguinte encontramo nos com Zigel, no apartamento de AÌeksandr Kazantsev. O motivo da reunião no apartamento de Aleksandr é simples: os dois são amigos, estão juntos na mesma pesquisa e têm as mesmas idéias. Krinov duvida, eles não. Acreditam na existência de Phaeton, em sua desintegração, e mais: pensam que o que lá ocorreu é um aviso doloroso e atemorizante para a Terra.

''A vida e a morte de Phaeron explicam muito do que está escrito nestes livros'', falou Kazantsev, e mostrou inúmeros livros, a maioria em russo. Eram traduções de obras antigas, a maioria delas sobre lendas, mitologia e paleontologia. ''Mas não perderemos nosso tempo com eles'', continuou, ''homens como Erich von Daniken já escreveram o suficiente sobre visitantes de outros mundos e o que, aparentemente, deixaram para a meditação das gerações futuras. O que esqueceram se desconsiderar é que muitos destes visitantes vieram de Phaeton. Estou certo disto. E mais: não vieram aqui porque tivessem vontade. Vieram apenas quando não tinham mais para onde ir, pois por explorações anteriores sabiam que a Terra era um lugar primitivo e desagradável, ainda num estágio inicial de desenvolvimento”.

Zigel não queria que gravássemos a conversa e não gostava que tomássemos nota do que diziam. Parecia surpreso guando perguntou se não sabíamos decorar. ''Sabemos'', foi nossa resposta, e então procuramos reproduzir suas palawas da melhor maneira possível.

''Phaeton desintegrou se devido a uma série de explosões produzidas em sua crosta. Se fossem de origem vulcânica, teriam se originado em seu interior e os fragmentos seriam lançados em todas as direções, terminando por ficarem numa órbita elíptica ao redor do sol.''

''Existe, ainda, uma outra possibilidade: colisão no espaço. Apesar de muito improváveis, colisões capazes de destruir um planeta como a Terra são possíveis. O que importa, entretanto, é que uma colisão de frente ou mesmo num determinado ângulo teria arremessado os fragmentos a uma órbita oblonga, ainda mais longínqua que a causada por erupções vulcânicas. Por outro lado, se o planeta rompeu se pelo lodo externo, através da crosta, os fragmentos permaneceriam numa órbita quase circular''.

''Qualquer astrônomo dirá que o anel de asteróides tem uma órbita circular, quase idêntica á da Terra e dos demais planetas de nosso sistema solar. Ou seja, ele é nada mais que a órbita do planeta desaparecido! A causa da destruição foi uma força na superfície, aplicada lateralmente.''

Origem do fim: talvez uma guerra nuclear

As tectitas encontradas no deserto de Karakum são um excelente indício da validade desta teoria, segundo Zigel, pois lembram a lava vítrea observada após explosões nucleares realizadas na superfície da Terra.

Recentemente, descobriram se tectitas depois que o forno termonuclear soviético Tokomak 10 foi aceso – na época ele era o maior do mundo, mas ainda num estágio experimental. As temperaturas que produziram as tectitas terrestres eram superiores a cem milhões de graus. Quando foram comparadas com as vindas do espaço, não restou dúvida de que também estas eram de origem termonuclear.

''Esta é uma prova importante para nós, desde que nossos oponentes dizem que as tectitas são um subproduto dos meteoritos que penetram em nossa atmosfera e chegam à Terra com uma velocidade tão grande que, no impacto, geram tais temperaturas. Sabemos que a temperatura gerada por um impacto jamais foi superior a duzentos mil graus centígrados''.

Fez uma pausa e continuou: ''Procuramos fabricar tectitas artificialmente, usando esta temperatura. As que conseguimos eram totalmente diferentes das outras. É bastante provável a hipótese da explosão termonuclear. Nada mais poderia ter causado efeitos tão desastrosos. Se isto for certo, também o será o que vem depois. Primeiro: uma explosão termonuclear. Segundo: uma reação em cadeia que envolveu outras fontes de forças termonucleares. Terceiro: explosão oceânica e conseqüente ruptura da crosta''.

A possibilidade de os oceanos explodirem há muito deixou de ser fantasia dos escritores de ficção científica. Os cientistas atômicos admitem que a uma temperatura de centenas de milhões de graus a água transforma se num combustível semelhante ao que dá potência á bomba de hidrogénio. Zigel continuou: ''Deduzimos que, com a crosta destruída, o planeta continuou a desintegrar se até que, finalmente, restaram apenas fragmentos''.

''Conclusões: a reação em cadeia em Phaeton não foi natural, mas sim deflagrada. Uma vez iniciada, escapou aos controles. Esta força era de origem homem humanóide. Não há outra explicação. Os homens da espécie que habitava este planeta pertenciam a uma civilização avançada e causaram sua própria destruição, talvez, numa guerra termonuclear. Apesar de não excluirmos a possibilidade de um acidente, achamos que a origem foi tecnológica''.

Imaginávamos Zigel numa palestra científica. Falava sem consultar apontamentos e era claro e preciso, escolhia cada palavra. Debruçou se sobre a cadeira e prosseguiu: ''Quando nossos astronautas forem a Marte ou além dele, poderão investigar o anel de asteróides, numa tentativa de descobrir sinais de vida inteligente no planeta extinto. Ceres, Palas e Vesta, os maiores asteróides, com diâmetros de 300 a 700 quilômetros, podem servir de base para investigações mais profundas. Para a arqueologia espacial, os asteróides menores pedaços da crosta do planeta têm maior importância. Algum dia os astronautas os seus e os nossos irão até lá e saberão o que procurar. Voltarão com as primeiras descobertas sobre esta civilização desaparecida. Então, o estudo do planeta Phaeton será levado a sério em todo o mundo''.

Conheceram a Terra habitada por dinossauros

''Logicamente, ainda temos muito que caminhar. Até lá, teremos de satisfazer nos com os fragmentos que caíram na Terra: os meteoritos de ferro que segundo o professor Zavaritsky formavam o núcleo de Phaeton, os meteoritos de rochas da crosta, os de rocha e ferro da capa, os de pedra calcária, pedra porre e outras substâncias que incluem ligas de cobre, chumbo e zinco da superfície. Não são o suficiente para determinar a existência e a extinção de uma civilização avançada, mas são o bastante para provar a existência de alguma forma de vida''.

Sua explicação encantava nos, mas era tarde e a noite aproximava se. Nosso anfitrião ofereceu nos uma garrafa de conhaque da Geórgia e uma caixa de chocolates de Riga. Então, disse nos: ''Saudemos Phaeton. Façamos votos para que o mistério logo termine''. Zigel deu um sorriso acanhado, levantou seu copo e, polidamente, tomou um gole.

Combinamos voltar no dia seguinte para ouvirmos o que Kazantsev tinha a dizer nos. Zigel avisou: ''Preparem se!'' Voltamos não apenas no dia seguinte, como ainda mais duas vezes. A cada visita Kazantsev falava de coisas mais fascinantes não somente sobre os habitantes de Phaeton, mas também sobre como estariam ligados a este planeta alguns fenômenos não explicados de nossa história: os lugares e os fragmentos descobertos por nossos arqueólogos e a descrição de supostas guerras atômicas contidas em antigos manuscritos ocidentais e orientais. Kazantsev pensa que Phaeton foi inteiramente destruído. Não houve sobreviventes na face deste planeta que, simplesmente, partiu se. Na época da explosão a civilização desapareceu, mas deixou alguns de seus membros que viajaram pelo espaço.

''Como falamos de uma civilização com altos conhecimentos termonucleares supomos que também suas explorações espaciais estivessem mais adiantadas que as nossas. Suas espaçonaves podiam navegar pelo sistema solar e concentravam suas investigações no anel da vida, ou seja na temperada onde estão Vênus, Marte e a Terra. Acredito que soubessem que estes três planetas eram os apropriados para uma vida como a Phaeton”.

“Tendo certeza que estes astronautas presenciaram a destruição de seu planeta. Não tinham para onde voltar e, aspelo menos alguns devem ter conceguido chegar à Terra. O resto pereceu. Isto pode explicar as antigas lendas de deuses que chegaram em carros de fogo que foram preservadas e transmitidas por historiadores da antigúidade, entre eles Plutarco. Daniken, que me visitou antes de publicar Eram os Deuses os Astronáutas disse ter descoberto indicios de visitas extraterrestres em diversas partes do mundo dos Andes á Ilha de Páscoa e até à China.''

Kazantsev pensa que as setecentas e dezesseis chapas de pedra descobertas pelos chineses na fronteira sino-tibetana foram abandonadas por uma tribo cujos ancestrais eram extraterres. De acordo com um arqueólogo chinês, que diz ter decifrado parte das mensagens nelas inscritas, a tribo extinguiu se. Eram humanóides e não conseguiram adaptar se ao ambiente terrestre. ''Apesar de parecer fantástico'' - disse Kazantsev, - “não devemos despresar esta hipótese. As naves espaciais de Phaeton podem ter aterrissado naquele local. Tinham ferramentas e armas e podemos concluir que algumas pousaram intactas. Após o pouso, não havia como retornar. Eles podem ter estabelecido uma colônia de habitantes das cavernas, conscientes de que esta era a única possibilidade de sobrevivência.''

''A questão principal é a seguinte: seria seu equipamento adequado para o estabelecimento de uma colônia numa época em que a Terra ainda era habitada por enormes monstros, anteriores a nossa existência? Como sobreviveriam? Se Zavaritsky estava certo, as condições de Phaeton na ocasião da destruição eram semelhantes ás da Terra de hoje: o ar, a água e a gravidade eram parecidos. Tinham, portanto, condições de originarem um homo sapiens como nós. Não eram homenzinhos verdes com três olhos, e muito menos gigantes. Sua estatura não pode ter sido mais que duas vezes a nossa. Afinal, nós mesmos somos um terço maiores que nossos antepassados de dois mil anos atrás. Saberiam defender se? Imaginamos que de uma maneira ou de outra tenham no conseguido. Entretanto, algumas gerações mais tarde, pereceram''.

Ele falava com autoridade, mostrando que não especulava. Gastou anos pesquisando esta teoria. ''Ainda não temos indícios da época em que ocorreu a destruição. Acreditamos que tenha sido entre quinhentos mil a um milhão de anos. Este período coincide com o aparecimento do homem de Neanderthal, não muito antes de surgir o criativo Cro Magnnn. Aceitando que os descendentes de Phaeton tenham vivido no mínimo há quinhentos mil anos, pode se pensar que construíram uma ponte entre o homem primitivo e o pensante, talvez para ajudá lo, educá lo, deixando o com histórias de deuses vindos do céu em carros de fogo e lendas de guerras atômicas não na Terra, mas em Phaeton. Assim, apesar do desaparecimento dos descendentes dos extraterrestres, as lendas continuaram vivas.''

Estatuetas de Honshu: uma prova a mais

''Se isto ocorreu e creio que sim, os pedaços do quebra cabeças encaixam se nos lugares certos. De repente, as pinturas primitivas nas rochas perto de Fergana, no Usbequistâo soviético, que mostram figuras com típicas vestimentas espaciais, começam a fazer sentido tanto quanto as estatuetas de barro dos deuses astronautas de Honshu, que datam do período em que o Japão era habitado pelo ainos povo da era paleolítica e foram encontradas em suas sepulturas. Assemelham se a formas humanas vestidas de astronautas com capacete, roupas e sapatos espaciais. O capacete, com os óculos protetores, esta preso ao traje espacial de uma forma semelhante à usada nos dias de hoje.''

''Existem botões nas mangas e a parte ''fêmea'' deles encontra se abaixo dos ombros e atrás do capacete. Há, ainda, uma caixa de equipamentos com tomadas talvez para linhas de comunicação e vida. Ao invés de luvas, usam mangas muito compridas que terminam em aparelhos semelhantes a nossos manipuladores eletrônicos atuais, que são operados por dentro da manga. Só puderam ser comparados, até agora, com astronautas. Obviamente, estas vestimentas se desgastariam no decorrer de uma viagem de muitos anos luz, se pertencessem a planetas de outros sistemas solares. Mas são as que usaríamos se fôssemos explorar Marte. Assim, só podem ter vindo de Phaeton!''

Há quinze anos, quando ainda pensávamos em astronautas vindos de qualquer parte do universo, Kazantsev escreveu uma monografia sobre as figuras de Honshu. Quando foi impressa no Japão, ele recebeu uma caixa com cinco exemplares. Dentro dela, também estava uma das figurinhas. O recado de um arqueólogo japonês dizia que não havia ninguém mais qualificado para ficar com elas. Mais tarde, recebeu outras quatro.

Antes de deixarmos Moscou, visitamos Kazantsev pela última vez, atendendo a um convite especial. Ele levounos a um santuário particular uma sala onde ainda não havíamos penetrado. Lá estavam as cinco figuras de Honshu. Eram quase idênticas, e variavam de cinco a quinze centímetros de altura. Disse que tinham cerca de oito mil e quinhentos anos, segundo testes com Carbono 14. Sem dúvida, eram autênticas. Pouco depois, surgiu o professor Zigel, que viera desejar nos bon voyage.

Perguntamos se concordava com Kazantsev que as estatuetas representavam astronautas vindos do espaço, relembrados pelos homos sapiens, responsáveis pela transmissão de sua história em forma de lenda de uma geração para outra até a época em que o homem, ao alcançar o estágio em que desenvolveu suas faculdades artisticas, pôde preservar as lendas em imagens de barro, pedra e bronze.

''Sim'', respondeu sem hesitar. ''Estas estatuetas parecem confirmar a tese de Zavaritsky de que a vida em Phaeton era semelhante à terrestre, dentro de nossos limites de calor, água, densidade do ar e conteúdo de oxigénio. Em razão disto, este tipo de vida produziria humanóides semelhantes à forma humana. Ou melhor, como parecem ter vindo primeiro, pode se dizer que o homem tomou sua forma. Mas, de qualquer maneira, o importante é que a humanidade se cuide, para que não terminemos como eles.''

Fonte: www.imagick.org.br

sábado, 6 de novembro de 2010

A ONDA


- Os vampiros invadiram a cidade!!!
-Que raio de conversa é essa?
-Não é nada, não. – É apenas o meu próximo Best-seller.
-Puxa vida! Mas a onda agora é escrever sobre anjos.
-Ah! É verdade, sendo assim: - Os anjos invadiram a cidade!!!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Persistência

Uns dez anos atrás eu conheci um administrador de empresa e ele me dizia: -Nós somos bons pra começar.

E é a mais pura realidade. Quantos projetos nós começamos e nunca demos fim?

Vou citar os meus:
- Um sistema completo para eu poder revender e me livrar do patrão. (E olha que eu trabalho profissionalmente como programador a pelo menos 15 anos!)
-Meu livro “Vida Renovada” que comecei em 2008 e não terminei.
-Meu blog que eu fiquei meses sem atualizar.
-O Cruzeiro que eu prometi pra minha esposa em 2005 que sempre fica pro próximo ano, porque sempre tenho muito trabalho.
-Minhas amizades que eu não dou continuidade.

E outras coisas que eu não me lembro mais, eu conversei com alguns amigos e eles falam:
-Ah meu curso de inglês e espanhol.
-Ah minha pós.
-Ah minha academia.

Por que será que somos bons pra começar e péssimos pra terminar?

Talvez seja a acomodação, eu sempre fiquei confortável no meu emprego e nunca dei importância para as outras coisas.

Tempo sempre há, este mesmo gestor disse:
Temos tempo para tudo, basta nos organizarmos, faça seu gerenciamento de tempo, coloque-o assim:

06:30h – Hora de Levantar
07:30h – Hora de sair Para Trabalhar.
08:00h – Começa o expediente.
12:00h – Almoçar
12:30h – Fazer uma fezinha na casa lotérica
13:00h – Segundo tempo do expediente.
17:00h – Começo da hora extra
18:30h – Trânsito pra voltar pra casa
19:00h – Tomar banho e jantar
19:45h – Brincar com a filhota
20:30h – Ouvir a mulher reclamar que você não faz nada.
20:45h – Tempo de escrever uma poesia
21:45h – Assistir televisão
23:00h – Se a mulher tiver disposta, fazer um amorzinho básico
23:30h - Assaltar a geladeira e escovar os dentes
00:00h – Hora de dormir

Viu como é fácil organizar sua vida, mas ai pensei: - Puxa vida isso parece um programa de computador que eu escrevo:

IF for 6:30h e não estiver indisposto faça
    Escovar os Dentes
    Higiene
    Banho
    Tomar café
    Trocar de roupa
    Próxima Rotina
End IF

Sei lá amigos, talvez parte do sucesso esteja ai: Você torna-se um robozinho fazendo tudo certinho com persistência e isso são para poucos.

Se é bom ou mal eu não sei, mas penso que devemos ter uma organização, uma persistência, mas sempre é importante as emoções fluírem para que não nos tornemos robôs, mas sim seres-humanos melhores.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

No Coração da Poesia

O ocaso não aconteceu naquele dia.
Minha face estampa medos meus.
De ver a criança louca que sorria.
Da fúria irredimível do louco Zeus.

A natureza está toda em desarmonia.
Ela cobra a conta desses fariseus.
Um mendigo de dentes podres sorria.
Do castigo irremediável de Deus.

Declamei sério no coração da poesia.
Pois guardarei todos os versos meus.
Para ninguém se esquecer deste dia
Em que o moderno foi para os museus.
E da esperança nova que a noite trazia.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dimensão



Posso ver as cores da alma.
Estou a milhões de anos luz.
Estou armando minha trama.

O despertar me entristece.
Pois volto para o mundo vil.
Mas me alegro quando anoitece.

Faço a pintura do seu intimo.
E numa poesia, de ti me aproximo.
 
BlogBlogs.Com.Br diHITT - Notícias