Recados e Novidades

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Para troca de livros:

Projeto Palavras Cruzadas:

"Já é vender a alma não saber contentá-la." Albert Camus - O Mito de Sísifo.

O projeto 'Palavras Cruzadas' promove encontros mensais (segundo sábado de cada mês) em que são lidos e discutidos trechos de obras importantes da literatura e filosofia surgidas à partir do século XX.

No encontro do dia 13/07 o livro utilizado será 'O Mito de Sísifo' de Albert Camus.

O evento começa às 15h30min.

A coordenação é de Vanessa Molnar, historiadora (USP) e escritora e Fábio Donaire, estudante do Bacharelado em Ciências e Humanidades (UFABC). Estamos localizados na Rua Professor José Franco, 166 – Bangu (a 10min da UFABC de Santo André, na rua do restaurante Frangasso).

A entrada é franca.


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Transhumanismo



Mensagem enviada de algum lugar da via-láctea por: Viajante das Estrelas para Mariane...
Você se lembra do verão de 1989? Você disse que eu estava louco e falou para minha mãe me internar, passado vinte anos terráqueos, você ainda custa a acreditar e antes de qualquer coisa, eu queria dizer que eu estou feliz e espero que esteja feliz também.

Eu te disse que ia pegar aquela espaçonave e só voltaria depois que eu achasse a formula da vida eterna, conforme a última correspondência que te mandei, estou bem próximo disso, porém não sei se tem alguma vantagem nisso, enfim quem é que sabe?

Fiquei um tempo fora do objetivo inicial, pois há muita diversão aqui fora, diferente daí. Há modismos aqui também, porém são mais variados e para todos os gostos e eu um humano cheio de vida não pude resistir.

Confesso que até esqueci por completo essa história de vida eterna, mas numa dessas diversões encontrei um ciborg, que fora alguma coisa de carne e osso num passado distante, e me levou ao planeta das máquinas na constelação de Cão Maior, onde fiz uns upgrades em meu corpo:

Troquei minhas pernas, mãos, tronco e ossos por ligas metálicas ultra-resistentes de um material que nem existe ai na Terra e guardei minhas memórias num HD de infinitos yotabytes, substituindo meu cérebro.

Inclusive fiz um backup de minhas memórias num datacenter em Sirius, até tirei algumas memórias desagradáveis, pois caso me ocorra alguma tragédia, farei o restore de minhas memórias noutra matriz, só perderia, talvez um ou dois anos de memórias.

O legal de tudo isso é que eles fizeram tudo de graça, pois dinheiro para ciborgs num é nada e caso me acontece alguma coisa, eles mesmos se encarregam de me ressuscitar.

Mas minha doce amiga, realmente não sei se isso é vida, pois perdi muito dos meus sentimentos que me deixava humano, eu nunca mais chorei ou ri, diferente de você que deve estar cheia de coisas românticas e tristes para contar, mas enfim isso é uma opção que fiz e se eu quiser, posso findar com tudo isso.

Daqui a trinta anos eu voltarei para a Terra para te visitar, pois estou a muitos anos-luz de você.

Eu sei que não vou encontrar mais uma jovem linda e atraente, mas sim uma senhora de cabelos grisalhos, e é bem provável que nem se lembre de mim, pois eu estarei sem feições no rosto devido às ligas metálicas, talvez eu nem entenda mais o objetivo da minha viagem, mas estarei ai, pois eu me programei para tal.

E se estivermos lúcidos, então concluiremos:

-Qual foi a melhor vida?

“Envelhecer e morrer cheio de amores e tristezas ou ser quase eterno no tempo sem emoções para sentir?”

sábado, 28 de novembro de 2009

A Teoria da Terra Oca

Fonte: Pela Internet


Esta teoria afirma que a Terra é oca e possui aberturas nos pólos. Além disso, uma civilização avançada, chamada Agartha, existiria dentro dela. Entre o seu povo existiriam avançados mestres espirituais e tecnológicos, que às vezes fariam investidas na atmosfera em seus OVNIs.

No final do século XVII, o astrônomo britânico Edmund Halley propôs que a Terra consistiria de quatro esferas concêntricas e ''também sugeriu que o interior do planeta seria povoado por seres vivos, e iluminado por uma atmosfera luminosa. Achava que a aurora boreal, ou luzes do norte, eram causadas pelo escape desse gás através de uma fina crosta nos pólos.''*

No início do século XIX, John Symmes (falecido em 1829), um excêntrico veterano da guerra de 1812, promoveu tão amplamente a idéia das esferas concêntricas interiores, que a suposta abertura para o mundo interior recebeu o nome de ''Buraco de Symmes.''* Em Hamilton, Ohio, seu filho erigiu um monumento com um modelo em pedra da terra oca, para imortalizar a incessante campanha de seu pai por uma expedição ao Polo Norte, a fim de encontrar a entrada para o mundo inferior. Martin Gardner escreveu que ''Foi preciso o vôo de Byrd sobre o Polo Norte para que se desse um golpe de morte no 'Buraco de Symmes'''(Gardner, 41, 1957). No entanto, defensores que se seguiram creditam ao Almirante Byrd o feito de ter na verdade entrado na terra oca em ambos os pólos!* Essa estranha crença parece não ser baseada em nada mais que o fato de que Byrd tenha se referido à Antártida como ''A Terra do Mistério Eterno'' e escrito certa vez: ''Eu gostaria de ver aquelas terras além do Polo (Norte). Aquela área além do Polo é o Centro do Grande Desconhecido.'' Indícios como esses aparentemente são o suficiente para o cientista alternativo.

Júlio Verne escreveu Viagem ao Centro da Terra em 1864, e Edgar Rice Burroughs (1875-1950), criador das Aventuras Marcianas e Tarzã dos Macacos, também escreveu romances baseados na terra oca. As lendas muitas vezes acendem a imaginação dos escritores de ficção, e a ficção muitas vezes acende a imaginação dos pseudocientistas.




Em 1869, Cyrus Reed Teed, herbalista e auto-proclamado alquimista, teve uma visão de uma mulher que lhe disse que estávamos vivendo no interior da Terra oca. Por quase quarenta anos, Teed promoveu suas idéias em panfletos e discursos. Chegou a fundar um culto chamado de Koreshans (Koresh é o equivalente em hebraico de Ciro).

Em 1906, William Reed publicou The Phantom of the Poles (O Fantasma dos Pólos), em que afirmou que ninguém teria encontrado o polo norte ou sul porque eles não existem. Em lugar disso, os polos seriam entradas para a terra oca.* Em 1913, Marshall B. Gardner publicou pessoalmente Journey to the Earth's Interior (Viagem ao Interior da Terra), no qual rejeita a idéia das esferas concêntricas mas jura que, dentro da terra oca, existiria um sol com 960 km de diâmetro. Gardner, além disso, afirmou que haviam grandes buracos de 1.600 km de largura nos polos. Byrd voou sobre o polo norte em 1926, e sobre o polo sul em 1929, mas não viu essas entradas para o mundo inferior. É inútil argumentar usando esse fato, ou mostrar aos adeptos da terra oca fotos de satélite que não mostram nenhum buraco nos pólos. Eles têm certeza de que existe uma conspiração do governo para acobertar a verdade.*

Nos anos 40, Ray Palmer, co-fundador de FATE (Destino), Flying Saucers from Other Worlds (Discos Voadores de Outros Mundos), Search (Procura), The Hidden World (O Mundo Oculto), e muitas outras publicações sensacionalistas, juntou-se a Richard Shaver para criar o Mistério de Shaver, uma lenda sobre o mundo de pessoas da terra oca e uma avançada civilização. Shaver chegou a afirmar ter vivido com o povo da Terra interior. Segundo Richard Toronto, o FBI culpou Palmer e Shaver por tramar uma ''histeria de discos voadores'' em 1947, tornando os dois os verdadeiros pais fundadores da Ufologia moderna.*


A crença numa Terra oca teve alguns adeptos na Alemanha Nazista. Há até mesmo uma lenda segundo a qual Hitler e seus conselheiros chefes teriam escapado nos últimos dias do Terceiro Reich passando pela abertura do polo sul.

Em 1964, Raymond W. Bernard, esotérico e líder dos Rosacruzes publicou The Hollow Earth - The Greatest Geographical Discovery in History Made by Admiral Richard E. Byrd in the Mysterious Land Beyond the Poles - The True Origin of the Flying Saucers (A Terra Oca - A Maior Descoberta Geográfica da História, Feita Pelo Almirante Richard E. Byrd na Misteriosa Terra Além dos Pólos - A Verdadeira Origem dos Discos Voadores). O livro está fora de catálogo, mas disponível na Internet. Bernard também é autor de Flying Saucers from the Earth's Interior (Discos Voadores do Interior da Terra). Seu nome verdadeiro era Walter Seigmeister. Sua dissertação de doutorado foi intitulada ''Theory and Practice of Dr. Rudolf Steiner's Pedagogy'' (Teoria e Prática da Pedagogia de Rudolf Steiner) (New York University, 1932). Em Letters from Nowhere (Cartas de Lugar Nenhum), Bernard afirma ter estado em contato com grandes místicos em ashrams secretos e com Grandes Lamas no Tibete. Foi, em resumo, mais um Gurdjieff. O Dr. Bernard ''morreu de pneumonia em 10 de setembro de 1965, enquanto procurava as aberturas dos túneis para o interior da Terra, na América do Sul.''* Bernard parece ter aceito todas as lendas já associadas com a idéia da Terra oca, inclusive as de que os Esquimós teriam se originado dentro da Terra e que uma civilização avançada moraria ainda lá dentro, colocando seus OVNIs em movimento para investidas ocasionais pelo ar rarefeito. Bernard aceita sem questionar até mesmo a alegação de Shaver de que teria aprendido o segredo da relatividade antes de Einstein, através do povo da Terra Oca.

Para finalizar, Diane Robbins recebeu uma iluminação e afirma que ADAMA recebe mensagens telepáticas de Telos, uma cidade que ficaria sob o monte Shasta no norte da Califórnia, que seriam canalizadas por Lailel e fornecem todo tipo de mensagens maravilhosas sobre paz e prosperidade perpétuas. Você pode ler sobre isso online ou pode encomendar ''The Call Goes Out from the Subterranean City of Telos'' (A Chamada Sai da Cidade Subterrânea de Telos) por US$20 mais despesas postais. Parece um preço baixo para tanta sabedoria esotérica. Realmente nasce um trouxa a cada minuto

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

David Bowie - Parte 3 - Ziggy Stardust



Bom amigos, agora iremos conhecer Ziggy Stardust e toda a lenda envolta dele, essa canção fala de toda beleza de Ziggy, seus gostos, é também uma alusão a todo movimento glam que existia na Inglaterra em 1973, eu peguei no Wikipedia algumas curiosidades a respeito dessa música:

Existem boatos de que o nome Ziggy tenha vindo de Iggy Pop (amigo de Bowie) e/ou Twiggy (modelo, também amiga de Bowie) e de que Bob Marley escolheu o nome do seu filho (Ziggy Marley) por causa dessa música. Não é a toa que músicos como Billy Corgan (Smashing Pumpkins) e o eletrônico Moby (DJ novaiorquino premiado pela Billboard) reverenciam Bowie por sua obra.

 
Sem mais delongas, vamos ao show!!!!

Ziggy played guitar,
jamming good with Weird and Gilly
And the spiders from Mars.
He played it left hand,
But made it too far,
Became the special man,
then we were Ziggy's band.
Ziggy really sang,
screwed up eyes and screwed down hairdo
Like some cat from Japan,
he could lick 'em by smiling
He could leave 'em to hang
Came on so loaded man,
well hung and snow white tan.
So where were the spiders while
the fly tried to break our balls
Just the beer light to guide us,
So we bitched about his fans and
should we crush his sweet hands?
Ziggy played for time,
Jiving us that we were voodoo
The kids were just crass,
he was the nazz
With God given ass
He took it all too far but
boy could he play guitar.
Making love with his ego
Ziggy sucked up into his mind
Like a leper messiah
When the kids had killed the man
I had to break up the band.
Ziggy played gui...tar
Ziggy tocava guitarra
Improvisando com Weird e Gilly
E as Aranhas de Marte
Ele era canhoto
Mas foi além do limite
Tornou-se um homem especial
Então éramos a banda de Ziggy
Ziggy realmente cantava
revirando os olhos e desmanchando o penteado
Como um gato do japão
Ele podia derrotá-los pelo sorriso
Ele podia deixá-los pendurados
Um homem tão carregado
Indeciso e sem bronzedo
Então onde estavam as aranhas
A mosca tentava acabar com nossa coragem?
Apenas o luminoso da cerveja a nos guiar
Então gozamos de seus fãs
Poderíamos apertar suas doces mãos?
Ziggy tocou muito tempo
nos dizendo que éramos vodus
As crianças foram grosseiras
Ele era o nazista
Com deus dando as costas
Mas ele levou tudo muito longe
Garoto, ele podia tocar guitarra
Fazendo amor com seu ego
Ziggy sugou em sua mente
Como um messias leproso
Quando as crianças mataram o homem
Eu tive que acabar com a banda
Ziggy tocava guitarra



Cabeça na Lua!


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Jazz!!!


Quando foi que eu comecei a gostar de jazz?
Não me lembro à data exata, mas me lembro onde foi.

Uma Big Band tocava, eu achava que jazz era música arrastada, mas não era bem assim, te vi no piano, meus olhos não desgrudava de ti, a ponto de você descer do palco e me perguntar, toda bravinha:
-Por acaso você perdeu alguma coisa?
Eu que sou sujeito tímido, naquele dia estava diferente, talvez a vodka tivesse fazendo seus efeitos e respondi descaradamente:
-Perdi sim! Perdi meu coração que está em tuas mãos!

Não podendo resistir a meus encantos, você sentou-se a mesa com seu vestido preto que ia até os joelhos, me atiçando a imaginação, pois eu podia ver o contorno de suas coxas e tua cintura perfeitamente adornada e o decote que valorizavam seus lindos seios.

Falamos de tantas coisas naquela noite, falamos de Ogres, de Blues, de Arquivo X, de poesias de amor, do desenho do pica-pau, de Chico Buarque e até do Big Brother.

Depois que não houve mais assuntos, ficamos a ouvir um jazz romântico, coloquei a mão nos teus ombros, por baixo da alça do vestido e num olhar de entrega, te beijei como nunca havia beijado alguém, meu Deus, eu nunca beijei alguém assim.

Acariciei todo seu corpo e me perdi no tempo, nos teus sussurros e finalmente terminamos a noite como Apolo e Venus e dormimos cansados de tanto amor que fizemos.

Ao amanhecer você não estava lá, quando olhei no banheiro, não acreditei no que estava escrito de batom vermelho no espelho, como Arrigo Barnabé você escreveu:

“Tchau trouxa! Foi bom!”

Deu-me tamanho desespero, mas vi o seu bilhete na mesa da cozinha e percebi que aquilo foi apenas uma brincadeira, tanto que no domingo à tarde, eu te encontrei no parque e debaixo de uma chuva torrencial, nos abraçamos e nos beijamos.

E lá se foram 12 anos e aqui estamos nós, sempre juntos, sempre fazendo loucuras ao som de um Jazz.


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Inerente Jeito



Você é a correnteza morna da montanha.
A fonte que alimenta a beleza da natureza.
O presente que me destes vindo da cegonha.
É um furor incontido de alegria e de beleza.

A primavera é que abre os botões de flor.
Você abriu meu coração de infinito amor.
Cachoeiras torrenciais caem do meu peito.
Agora a natureza viverá do seu inerente jeito.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pessoas Estranhas


Há pessoas estranhas, hipnotizadas pela caixa retangular que emite figuras coloridas, encravadas na mente, deixando-as sem personalidades e sem opinião.

Um homem chamado Desalienado, resolve caçar essas pessoas

E quando chega a noite vai se esgueirando pelos postes da rua escura e captura, sem dificuldades, um dos zumbis levando-o para seu covil.

Sem nenhuma culpa pega a serra elétrica e abre a cabeça do zumbi.

E entre sangue e miolos um som estranho de plin plin ecoa no ar, Desalienado ainda estava tentando entender o que acontecia e uma voz, forte e brava, ecoa da cabeça aberta que jorrava sangue, gritava:

-Ou dá ou Desce!

Então Desalienado caminha para a sala e encontra a caixa retangular, e sem vontade própria aperta o botão e pára ali de frente.

E fica assim para todo o sempre e seu nome a partir desse dia é:

ALIENADO!!!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Materia do Espaço aberto sobre SCi-fi

Entenda porque é difícil o genero ficção cientíca no Brasil:

A Formação da Lua



Numa pequena cidadela.
Num tempo bem remoto.
Viveu uma linda donzela.

Quando vieram os marcianos.
Quiseram a todos destruir.
Mas evitaram tais danos.

Pois levaram a donzela toda nua.
Numa bóia espacial e ela virou a lua.

sábado, 21 de novembro de 2009

Aos meus amigos internautas



Este post é uma idéia que tive que dever agradar a todos, porém antes eu queria relatar minha experiência como blogueiro e escritor.

Sempre tive o sonho de ser um escritor profissional, não só para escrever livros, mas também roteiros de seriados, filmes, teatros, novelas e etc., então depois de 10 anos e muitos escritos, resolvi mostrá-los ao mundo.

Percebi que até é simples publicar um livro, tive alguns poemas e contos divulgados em algumas coletâneas, principalmente pela Br Letras, que talvez seja a única editora a dar oportunidade aos novos escritores, sem cobrar um centavo.

Com certa quantia de dinheiro você consegue publicar, mas o mais difícil é a divulgação.

Então num primeiro momento, pensei:

“Vou fazer um blog!”

E eis ele aqui, a idéia original era publicar alguns textos objetivando as editoras, porém não aconteceu nada de importante, apenas convites para publicar os textos, no qual você entrava com toda a grana e eles com nada, nem mesmo um mínimo de divulgação, ou seja, se desse errado o prejuízo é todo seu, se desse certo dividimos o lucro.

Depois eu conheci as editoras “on demand”, já que era pra fazer uma publicação independente tem que ser algo que me dê alguma vantagem, e gostei muito da idéia e ano que vem vou publicar meu primeiro livro solo e com algum mínimo de divulgação. (Num próximo post eu ensinarei o caminho das pedras).

Junto com isso resolvi ativar este blog de uma maneira mais pessoal, devo abrir espaço para novos escritores, uma montagem de uma e-zine e etc.

Voltando ao blog, resolvi divulgá-lo mais, porém estou escolhendo pessoas que tenha algum interesse em comum, para deixá-lo num alto nível e nisso conheci muita gente legal.

Então a partir da semana que vem irei escrever sobre cada uma dessas pessoas que conheci, tanto aqui no blog, como no Recanto das Letras, será tipo uma biografia com o gosto das mesmas.

Então fiquem atentos que você pode aparecer aqui!!!!

Fiquem com Deus!

O Mistério dos Sumérios

Fonte: www.acasicos.com.br

Os primeiros registros dos sumérios remontam mais de 2.300 anos antes de nossa era. Sua origem ainda permanece desconhecida. O que sabemos no entanto, é que os Sumérios possuíam uma cultura superior, plenamente desenvolvida, a qual impunham aos semitas, em parte ainda bárbaros.

Quanto aos seus deuses, estes os procuravam nos cumes da montanhas, ou, quando não haviam montanhas onde se encontravam, faziam aterros formando morros artificiais.

Conhecimentos e Tecnologia


A astronomia suméria era extremamente avançada.

Seus observatórios eram capazes de obter cálculos do ciclo lunar que diferiam somente 0.4 segundos dos nossos cálculos atuais. Foi encontrado também, na colina de Kuyundjick (a antiga Nínive), um cálculo com impressionantes 15 casas, com resultado final igual a 195.955.200.000.000. Os gregos, no auge de seu saber, não se atreveram a ultrapassar o número 10.000, considerando tudo o que passasse deste valor como infinito.

Na cidade de Nipur, a 150 quilômetros de Bagdá, foi encontrada uma biblioteca sumeriana inteira, contendo cerca de 60.000 placas de barro com inscrições cuneiformes.

Suas tábulas de argila contém informações preciosas sobre o Sistema Solar. O mais impressionante são os dados sobre Plutão – planeta só (re)descoberto em 1930! Eles possuíam conhecimentos sobre o tamanho, composições químicas e físicas de Plutão e afirmavam que este era na verdade um satélite de Saturno que se “desprendeu” e ganhou nova órbita. A Lua era por eles chamada de “pote de chumbo” e diziam que seu núcleo era uma cabaça de ferro. Durante o programa Apollo, a NASA confirmou estes dados…

Idades Avançadas


Segundo os escritos cuneiformes encontrados, os sumérios conseguiram alcançar idades fantásticas. Segundo estes escritos, os dez primeiros reis governaram, no total, 456.000 anos e os vinte e três reis seguintes, 24.510 anos, 3 meses e 3 dias e meio – período o qual trouxe muitos aborrecimentos a estes reis, ocasionados pela era pós-dilúvio, tempo de reconstrução geral.

O Dilúvio Segundo os Sumérios: Influência Extraterrestre?

Reza um escrito cuneiforme sumério: “E depois veio o dilúvio e após o dilúvio a realeza tornou a descer mais uma vez do céu…”

Este trecho, de uma das placas encontradas, faz parte da mais antiga descrição do dilúvio que temos conhecimento. Mais antiga até que o poema épico de Gilgamés.

Na mais antiga das placas até hoje encontradas, o “Noé” dos sumerianos chamado Ziusudra, morava em Shuruppak e lá construiu sua arca. Os sumérios foram edificando ao longo dos séculos torres, pirâmides e casas com todo o conforto para seus “deuses” a quem ofereciam sacrifícios enquanto aguardavam o regresso – e a cada cem anos eles retornavam.

Seria possível que seres extraterrestres tivessem descido nesta região da terra, passado um pouco de seus conhecimentos para os sumérios e de tempos em tempos voltassem para saber como estavam seus “pupilos”? Isso explicaria a fantástica vida dos reis sumérios e sua incrível tecnologia.

Na tradução das placas de barro sumérias encontradas, diz-se que a Terra teve origem extraterrestre, através da colisão de dois corpos celestes. Parte dos destroços caíram aqui e no outro corpo celeste chamado Nibiru.

Os sumérios acreditavam que seus deuses vieram deste planeta – “o décimo segundo planeta” – que completa uma volta ao Sol a cada 3.600 anos.

A história diz ainda que após 35 milhões de anos, Nibiru corria risco de se acabar totalmente, então, como a Terra era o único planeta com condições favoráveis para a sua sobrevivência, fizeram misturas genéticas entre os primatas e a sua espécie. Esta mesma história conta que estes eram seres humanóides gigantes que, com o passar do tempo, misturaram-se com os humanos, gerando assim novas raças e etnias: os “filhos dos deuses”.

Estas plaquetas também contém advertências dos ET’s sobre as calamidades que o planeta iria passar. Segundo estas advertências, o planeta Nibiru passaria muito perto da Terra, fazendo com que a atração gravitacional dos dois planetas provocasse um cataclisma.

Investigando a mitologia sumeriana e algumas plaquetas e quadros acádicos, temos que os “deuses” sumerianos não tinham forma humana, e o símbolo de cada um dos deuses era invariavelmente ligado a uma estrela. Nos quadros acádicos, as estrelas estão reproduzidas assim como desenharíamos hoje. O singular porém, é que estas estrelas são rodeadas de planetas de diversos tamanhos. Como poderiam saber os sumérios que uma estrela possui planetas?

Os “Deuses” Sumerianos


Os deuses sumerianos correspondiam a estrelas / astros. Seu deus supremo, Marduk (Marte), segundo o que se sabe, teve construída em sua homenagem, uma estátua em ouro puro, de oitocentos talentos de peso; isso correspondia a uma imagem de 24 toneladas de ouro puro!

Ninurta (Sírio) era o juiz do Universo. Este pronunciava sentenças sobre os mortais. Há placas com inscrições dirigidas à Marte, Sírio e às Plêiades.

Suas descrições sobre as armas utilizadas por estes deuses para combater os inimigos, nos remontam a bomba atômica! Foram encontrados desenhos e até uma maquete de uma residência assemelhando-se a um abrigo anti-atômico pré-fabricado, redondo e tosco e com uma única entrada estranhamente emoldurada. Por que e como um povo de mais de 3 mil anos iria construir um abrigo anti-aéreo?

Curiosidades Encontradas nas Terras do Sumérios

- Em Geoy Tepe, desenhos espirais, uma raridade há 6 mil anos;
- Em Gar Kobeh, uma indústria de pederneiras, a qual se atribuem 4 mil anos de idade;
- Em Baradostian, achados idênticos com idade provável de 30 mil anos;
- Em Tepe Asiab, figuras, túmulos e instrumentos de pedra com data anterior a 13 mil anos passados;
- No mesmo local foram encontrados excrementos petrificados de origem desconhecida (não humana);
- Em Karim Schair encontraram-se buris e outras ferramentas;
- Em Barda Balka, foram desenterradas ferramentas e armas de pederneira;
- Na caverna de Schandiar foram encontrados esqueletos de homens adultos e de uma criança, que datam cerca de 47 mil anos, conforme avaliação realizada pelo processo de C-14.

Conclusão

Estas são somente algumas descobertas feitas no espaço geográfico de Súmer. Temos então que a cerca de 40 mil anos, na região de Súmer, vivia um aglomerado de seres humanos primitivos. De repente, por motivos até agora desconhecidos (ou não divulgados) pela nossa ciência, lá estavam os sumérios com sua astronomia, cultura e técnicas.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Solidão e Reflexão


É O FIM!



Um soco na boca foi o que recebi.
E isso p´ra mim pode ser o fim.
E que fim, pior eu poderia ter?
É o fim, p´ra não se ter mais fim.

Pessoas sem faces, feito marionetes.
Gritam e protestam contra o fim.
E que fim, melhor eu poderia ter?
É o fim, p´ra não se ter mais fim.

Eu vejo as cruzes daquele que choram.
Eles clamam, esperando o fim.
E que fim, para aonde eu irei?
É o fim, p´ra não se ter mais fim.

Todos constróem, todos destróem.
Achamos que somos eternos no tempo.
Mas o fim, um dia nós encontraremos.
É o fim, p´ra não se ter mais fim.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O meu dia no escritório



Qualquer semelhança não é mera coincidência.

David Bowie - Parte 2 - Life on Mars?

Continuando nossa resenha sobre os músicos que usam a ficção cientifica em suas obras, aqui vai 2ª parte do David Bowie.

Vida em Marte, faz parte da opera rock The Rise and Falls the Ziggy Stardust and the Spider of Mars (Auge e queda de Ziggy Stardust e as Aranhas de Marte).

Entre as aventuras da turnê, Ziggy se apaixona por uma rebelde terráquea, ele não entende bem os costumes dessa moça em relação aos pais e ao mundo em que vive.

E bom lembrar que nessa época havia uma grande expectativa de que em 1980 o homem chegaria a marte, graças ao livro, Eram os deuses astronautas?

E como se viu não foi assim que aconteceu, pois as dificuldades tecnológicas e cortes de verbas da NASA, fez com que até hoje não tenhamos conquistado o planeta vermelho.

No próximo post iremos conhecer Ziggy e sua banda.

It's a God awful small affair
To the girl with the mousey hair,
But her mummy is yelling, "No!"
And her daddy has told her to go,
But her friend is no where to be seen.
Now she walks through her sunken dream

To the seats with the clearest view
And she's hooked to the silver screen,
But the film is sadd'ning bore
For she's lived it ten times or more.
She could spit in the eyes of fools
As they ask her to focus on
Sailors fighting in the dance hall.
Oh man!
Look at those cavemen go.
It's the freakiest show.
Take a look at the lawman
Beating up the wrong guy.
Oh man!
Wonder if he'll ever know
He's in the best selling show:
Is there life on Mars?

It's on America's tortured brow
That Mickey Mouse has grown up a cow.
Now the workers have struck for fame
'Cause Lennon's on sale again.
See the mice in their million hordes 
From Ibeza to the Norfolk Broads.
Rule Britannia is out of bounds
To my mother, my dog, and clowns,
But the film is a sadd'ning bore
'Cause I wrote it ten times or more.
It's about to be writ again
As I ask you to focus on
É um pequeno romance atroz
Para a garota com o cabelo castanho claro*
Mas a mãe dela está gritando "Não"
E o pai dela a mandou embora
Mas o amigo dela não está em nenhum lugar
Agora ela anda através do seu sonho submerso

Para o assento com a melhor vista
E ela está vidrada na tela prateada
Mas o filme é tristemente chato
Pois ela o viveu dez vezes ou mais
Ela poderia cuspir nos olhos dos tolos
Quando eles pedissem para ela se concentrar 
Marinheiros brigando no salão de dança
Oh cara!
Olhe aqueles homens das cavernas, andando.
É o show de horrores
Dê uma olhada no Homem da lei
Espancando o cara errado
Oh cara!
Imagino se algum dia ele vai saber
Que ele está no show que mais rentavel:
Existe vida em marte?

Está na testa torturada da América
Aquele Mickey Mouse virou uma vaca
Agora os trabalhadores atingiram a fama
Porque Lennon esta à venda de novo
Veja os ratos em suas milhões de hordas 
Para Ibeza até Norfolk Broads
Dominam a Britania além dos limites
Para a minha mãe, meu cachorro e palhaços
Mas o filme é tristemente chato
Porque eu o escrevi mais de dez vezes ou mais
Está prestes a ser escrito de novo
Enquanto eu peço que você se concentre





quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A MENINA DO OLHO DE VIDRO E O MENINO DO QUADRO TRISTONHO


-Você não jogou este quadro fora? – Disse a esposa raivosa.

-Eu não sei o que acontece! – Respondeu o marido surpreso. – Eu jogo-o fora, mas parece que ele sempre volta pro mesmo lugar...

-Ah não tenho tempo! – Interrompeu a esposa. Estou indo para minha viagem, beijos!

Ela pegou o carro e foi embora, o marido ficou olhando para o quadro do menino tristonho, pensando:

-Como ele havia voltado para a parede? -Mas acabou deixando pra lá.

Deitou-se no sofá e cochilou o resto da tarde, subitamente acordou com um trovão vindo da tempestade de verão que caía, assustado, deu de cara com o menino tristonho que soluçava a sua frente, dando-lhe grande pavor.

Chacoalhou a cabeça, olhou novamente e não havia nada, o quadro estava lá na parede, nada de anormal, sentiu um alivio, deu uma gargalhada e foi até a cozinha tomar um copo da água.

Ainda um pouco ressabiado, se aproximou do quadro, pois pretendia jogá-lo fora de uma vez por todas, mas num rápido olhar pela janela, viu uma coisa inacreditável:

Uma menina brincando naquela chuva torrencial, então abriu a porta e gritou:

-Hei menina, venha para cá!

Ela se aproximou e o olhou, um de seus olhos era de vidro, foi alegremente para dentro da casa, ele achou estranho e sentiu um arrepio na espinha macabro e perguntou intrigado:

-O que aconteceu com o seu olho?

-Nada! – Respondeu com voz angelical.

-Você quer alguma coisa? – Ele perguntou sentindo compaixão da menina, pois pensava que alguém havia lhe feito alguma maldade.

-Sim! – Respondeu envergonhada a menina. – Queria brincar de bolhas de sabão!

-Está bem! – Ele deu um sorriso pra ela.

Foi até a cozinha e trouxe um copo com água, sabão e um canudinho, ela começou a brincadeira, fazendo muitíssimas bolhas de sabão, o homem ficou encantado, parecia que uma música suave tocava no ar.

Ele virou-se para pegar mais água e sabão, porém tomou o maior susto de sua vida, o menino tristonho estava por detrás, chorando e soluçando, com uma foice na mão, e num rápido movimento cortou as pernas do homem.

Aquele homem ficou várias horas sangrando, até que suas pernas gangrenaram, nessas horas todas, ficou sempre observado pela menina do olho de vidro fazendo bolhas de sabão e do menino tristonho chorando sem parar.

Até que não resistiu e morreu, então o menino tristonho que não continha seu choro, perguntou a menina:

-Para aonde iremos agora?

-Para aonde tiver um quadro seu!

E os dois saíram de mãos dadas, já no final da madrugada, entre bolhas de sabão e choros, indo para a próxima casa, para a próxima vitima...

A MENINA DO OLHO DE VIDRO (Repost)


Havia uma menina que tinha um olho de vidro e andava na noite de lua cheia, a meia-noite brilhava o seu olho, junto com os uivos dos gatos no cio.
Encontrava os que não tiveram sorte na vida, deitados no meio-fio de olhos virados, controlados pelo velho cheirando da cana destilada.
Eles a olham, sem entender bem o motivo, um deles levanta e observa de perto, a lua se esconde atrás de uma nuvem.
Ela o pega na mão e atravessa a rua, ele vai sem desconfiar de nada, quando se dá por conta, bolhas de sabão o circunda, sua barba ficou aparada, seu rosto ficou limpo, seu cheiro está perfumado.
E nunca mais parou de dançar na rua da menina do olho de vidro.
No dia seguinte no jornal popular a manchete era:
“Morador de rua morre atropelado um pouco depois da meia noite”

terça-feira, 17 de novembro de 2009

DIA DE PAZ



Queria apenas um dia de paz.
Pra não lembrar de mim
Não lembrar dos meus medos
Não lembrar de você

Queria apenas um dia de paz
Que eu fugisse da realidade
Que eu pudesse ver um filme
E que o tempo não passasse

Queria apenas um dia de paz
A dor maior que existe
É ter você ao lado o tempo todo
E ao mesmo tempo não te ter.

Queria apenas um dia de paz
De sol no parque com violão
Esperando o fim de semana
Pra depois morrer de amor

Queria apenas um dia de paz
Pra fazer algo pra mim mesmo
Apenas pra lembrar do meu caminho
Sem o tempo ter que cobrar

Queria apenas um dia de paz
A dor maior que existe
É ter você ao lado o tempo todo
E ao mesmo tempo não te ter.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A MOTO SERRA DO SERINGAL



Eu sou um homem criado na cidade grande e nunca tive contato com fazendas, plantações, terras e esses tipos de coisas.
Meu amigo, Gilberto, no qual eu faço muitos negócios, uma vez, na Avenida Paulista, me disse:
- Caro Amadeu, eu tenho um negócio que vai alavancar nosso dinheiro!
- É! Qual é? – Perguntei curioso.
- Vamos investir no ramo de borracha!
Após explicar como íamos investir, no dia seguinte, pegamos um pequeno avião e pousamos em Votuporanga no interior de SP.
Alugamos um carro e partimos para a Fazenda das Missões, onde estávamos interessados em comprá-la, chegamos no inicio da noite, já estava escurecendo.
O antigo casarão estava a muito abandonado e o seringal praticamente invadia o quintal.
Jantamos, conversamos e à hora avançou e resolvemos dormir, fui ao quarto, deitei e estava dormindo calmamente, quando próximo da meia-noite, ouvi um barulho de moto-serra bem ao longe e pensei:
-Ah deve ser de alguma fazenda vizinha, esses campos abertos faz com que o som ecoe mais longe!
Porém o som ia ficando cada vez mais alto, até que dado momento parecia estar vindo da frente da casa, próximo à janela.
Chamei por Gilberto, mas ele não acordou, não sei por que, ele estava com um sono profundo, então me aproximei da janela e olhando por entre as cortinas, meus joelhos tremeram:
Um par de olhos escarlates e uma silhueta vazada de quase dois metros de altura, na forma de um ser bestial, tipo um lobisomem, com uma moto-serra na mão, abrindo caminho pelo seringal.
Enquanto eu olhava horrorizado, esse ser bestial, percebeu que estava sendo observado e veio em minha direção.
Meu coração parece ter se prendido na garganta, corri para o quarto de Gilberto e gritei por ele, mas quando olhei para a cama, estava vazia!
Então me voltei para o corredor e num momento súbito, a minha frente estava o Gilberto, perguntei se estava bem, porém ele começou a murmurar algumas coisas que eu não compreendia, peguei-o pelos ombros e o sacudi, ele me olhou fixamente para os meus olhos e disse:
-Conjuro a Belzebu! Essa noite você terá um sacrifício!
Minhas pernas tremeram e soquei-o e corri para os fundos da casa que dava para um outro terreiro, tudo estava escuro demais, eu tropeça nos galhos, mas consegui chegar ao carro, porém havia esquecido as chaves, estava com muito medo e confuso e corri, sem direção, pelo seringal.
Mas não corri muito, uma moto-serra cortou minha cabeça que rolou um pequeno barranco, ainda deu tempo de ver o ser bestial extirpar todo o meu corpo que sangrava sem parar e comia minhas tripas e víscera com ferocidade e volúpia.
Minha cabeça, quando observava a tudo, foi rodeada por vários demônios, fechei os olhos para encontrar algum alento, então veio à escuridão e o esquecimento.
                                                                                 ***
Seis horas da manhã o galo canta, uma dor de cabeça abissal, olhei pela janela lá estavam às seringueiras intactas, levantei e comecei a andar pelos corredores, meu amigo Gilberto já estava acordado e me convidou para tomar café.
Fiquei desconfiado, mas logo pensei:
-Nossa que sonho estranho!
Andei pelo terreiro da frente e não vi nenhuma seringueira cortada, tudo parecia estar em ordem e comecei a rir sozinho, voltei para a cozinha e disse a Gilberto que iria tomar um banho e depois iríamos para cidade resolver nossas coisas.
Entrei no banheiro, tirei a camisa e ao olhar no espelho, ele se parte e solto um berro medonho, havia uma cicatriz enorme em volta de todo o meu pescoço.
Dessa vez eu corri como um louco desvairado, Gilberto pergunta o que está havendo, mas não pode me deter, peguei a chave do carro e fui embora e nunca mais voltei a ir a uma fazenda e nem mesmo o meu amigo.

domingo, 15 de novembro de 2009

Existe água na Lua!

Fonte: Folha online

Os resultados do impacto que a Nasa (agência espacial norte-americana) realizou com uma sonda na Lua confirmaram quantidade significativa de água no satélite da Terra, divulgou a agência nesta sexta-feira (13).


A água representa um potencial recurso para sustentar uma futura exploração lunar.

Dados preliminares do LCross (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite) indicam que a missão descobriu água com sucesso durante os impactos realizados em 9 de outubro, na região permanentemente coberta de sombras de Cabeus, próxima ao polo sul da Lua.


"Estamos extasiados", disse Anthony Colaprete, cientista do LCross e principal pesquisador do Centro de Pesquisa em Moffet Field, da Nasa.

"Múltiplas linhas de evidência" mostram que a água estava presente nas duas partes do material expelido pela cratera Cabeus, o que torna "seguro dizer que ela possui água", completa ele.

O grupo de pesquisa utilizou conhecidas "assinaturas" espectrais infravermelhas da água e de outros materiais e as comparou com o espectro próximo ao infravermelho coletado pela LCross para a verificação.

Cientistas especularam por muito tempo sobre a fonte de vastas quantidades de hidrogênio que foram observados nos polos lunares. As descobertas da LCross mostram que a água na Lua deve ser em maior quantidade e mais distribuída pelo astro do que suspeitado previamente.

O impacto criado pelo estágio superior do foguete Centauro do LCross criou um volume de material em duas partes a partir da base da cratera, diz a Nasa. A primeira parte era composta de vapor e poeira fina e a segunda, de materiais mais pesados.

Chaves

"Estamos revelando os mistérios de nosso vizinho mais próximo e por extensão do Sistema Solar", disse Michael Wargo, cientista-chefe lunar na sede da Nasa em Washington.

As áreas permanentemente sombreadas "guardam uma chave para a história e evolução do Sistema Solar", diz o comunicado da Nasa.

A agência espacial também diz que, desde que ocorreram os impactos, a equipe de cientistas da LCross "trabalhou sem parar" para analisar a gigantesca quantidade de dados que a nave coletou.

A equipe se concentrou em dados dos espectrômetros do satélite, que fornecem a mais definitiva informação sobre a presença de água. Um espectrômetro examina luz emitida ou absorvida pelos materiais, o que ajuda a identificar a composição deles.

Já chegou o disco voador!

Domingo é dia de descontração, bem alguns estão esperando o disco voador, assim como eu!!!!



sábado, 14 de novembro de 2009

Fósforo



O fósforo que acende a chama.
É o fósforo que caí do céu.
Queimando o povo alemão.
É o mesmo fósforo da caixa.
Queimando as crianças.
É o fósforo que acende o mal dos homens.

EM BUSCA DO TALISMÃ MAIA

fan fiction - baseada na 1ª temporada de Sobrenatural




O engenheiro americano Robert Smith, homem de estilo saxão, a serviço do governo federal, estava concluindo a parte final do rodoanel que ligaria todas as principais rodovias da região metropolitana de São Paulo.

O trecho em questão sempre foi desabitado, nem mesmo os índios habitaram ali, os poucos índios remanescentes não gostavam daquele local, existiam várias lendas de horror e de pessoas que foram caçar e nunca mais voltaram.

Mas Smith não tinha tempo de pensar naquelas bobagens, afinal estavam muito próximo do centro urbano, e ajeitando seus óculos, olhava para a planta do rodoanel, quando subitamente ouviu uma voz feminina:

- Papai! Papai! Papai!

Era a voz de sua filha Sarah, mas como? Ela estava no centro de São Paulo! Será que ela veio visitá-lo? E Smith foi seguindo aquela voz, que insistia em chamá-lo:

- Papai! Papai! Papai!

E Conforme ele adentrava a mata, a voz ficava cada vez mais desesperada e ele gritava ainda mais em pânico:

- Filha! Filha onde você está?!

Mas nenhuma resposta ele recebia e quando deu por si, estava perdido em meio à mata e a voz parou de chamá-lo.

Smith coçou a barba e estava desorientado, estava num clarão, ouviu um barulho de água, por detrás de um capão e foi lentamente investigar, porém antes, colocou a mão num amuleto de estilo maia que carregava consigo.

Abriu o capão e entrou em pânico, pois uma criatura começou a lhe morder e arrancar pedaços de sua carne, ele gritava por socorro, mas ninguém atendia até que morreu e seu corpo foi arrastado para dentro do capão.

Era o oitavo desaparecimento de funcionários, desde quando a obra começou.

Sam e Dean estavam na Flórida, em busca do pai. Na última aventura que tiveram, seu pai havia deixado um bilhete dizendo para procurar a qualquer custo Robert Smith, pois ele possuía um amuleto maia que ajudaria na luta contra as forças malignas que tinham ceifado a vida da mãe deles e da namorada de Sam.

Chegando a Florida descobriram que Robert, estava no Brasil a serviço do governo brasileiro e como a situação era de grande urgência, eles decidiram ir para o Brasil, mas especificamente em São Paulo.

Dean deixou seu Chevy Impala 1967, guardado numa garagem e viajaram, e durante a viagem, Sam teve pesadelos constantes com Jess grudada no teto sendo queimada.

Dean, como sempre, procurava ajudar o irmão, contudo o irmão sempre se recusava em falar do assunto, pois sentia culpa pelo que aconteceu com Jess.

Chegando a São Paulo, alugaram um carro e ao som de rocks clássicos, foram até o endereço que eles haviam recebido na Flórida.

Chegando ao endereço, encontraram uma jovem muito bonita de cabelos e olhos castanhos escuros e de estatura mediana e Dean, galanteador, tomou a frente e perguntou?

-Somos Dean. –Apontou para si mesmo e depois para o irmão. – E este é Sam, nosso pai é amigo de Robert Smith e nos pediu para nos encontrar com ele. Você o conhece?

- Eu sou Sarah Smith, filha dele. – Respondeu a moça um tanto ressentida.

-Podemos falar com ele?

-Sinto muito! – Ela abaixa a cabeça. – Meu pai está desaparecido!

-Desaparecido? Como?- Espantou-se Sam.

E após explicar a história toda, eles foram até o local da obra e começaram a investigar, todos os funcionários haviam ido embora com medo dos últimos acontecimentos, mas aparentemente não havia nada demais.

E conforme a investigação ia avançando, Sarah sentou-se numa pedra e ouviu a voz do seu pai:

- Filha Socorro! Filha Socorro! Filha Socorro!

-Onde você está papai? – Ela grita desesperadamente e a voz continuava:

- Filha Socorro! Filha Socorro! Filha Socorro!

E ela num desespero cego adentra a mata, porém Sam corre atrás dela e mais atrás ainda Dean, num momento de rara sabedoria, pega uns clipes que havia em cima de uma mesa e os segue deixando cair esses clipes pelo chão e assim montar uma orientação para voltar, caso eles se percam na mata.

Enquanto Sarah corria a voz ia se aproximando, mas num dado momento a voz cessou, e ela se viu num clarão, estava desorientada e ouviu um barulho de água por detrás de um capão, e foi se aproximando lentamente, quando um ser de dentes pontudos e pés virados para trás que lembrava um pequeno índio, por volta de um metro e de cor escurecida com o rosto pintado de urucum, a atacou.

Então Sam pulou para cima da criatura e saíram rolando, porém a criatura tinha uma força sobrenatural e começou a machucá-lo.

Dean chegou logo em seguida e sacou uma arma de fogo com munição de prata e atirou, pois pensou que fosse um lobisomem, mas apenas fez com que a criatura recuasse um pouco e ela estava pronta para atacar de novo.

Então Dean, pegou Sam e Sarah pelas mãos e gritou para seguirem a trilha de clipes, e eles tropeçando em galhos e cipós corriam, mas por volta da mata ouvia-se barulho de vento e alguns redemoinhos cruzavam a trilha, eles não olharam para trás e continuaram a correr, até conseguirem escapar.

Chegando ao acampamento, cansados, Sam perguntou a Dean:

- O que era aquilo?

- Não sei! – Vamos consultar o diário do Papai!

Então se sentaram, tomaram um pouco de fôlego e consultaram o diário e viram numa página que mostrava o ser de pés para trás e descobriram que se tratava de uma caipora.

A caipora ataca criando ilusões sonoras aos caçadores, desorientando dentro da mata e depois disso os mata e ele pai de umas criaturas chamadas sacis, que tem por objetivo causar confusão e desorientação. E Sam falou:

- Mas não há caçadores naquele local?

Então Sarah interveio na conversa:

- Não há caçadores, mas estão destruindo a mata com a construção do rodoanel.

Todos concordaram que esse era o motivo do caipora estar atacando e Dean continuou:

- Não é possível destruí-lo, o único jeito é fazer um acordo, que é oferecendo um rolo de fumo, pois ele gosta de fumar cachimbo.

- Tem mais. – Continuou Sam. – Se não pararem de destruir a floresta, ele continuara atacando, mesmo se fizermos um acordo com ele.

- Mas devido a esses ataques. – Falou Sarah. - O governo brasileiro, não vai mais construir a estrada, aprovaram um novo projeto, desviando o curso do rodoanel.

- Porém precisamos achar o seu pai e recuperar o amuleto! – Disse Dean

- Que amuleto? – Perguntou Sarah.

- Eu te explico outra hora... – Desconversou Dean

Então eles arrumaram um rolo de fumo e voltaram para o local da obra e entraram na floresta, então Sam amarrou o rolo de fumo numa árvore e disse:

- Toma, Caipora, apareça aqui!

Então o Caipora surgiu, montado em cima de um javali, pegou o fumo e começou a picá-lo para dentro do cachimbo e começou a fumar e enquanto ele fumava, uma movimentação acontecia ao redor.

Os três ficaram com medo, pois era uma movimentação muito intensa, porém permaneceram firmes e Sam disse:

- Nós viemos aqui dizer: - Uma leve pausa - Que não vamos mais destruir a floresta.

Após terminar de falar, um pequeno redemoinho, saiu por detrás da mata e foi até a direção do fumo, e de dentro do redemoinho um pequeno saci saiu e começou a picar o fumo também.

- Nós queremos o meu pai de volta! – Disse Sarah.

Porém o caipora fez um sinal negativo com a cabeça e passou o seu dedo indicador pela garganta, isso quer dizer que o pai de Sarah estava morto, e nisso outros redemoinhos apareciam e novos sacizinhos apareciam.

- Você pode nos devolver o amuleto que ele carregava? – Perguntou Sam.

Assim que acabou o fumo todos os sacizinhos foram embora, o caipora virou-se com seu javali e começou a se embrear na mata, porém no último instante, olhou para trás e jogou o amuleto e disse em voz gutural:

- Nunca mais apareçam aqui! – E foi embora.

Dean pegou o amuleto e o abriu e lá havia um outro bilhete que dizia entre outras coisas que eles deveriam ir para certa localidade no México e que era para guardar esse amuleto, pois isso lhes seria muito útil. E voltaram para o centro da cidade tranquilamente.

Sarah ficou profundamente triste pela morte do pai e não quis voltar para os Estados Unidos, queria ficar no Brasil e defender as florestas e iria fundar uma ONG para tal.
Após se despedirem, Dean e Sam, voltaram para América, eles já estavam preparando sua viagem para o México...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

David Bowie - Parte I


Vamos abordar a 1ª fase do cantor, onde ele interpreta o pop star intergaláctico Ziggy Stardust, essa fase vai de 1969 a 1973 que é o auge do glam rock.

O glam rock é um movimento que mistura música e teatro, onde os artistas se pintavam e tomavam formas andróginas, com silos postiços,rosto pintado, roupas pra lá de extravagantes, botas largas e roupas iluminadas, no Brasil, o grupo Secos e Molhados é a maior expressão do movimento, lá fora além de David Bowie, teve Mark Bolan com o T-Rex e Lou Reed.

Mas voltando ao David Bowie, ele fez muitas músicas com temas de ficção cientifica e fantásia e suas performances nunca eram iguais, tanto que até hoje ele é conhecido como o cameleão do rock.

Iremos dividir em 5 partes esse post, colocaremos a letra e a tradução, além é claro de um videozinho do you tube, assim quem não conhece, vão poder conhecer e acompanhado de uma pequena resenha, abaixo a lista das músicas que farão parte do post.

Space Oddity;
Starman;
Live on Mars;
Ziggy Stardust;
Ashes to Ashes.

David Bowie tem outras músicas legais como Changes, Under Pressure (com o Queen), Heroes,  Blue Jean, China Girl, Rebel Assault, China Girl, This is nothing America, Absolute Beginners e etc.

1ª Parte) Space Oddity


Odisséia Espacial é o primeiro sucesso de David Bowie. A música conta a história do Major Tom, uma alusão ao primeiro vôo pro espaço.

Essa música foi lançada em 1969, no mesmo ano em que o homem pisou pela primeira vez na
lua. Major Tom é uma personagem que aparece em várias músicas de Bowie, assim como Ziggy.

A letra diz que se tivermos a oportunidade de largar tudo para fugir dos nossos problemas, nós o faríamos, mesmo que seja pra um lugar ou situação desconhecidas.

Abaixo letra, tradução e vídeo:



Ground control to Major Tom
Ground control to Major Tom
Take your protein pills and put your helmet on

Ground control to Major Tom
(10, 9, 8, 7)

Commencing countdown, engines on
(6, 5, 4, 3)

Check ignition, and may God's love be with you
(2, 1, liftoff)

This is ground control to Major Tom,
You've really made the grade
And the papers want to know whose shirts you wear
Now it's time to leave the capsule if you dare

This is Major Tom to ground control
I'm stepping through the door
And I'm floating in the most peculiar way
And the stars look very different today

For here am I sitting in a tin can
Far above the world
Planet Earth is blue, and there's nothing I can do

Though I'm past 100,000 miles
I'm feeling very still
And I think my spaceship knows which way to go
Tell my wife I love her very much, she knows

Ground control to Major Tom,
Your circuit's dead, there's something wrong
Can you hear me Major Tom?
Can you hear me Major Tom?
Can you hear me Major Tom?
Can you...

Here am I floating round my tin can
Far above the moon
Planet Earth is blue, and there's nothing I can do....


Controle de Solo para Major Tom
Controle de Solo para Major Tom
Pegue suas pílulas de proteínas e coloque seu capacete

Controle de Solo para Major Tom
(10,9, 8, 7)

Começando contagem regressiva e motores ligados

(6,5, 4, 3)
Checar ignição e que o amor de Deus esteja com você

(2,1, decolagem)

Esse é o Controle de Solo para Major Tom
Você realmente teve sucesso
E os jornais querem saber de quem são as camisetas que usa
Agora é a hora de sair da cápsula, se você tiver coragem

Aqui é Major Tom para Controle de Solo
Estou dando um passo pra fora da porta
E estou flutuando no jeito mais peculiar
E as estrelas parecem muito diferentes hoje

Estou sentado numa lata
Bem acima do mundo
A Terra é triste e não há nada que eu possa fazer (*)

Porém eu ultrapassei cem mil milhas
Estou me sentindo bem calmo
E eu acho que minha nave espacial sabe onde ir
Diga pra minha esposa que eu a amo muito. Ela sabe

Controle de Solo para Major Tom
Seu circuito pifou. Há algo errado
Pode me ouvir Major Tom?
Pode me ouvir Major Tom?
Podê pode me ouvir Major Tom?
Pode me ouvir...

Aqui estou flutuando em volta da minha lata
Bem acima da lua
A Terra é triste e não há nada que eu possa fazer (*)





 (*) Na cultura inglesa o azul, significa algo triste.



Na próxima Sexta-feira a parte 2, até lá...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

RETRATOS PARTIDOS

Sábado de manhã tão bucólico.
Eram retratos partidos na estante
Tua presença está tão distante.

Não vejo à hora da brincadeira recomeçar.
Você encantadora me leva ao nirvana.
Sou louco por tua dança hermética e profana.

Sábado de manhã tristonho.
Foi tudo apenas um sonho...

Também feito no Recanto das Letras, com mote da usuária Karinna!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Curta Metragem de Suspense

Curta de suspense em 3D criado por Tyson Ibele:

Não posso fingir que não te conheço


Olhei firmemente a luz esverdeada.
A névoa brilhante ilumina a noite.
A humanidade está numa encruzilhada

Levei a vida toda te ignorando.
Mas nesta noite onde a radiação invade.
Jogo fora todo o meu medo.

Não posso fingir que não te conheço.
Declaro meu amor no dia que pereço.
 
Essa poesia foi feita no Recanto das Letras, onde é uma verdadeira oficina literária, quem deu o mote foi uma usuária chamada Karinna.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

MURO DE BERLIM



Em 1989, eu gostava do diabo. Por quê?


Eu gostava de uma tal de CCCP, achava as mulheres de lá mais bonitas e cultas do que as do ocidente, mas principalmente porque era anti-americano.

Bom naquele tempo eu não entendia bem o que era o comunismo, depois fui descobrir que foi um nazismo que deu certo.

Eu me lembro bem, o povo alemão com as próprias mãos derrubava o muro que Stalin havia feito, até me lembro de um certo comentário de um político britânico: “Olha vocês vão se arrepender, a Alemanha unida é um perigo para o mundo!”

E simbolicamente ali terminava a guerra fria e daí a dois anos terminaria a tal da CCCP.

Passado vinte anos, como eu mudei, passei de um jovem ativo e sem medo, para um homem cheio de medos e receios.

A Alemanha não causou nenhum perigo e a guerra fria deu lugar à guerra do medo, principalmente depois da queda das torres gêmeas.

Hoje “muros de Berlim”, nos cercam, muros que nós mesmos fizemos.

O cadeado no portão, a bala perdida, o medo de sair à noite, o homem bomba, as drogas, o álcool, o fim do mundo, tudo isso nos rodeia.

E cada vez mais o ser humano, volta as suas origens, a selvageria e a moradia na caverna.

A pergunta que me fiz e não tenho resposta é:

- Quem é que vai derrubar o muro que me rodeia?

domingo, 8 de novembro de 2009

Sol Negro



De manhã, o astro rei se levanta e observa a cidade ainda dormindo, tão inocente... Ele vai liberando os primeiros brilhos.

Com seu olhar penetrante e profundo, respira fundo e faz as flores se abrirem, e ele esquenta os animais de sangue frio e o seu brilho entra pelas frestas das janelas, despertando lentamente os que dormem.

Num súbito momento ele olha para outra direção e vê um ônibus perto de um canavial, onde pessoas descem sem esperança no olhar.
Mas o que chama a atenção do astro rei, são as crianças sujas com enxadas nas mãos, e ele pensa:
-Como podem os humanos tratar suas crianças assim?

Não querendo ver mais isso ele volta o seu olhar para a cidade e vê grandes nuvens de gás carbônico ofuscando seu olhar, mas ele luta contra a fumaça e consegue ver o que existe por debaixo da fumaça.

Melhor teria sido continuar não vendo, pensou ele, num cruzamento de farol fechado, ele vê crianças fazendo malabarismos em troca de algumas moedas.

Um pouco mais a frente em carroças podres de madeira, outras crianças buscam papelão e latinhas de alumínio, remexendo o lixo, em troca de uns trocados.

Ainda pasmo o astro rei, não contende, vira o seu olhar e dá de cara para o morro cheio de casebres quase podres.

E observando melhor, ele vê crianças brincando no esgoto, sem esperança e sem assistência.

Essas crianças sonham em serem bandidos, quem sabe ter uma arma, ter muito dinheiro, independente se isso vai custar à vida de outros.

O astro rei ainda pensando em tudo que estava acontecendo, virou-se para o centro cidade e viu crianças roubando, para comprar cola, para cheirar. E outras sendo alicerçadas, por homens e mulheres para pedirem esmolas.

A inocência pueril já não existia mais, porque a prostituição infantil estava ali, na frente de todos e ninguém fazia nada.

Mas o astro rei ficou nervoso mesmo quando olhou para o nordeste e ele encontrou o mesmo quadro de prostituição, crianças morrendo de fome, outras tantas desnutridas, cheias de doenças.

Pensou em até parar de brilhar para poder ajudar aquelas crianças, mas não podia, afinal de contas ele nasceu para brilhar, aquecer e é ele que dá inicio à vida, mas também tinha o poder de mudá-la, já tinha feito isso no passado e poderia fazer de novo.

Então ele lembrou que no Brasil, os que decidiam o futuro de todos que viviam ali, ficavam no planalto central, então ele foi até lá para ver o que os políticos estavam fazendo, afinal pensou, ninguém pode ignorar o que eu vejo.

Ao chegar a Brasília, entre as frestas de uma janela, ele viu uma reunião do congresso, onde as pessoas só estavam preocupadas em liberar verbas, para construção de pontes, viadutos e usinas.

Todos brigavam por realizações de negócios que pudessem deixar os empresários mais ricos, ora ao ver isso, o astro rei se indignou. E gritou:

-O que é que vocês estão fazendo? – Agora vocês vão ver quem realmente eu sou!

E naquele instante o astro rei se tornou num Sol Negro e castigava as costas e queimava a cabeça daqueles que o ofenderam, pois ao maltratar as crianças era o mesmo que o maltratar.

Ele queimou todos os canaviais e com suas rajadas magnéticas fez parar todo aparelho de celular e rádio e um grande pânico instalou-se no país.

As pessoas sem entender o que estava acontecendo, pediam aos céus ajudas, mas nada de resposta.

E o Sol Negro continuava sua destruição, como se fosse o paladino da justiça, pessoas morriam, prédios caiam e o caos foi instalado.

Prédios públicos eram incendiados, muitas pessoas morriam, até que um religioso de bom coração gritou ao Sol Negro:

-Por que de tanta revolta?

-Vocês maltratam tanto as crianças, que resolvi destruir tudo e não há nada que possa me fazer mudar de idéia! – Respondeu raivoso o Sol Negro.
-Eu te peço uma ultima vez. – Quase que implorando o religioso. -Falarei com os líderes da minha terra e vamos mudar essa situação das crianças.

O Sol Negro concordou e disse que ia esperar uma hora, para julgar se a proposta era satisfatória.

Nisso o religioso foi ter com os políticos e eles conversaram quase que uma hora.

Todos concordaram em fazer um programa social, no qual incluíam as crianças o dia todo na escola, com alimentação e educação de alto nível, mas para isso teriam que abrir mão da corrupção e do toma-lá-dá-cá que os politicos faziam.

Então o religioso conversou com o Sol Negro que concordou com aquela idéia, mas alertou que dali em diante estaria observando melhor a ação dos homens e voltou a ser o Sol, ou simplesmente o astro rei.

E a partir desse dia todas as crianças foram para a escola, eles cresceram, e se formou uma civilização muito bonita que depois de alguns milênios, eles foram chamados de filhos do Sol.

sábado, 7 de novembro de 2009

Raul já sabia!

Uma pesquisa das universidades de Oxford (Grã-Bretanha) e de Turim (Itália) mostrou que formigas costumam conversar entre elas, em seus formigueiros.

Segundo os pesquisadores, as rainhas emitem sons característicos dentro do formigueiro que produzem reações das operárias, o que reforça o status social da rainha, de acordo com o artigo publicado na revista Science.
De acordo com um dos pesquisadores, Jeremy Thomas, da Universidade de Oxford, o progresso da tecnologia permitiu a gravação dos sons das formigas nos formigueiros e a execução destas gravações sem que as formigas ficassem assustadas.

Ao colocar miniaturas de alto-falantes no formigueiro, especialmente fabricados para a pesquisa, e reproduzir os sons feitos por uma rainha, os pesquisadores conseguiram fazer com que as formigas ficassem em estado de atenção.

"Quando tocamos os sons da rainha elas apresentaram o comportamento ‘em guarda'. Elas ficavam imóveis com suas antenas estendidas e suas mandíbulas separadas por horas - se alguma coisa se aproximasse elas atacariam", disse.

Infiltrados

Apesar de ter uma sociedade muito bem defendida pelas operárias, as formigas também podem sofrer com infiltrados, segundo a pesquisa conduzida pelas universidades de Turim, Oxford e pelo Centro de Ecologia e Hidrologia de Oxfordshire.

Sons produzidos pela larva da borboleta europeia Maculinea rebeli, por exemplo, imitam os sons produzidos por formigas adultas, particularmente pela rainha do formigueiro.
"Pesquisas anteriores mostraram que parasitas sociais como estas larvas secretavam elementos químicos e usavam outras habilidades para conseguir se infiltrar em formigueiros", afirmou Francesca Barbero, pesquisadora da Universidade de Turim.
"Nosso novo trabalho mostra que o papel do som na troca de informações dentro de formigueiros foi muito subestimado e que a imitação do som fornece outra forma de infiltração para 10 mil espécies de parasitas sociais que exploram as sociedades de formigas."
Os pesquisadores usaram gravações de sons emitidos pelas larvas nos formigueiros hospedeiros.
Os resultados demonstraram que, depois que a larva foi aceita no formigueiro por meio da liberação de elementos químicos que imitavam os liberados por formigas, a imitação de sons de uma formiga adulta permite com que a larva avance socialmente.
"Nossas experiências mostraram que, em resposta aos sons emitidos pelas larvas, as formigas operárias protegiam elas de uma forma parecida com que protegiam suas rainhas", disse Karsten Schönrogge, do Centro de Ecologia e Hidrologia de Oxfordshire.

Fonte: BBC Brasil

Raulzito já dizia: - A formiga só trabalha, porque não sabe cantar.

Então, toca Raul!!!!!!


 
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