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Projeto Palavras Cruzadas:

"Já é vender a alma não saber contentá-la." Albert Camus - O Mito de Sísifo.

O projeto 'Palavras Cruzadas' promove encontros mensais (segundo sábado de cada mês) em que são lidos e discutidos trechos de obras importantes da literatura e filosofia surgidas à partir do século XX.

No encontro do dia 13/07 o livro utilizado será 'O Mito de Sísifo' de Albert Camus.

O evento começa às 15h30min.

A coordenação é de Vanessa Molnar, historiadora (USP) e escritora e Fábio Donaire, estudante do Bacharelado em Ciências e Humanidades (UFABC). Estamos localizados na Rua Professor José Franco, 166 – Bangu (a 10min da UFABC de Santo André, na rua do restaurante Frangasso).

A entrada é franca.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Fantasmas da África


Num certo local da África, meu velho amigo Smith, fazia um trabalho de retirar as minas que flagelavam dez pessoas ao dia.

Mas naquela noite tudo corria bem, estava longe da capital e naquela região não havia nada no entorno, apenas arvores retorcidas que lembravam soldados mortos com faces de horrores.

Montaram o acampamento, o céu estava estupendamente estrelado e sem lua, após assarem a comida, deitaram, pois no dia seguinte tomariam viagem para uma região mais remota.

Próximo da meia-noite um barulho de marcha tomou conta da savana, Smith e seus companheiros pegaram em armas e tomaram posição, pois pensavam que eram os rebeldes que estavam se aproximando.

Ao longe se percebia as silhuetas escuras e num repente, aquelas silhuetas começaram a gritar e começaram a correr na direção deles e quando se aproximaram da fogueira, mostrou-se a face daqueles homens.

Eram faces distorcidas, sem braços, sem pernas, sem olhos, faltando pedaços de carnes e fardas rasgadas, uns mostravam a língua suja de sangue.

Os companheiros de Smith saíram correndo sem direção, mas Smith ficou parado, pois ficou paralisado de medo, então aquela horda o atravessou como uma névoa, seguindo os homens que haviam fugido, com exceção de apenas um dos fantasmas que parou a sua frente e disse em voz ecoante:

-Limpe as minas! Ache os corpos!

E o atravessou, assim como atravessaram o acampamento, Smith olhou para o lado e não havia nem fantasmas e nem os companheiros, sendo assim ficou acordado esperando o dia amanhecer, vigilante.

Nos primeiros raios de Sol, meu amigo Smith, rodeou a área do acampamento e encontrou todos os seus companheiros mutilados, alguns haviam desaparecidos.

Tirou o seu chapéu e voltou para a cidade e disse que os rebeldes haviam atacado, pois ninguém acreditaria na sua história.

Ele conseguiu limpar toda aquela região das minas, porém jamais achou os corpos daqueles soldados africanos que continuam a assombrar as savanas africanas.

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