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Para troca de livros:

Projeto Palavras Cruzadas:

"Já é vender a alma não saber contentá-la." Albert Camus - O Mito de Sísifo.

O projeto 'Palavras Cruzadas' promove encontros mensais (segundo sábado de cada mês) em que são lidos e discutidos trechos de obras importantes da literatura e filosofia surgidas à partir do século XX.

No encontro do dia 13/07 o livro utilizado será 'O Mito de Sísifo' de Albert Camus.

O evento começa às 15h30min.

A coordenação é de Vanessa Molnar, historiadora (USP) e escritora e Fábio Donaire, estudante do Bacharelado em Ciências e Humanidades (UFABC). Estamos localizados na Rua Professor José Franco, 166 – Bangu (a 10min da UFABC de Santo André, na rua do restaurante Frangasso).

A entrada é franca.


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Jazz!!!


Quando foi que eu comecei a gostar de jazz?
Não me lembro à data exata, mas me lembro onde foi.

Uma Big Band tocava, eu achava que jazz era música arrastada, mas não era bem assim, te vi no piano, meus olhos não desgrudava de ti, a ponto de você descer do palco e me perguntar, toda bravinha:
-Por acaso você perdeu alguma coisa?
Eu que sou sujeito tímido, naquele dia estava diferente, talvez a vodka tivesse fazendo seus efeitos e respondi descaradamente:
-Perdi sim! Perdi meu coração que está em tuas mãos!

Não podendo resistir a meus encantos, você sentou-se a mesa com seu vestido preto que ia até os joelhos, me atiçando a imaginação, pois eu podia ver o contorno de suas coxas e tua cintura perfeitamente adornada e o decote que valorizavam seus lindos seios.

Falamos de tantas coisas naquela noite, falamos de Ogres, de Blues, de Arquivo X, de poesias de amor, do desenho do pica-pau, de Chico Buarque e até do Big Brother.

Depois que não houve mais assuntos, ficamos a ouvir um jazz romântico, coloquei a mão nos teus ombros, por baixo da alça do vestido e num olhar de entrega, te beijei como nunca havia beijado alguém, meu Deus, eu nunca beijei alguém assim.

Acariciei todo seu corpo e me perdi no tempo, nos teus sussurros e finalmente terminamos a noite como Apolo e Venus e dormimos cansados de tanto amor que fizemos.

Ao amanhecer você não estava lá, quando olhei no banheiro, não acreditei no que estava escrito de batom vermelho no espelho, como Arrigo Barnabé você escreveu:

“Tchau trouxa! Foi bom!”

Deu-me tamanho desespero, mas vi o seu bilhete na mesa da cozinha e percebi que aquilo foi apenas uma brincadeira, tanto que no domingo à tarde, eu te encontrei no parque e debaixo de uma chuva torrencial, nos abraçamos e nos beijamos.

E lá se foram 12 anos e aqui estamos nós, sempre juntos, sempre fazendo loucuras ao som de um Jazz.


2 comentários:

  1. O Jazz é realmente um estilo musical muito charmoso na minha opinião, muito bom de se ouvir.

    Grande Abraço!

    Lauro Daniel

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  2. O meu final não foi tão feliz.....

    Eu me apaixonei por um músico. Mas não tive tanta sorte. Hoje sou eu que canto jazz, sempre a pensar no que terá corrido mal... A música foi a minha perdição mas ao mesmo tempo é o meu consolo.

    Felicidades!!!

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